Dance in the Vampire Bund – Conclusão

Olá minha gente! Estamos próximos da estréia da nova temporada de animes, a de Verão, e vocês podem esperar já para o próximo domingo meu post tradicional sobre as séries que assistirei com certeza. Mas estou guardando uma surpresa para vocês, que se tudo der certo vai ser algo muito bom a ser lançado antes do dia 1º de Julho, marco da nova temporada.

Mas hoje não é hora de pensar no futuro e sim no passado, por isso o post será a minha conclusão do anime Dance in the Vampire Bund.

Sim, essa imagem acima é o melhor que a série pode dar para os seus espectadores durante os seus 12 episódios. Produzida pelo elogiado estúdio SHAFT, Dance in the Vampire Bund é uma grande mancha na história do estúdio que vinha ganhando cada vez mais notoriedade por produções espetaculares como Bakemonogatari e Sayounara Zetsubou Sensei, além de manchar também o currículo do diretor principal do estúdio, Shinbou Akiyuki.

Nas minhas primeiras impressões aqui no blog já alertava para a falta de um roteiro decente, mesmo partindo de uma premissa muito interessante, onde vampiros, comandados pela Rainha Minas Tepes (a protagonista), se revelam ao mundo e formam uma espécie de grande gueto dentro de território japonês através de influências econômicas, políticas e coação, onde esses vampiros podem viver em paz. Ao invés de aproveitar esse rico material, a SHAFT destrói tudo com cenas de ação terrivelmente mal animadas (apesar de melhorar um pouco da metade para o final) e uma carga de fanservice loli que mesmo os acostumados a esse tipo de material poderiam se surpreender.

Se o roteiro já é péssimo, o que falar das personagens. Minas Tepes, a grande Rainha dos vampiros fica em uma gangorra entre seu lado poderoso/dominador e a personalidade de uma garota de 12 anos com medo do mundo. Sério! Ela não é uma garota de 12 anos, ela tem centenas de anos! Se o fanservice visual já não fosse o suficiente, ainda se utilizam de fanservice na personalidade da personagem o que acaba destruindo qualquer possibilidade de você respeita-la.

Mas comentar fanservice é ir um pouco mais além em Dance in the Vampire Bund. Se no segundo episódio temos uma das cenas mais grotescas da animação japonesa não hentai (procurem ver, não darei spoilers), de forma clara e explícita, esse tipo de abordagem visual simplesmente some nos outros episódios, utilizando-se de eufemismos visuais, fica clara a intenção mercadológica por trás da cena do episódio dois e das posteriores cenas “disfarçadas” durante o resto da série. É óbvio que os dvd’s e principalmente os blu-ray’s virão com essas cenas “disfarçadas” em sua forma bem explícita, todos os lolicons estarão sedentos e espera-se que isso aumente as vendas. Não estou dizendo que um anime não deva visar dinheiro, longe disso, o entretenimento vive antes de tudo do lucro, e a animação japonesa não foge disso, mas fazer do anime inteiro uma exploração de um nicho para lucrar e apenas isso, é no mínimo questionável vindo do estúdio que veio, que sempre soube pesar bem o fanservice e a qualidade do anime.

Seus outros personagens são tão interessantes quanto cactos, principalmente o protagonista, Akira, que nos 12 episódios da série simplesmente não evolui em nada além do clichê, principalmente pela forma com que sua história é remontada. Akira no começo do anime não tem parte da sua memória, e essa retomada dos fatos é feito de forma abrupta ao passar dos episódios simplesmente por que a história tinha que andar.

Apesar de crescer ligeiramente nos seus episódios finais, Dance in the Vampire Bund não consegue evoluir muito e tem um fim tão ruim quanto a sua animação. E aqui eu vou me citar;

Estamos acostumados a ver o estúdio SHAFT com animações e inovações incríveis, mas em Dance in the Vampire Bund parece que o dinheiro era curto e mandaram os estagiários do estúdio fazer todo o trabalho. Alguns ângulos de câmera usados beiram o ridículo, me fazendo perguntar se não foram feitos de propósito afim de zoar com a obra.

Eu poderia ficar aqui falando mal da série por muitos outros parágrafos, desde seu pulo de um arco para o outro, sua péssima animação, personagens planos feito folha de papel, dublagem normal, romance a lá novela das 8, falta de um roteiro consistente, animação perdida e tudo mais, mas melhor ficar por aqui.

A questão é que a série é realmente ruim.

E eu normalmente tento ser bem generoso com o que eu assisto, mas desse faz foi impossível. Se School Days foi péssimo, pelo menos teve uma cena “mind blow” para se lembrar. Dance in the Vampire Bund é um anime para ser completamente esquecido.

PS: Para não dizer que só falei mal, a música de abertura é boa e “Dance with the vampire maids” era divertido.

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9 respostas para Dance in the Vampire Bund – Conclusão

  1. shamps disse:

    Vou ter q assisitir isso, mas com esse artigo acho que vou poupar meu tempo ^^
    Boa matéria.

    • m.toledo disse:

      cara se vc se baseia na opinião de um cara, q sei lá já deve ter escrito um monte de roteiros digno ao oscