Katanagatari – Primeiras impressões

Olá a todos! Depois da (finalmente) estréia do Ichiban Brasil, que apesar de todos os pesares foi bem recebido e acredito que fará sucesso, o que me deixa muito feliz por que apesar de todos os erros que percebemos e estamos anotando para melhorar, sabemos que ficou uma boa iniciativa! Só não deixem de votar.

No momento estou com uma chata dor de cabeça, meu punho dói e meu estômago não está nas melhores condições, mas como o Gyabbo! não pode parar e já demorei demais para fazer o post de hoje venho aqui escrever sobre as primeiras impressões de Katanagatari.

Baseado em uma série de light novels, 12 volumes no total, escrita pelo autor que atende pelo nome de  NisiOisiN, o mesmo que escreveu Bakemonogatari, um dos grandes animes do ano passado, Katanagatari foi animado pelo estúdio White Fox, que não tem nenhum trabalho relevante (na verdade só fez um anime anteriormente, Tears to Tiara), e dirigido por Keitaro Motonaga.

Antes de tudo devo dizer que esse primeiro episódio foi muito bom, mas não atendeu as minhas expectativas e vou explicar por quê, ao ver o estilo da animação, lembrando pinturas e mesmo o cartoon Samurai Jack, trazendo uma proposta diferente de lançar um episódio por mês em um total de 12, fiquei muito empolgado e de longe esse era o anime que mais esperava. Acabou que minhas altas expectativas me fizeram esperar demais, uma experiência sem igual, o que não aconteceu.

Mas não estou dizendo que foi um capítulo ruim, de forma alguma! Um dos jeitos que gosto de saber se algo que estou assistindo me satisfaz é aquela máxima que diz que as coisas boas terminam rápido. Em muitos animes eu fico pensando se o episódio não vai acabar e quando vou verificar, ainda não foi nem metade. No caso de Katanagatari quando passei o mouse pela tela pra ver o tempo, faltavam apenas cinco minutos, isso em um episódio de 50!

Katanagatari mostrou facilmente uma animação acima da média, mantendo os belos traços que suas imagens já mostravam antes da estreia. Seus primeiros minutos foram de grande tensão, conseguindo introduzir com maestria narrativa a ambientação do período Edo japonês, mas da forma que Katanagatari constrói. Seus diálogos são rápidos, lembrando seu co-irmão Bakemonogatari e a trilha sonora está bem encaixada.

Apesar de não ser tudo que eu esperava, o anime ainda tem muita qualidade, como já comentei. O que mais me agradou com certeza foi o enredo. Não sei se foi só eu, mas me lembrou muito o enredo inicial de… Dragon Ball. Explico.  Togame, auto-intitulada uma estrategista, chega a uma ilha remota, habitada apenas pelos exilados da família Shichika, donos da especialidade no estilo de luta sem espadas. Nessa ilha, Togame busca o sexto “chefe” da família, mas encontro apenas o sétimo, Yasuri Shichika, já que o seu pai havia morrido. Yasuri domina o estilo de luta da família, Kyotō-ryū (estilo sem espada), então Togame pede sua ajuda para achar 12 poderosas espadas (Vêem? Uma por mês). A ideia é muito semelhante a Dragon Ball; a garota da civilização se alia a um garoto poderoso, mas que não conhece nada além do lugar onde viveu toda sua vida, para então procurarem por artefatos poderosos.

A série possui um potencial muito grande, mas precisa ser melhor trabalhada para que se torne aquilo que achei que seria. Pouco foi mostrado quanto as cenas de luta (apesar desse pouco ter sido interessante), o que é de se perdoar já que era preciso primeiro introduzir a história e os personagens. Já em fevereiro espero ver um episódio bem superior, sem esses “problemas”.

Minhas apostas são que aqui estamos vendo o nascimento de um novo clássico, um grande anime de aventura que ainda tem muito a mostrar. Espero não errar nessa, seria bem decepcionante.

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8 respostas para Katanagatari – Primeiras impressões

  1. Wee-Kun disse:

    Adorei o anime! é realmente muito bom!
    espero que o proximo episódio seja melhor que o primeiro!XD

  2. kato disse:

    Achei razoável. História fraca – mais uma vez um cara super foda sai detonando caras que são considerados super fortes, sendo subestimado no início. Togame é super chata. Yasuri é inexpressivo. As piadas que Togame faz em que Yasuri não entende o valor de alguma coisa são MUITO forçadas. Busca por 12 espadas? Nada mais cliche que buscar x coisas. Talvez melhore, mas a história me decepcionou.

  3. Zak disse:

    É fato que a história é horrível. Os personagens são um tanto clichê. Mas o modo como eles constróem os personagens é EXTREMAMENTE interessante além das RARÍSSIMAS batalhas serem “realistas”.
    Vou explicar: Metade das pessoas que assistem animes já cansaram de ver batalhas longas e chamativas com movimentos espalhafatosos quando na verdade uma luta de verdade dura menos do que alguns segundos, quer dizer, ninguém aguentaria ficar tanto tempo de pé tomando tanta porrada e sangrando sem morrer em segundos! Katanagatari mostra isso algumas vezes com criatividade sendo que os personagens fazem retiradas estratégicas várias vezes (coisa que só acontece em outros animes quando estão querendo dar espaço para o protagonista resolver o problema, aqui, os VILÕES fogem).
    Não consigo me conter em criticar a opnião de Kato, pelo visto parece que não deu sequer uma chance para o Anime. Não entendo qual o problema da Togame ser chata e da Yasuri ser inespressivo. Quer dizer, contanto que tenha sentido (como é contado) qual é o problema dos personagens terem personalidade? Concordo quanto ao fato do “cara super forte” ser chato, isso não tem como fugir, já está batido. Mas uma coisa que eu gostei nesse anime foi o fato das lutas NÃO serem o foco. A interação entre os personagens parece ser o centro das coisas…Quer dizer: Uma coisa que quebra COMPLETAMENTE o clichê é os protagonistas começarem namorando! Em que anime você vê isso? No episódio 2, A Togame gasta cerca de 10 minutos discutindo qual vai ser a frase pessoal que o Yasuri deve usar para chamar a atenção das pessoas…Eu não consegui me segurar de rir nessa cena pois seguindo a lógica caótica de Bakemonogatari, era uma conversa que nós não precisávamos ver. Outra máxima quebra de clichê é eles prometerem um episódio cheio de lutas na prévia do episódio 3 e no 4 mostrar as aventuras de um personagem completamente diferente e só então mencionar que a outra luta já aconteceu e eles venceram ela! Quer dizer…Isso foi uma quebra tão gigantesca de clichê que se “buscar x coisas” é um clichê tão grande que te impede de apreciar esse maravilhoso anime, repense seus conceitos, E PARE DE ASSISTIR NARUTO! =P

  4. Dude disse:

    Soh pra fala:
    Kato has been POWNED!
    8D

  5. Jean... disse:

    concordo plenamente com ZAK ja assisti dezenas de animes e adoro fazer isso
    muitas vezes vc naum espera nada dakele anime mas assisti só pra conferir e acaba se impressionando e vira fã da série xD
    foi oq aconteceu comigo em fate stay night achei q era um anime pobre em enredo por parecer uma coisa repetitiva em animes
    mas ao assistir a série acabei virando fã e naum me arrependo nenhum pouco
    bakemonogatari me impressionou e muito com seus dialogos loucos e complicados q deixa vc centrado na conversa e muitas vezes vc acaba morrendo de rir com piadas normais q as vezes nós mesmos fazemos no dia a dia
    no começo achei meio estranho o enredo mas depois naum consegui parar de assistir
    confesso q adoro anime onde tem lutas sangrentas e aventuras q duram varios episódios como o DBZ
    e bakemonogatari naum é isso e mesmo assim é um anime incrivel q me impressionou,
    com personagens, histórias e personalidades totalmente diferentes, um enredo incrivel e algumas cenas bem sangrentas…lol
    por isso digo q só podemos dizer alguma coisa depois de conferir a série e tentar entender as coisas do q assistir um naruto por exemplo e ficar só com akilo na cabeça
    existem outros animes incriveis com enredos originais e personagens marcantes
    Katanagatari é um anime q me chamou a atenção e vou assistir com certeza dai sim poderei dar uma opinião firme sobre o anime
    mas antes disso naum se pode ser radical e comparar um anime com o outro e dizer q é ruim só pq vc naum viu a mesma coisa q tem em um outro anime q vc gosta
    afinal de contas são dois animes diferentes xD
    por isso repito as palavras de ZAK
    “repense seus conceitos, E PARE DE ASSISTIR NARUTO! “

  6. Anthony "Troubadour" disse:

    Definitivamente um dos melhores da década.
    Desde Code Geass R2 não me impressiono tanto com um desfecho de anime.

    Desde os traços, o desenvolvimento dos personagens, os diálogos, e talvez a proposta audaciosa de dividir em 12 capítulos (1 para cada espada) leva o anime a um nível que já não é alcançado hoje em dia.

    Temos diversos animes indo ao ar, definitivamente alguns ficaram e deixaram algo novo ou renovaram conceitos. Tenho que dizer que durante essa década vários me impressionaram, como Code Geass e Bakemonogatari, mas um anime com um sentido tão clássico como samurais e espadas não foi tão retratado.

    E falando em clássico, não pude deixar de sentir durante o andamento dessa anime um sentimento que chega próximo a nostalgia. Devo essa fator principalmente aos traços, cores e design dos personagens, elevando a arte e passando ao espectador um pouco a mais, que eu não consigo expressar em palavras, mas a obra encaixava perfeitamente o anime, algo que não se vê hoje em dia (muitos animes tem traços genéricos, que realmente não chamam a atenção, pelo menos não tanto quanto Katanagatari).

    Um anime recomendado para todos, definitivamente uma obra de arte.

  7. Suzi disse:

    Acho que só pela arte eu assistiria…^^ (Vou ver se consigo esse, me pareceu bom).

  8. Thiago disse:

    Excelente arte… tem pelo menos duas músicas que entram no meu best of all time osts, mas o enredo… desculpem, eu achei pobre. E, sei lá, é o que eu mais considero num animê ou mangá.

    A não ser que eu realmente não tenha entendido algo (ou muita coisa), a condução da história é simplesmente manca. Eu concordo que o foco do animê não seja luta (e sim o relacionamento do casal), e acho bom como elas são retratadas, um pouco mais realistas (embora aquelas espadas e artes marciais sejam completamente irreais, né). Mas a luta é um elemento importante da história, fundamental. Deixar de lado o combate contra Hakuhei Sabi pra mim não teve nada a ver com quebra de clichê, e sim teve mais a ver com a impossibilidade de fazê-la caber nos 12 episódios. Ou simplesmente foi aquela técnica que roteiristas limitados usam bastante: de colocar coisas sem sentido e mal-explicadas para que pensemos que tenha algum sentido (e na verdade isso não passa de incapacidade deles).

    Outra coisa que não me entrou na cabeça foi aquela doideira de “história verdadeira” e “história alterada”. Pra mim, de novo, foi uma tentativa de tentar deixar a história complexa, com um elemento enigmático sendo revelado no final, mas que ficou completamente torto em minha opinião de leitor de histórias.

    Mal-explicado também aquele combate e a doideira da irmã do protagonista. Pelo menos até agora, estou convicto de que foi uma tentativa desesperada de colocar um elemento dramático no meio da série (pois o elemento dramático falhou no ep 2 e 3; Ginkaku Uneri e Meisai Tsuruga foram personagens tristemente desperdiçados – o próprio Hakuhei Sabi também foi… e dos 12 ninjas, metade deles tem a mesmíssima personalidade). A luta deles não fez sentido, e como acabou, muito menos ainda. As razões de Nanami, de novo, me convencem da limitação literária do autor ou do produtor do animê.

    Por fim, o destino de Togame. Não faz nenhum sentido o que ela diz no fim. Mais uma vez, ficou para mim escancarado que se queria colocar um elemento complexo e dramático na trama, mas a história não oferecia subsídio pra isso e então, forçou-se a barra. Puxa vida, o relacionamento dos dois era o pilar do animê inteiro. Isso é jogado no lixo com uma tentativa de “coringa” escrota no fim… Aliás, o destino da Hitei Hime e do Shichika também não fazem sentido nenhum.

    Em suma; eu adorei tudo, tudo menos o enredo. Por isso fiquei extremamente frustrado. Por favor, me expliquem onde eu não entendi esse animê, porque queria muito gostar dele. E nem vejo Naruto, ó.

    Abraços!

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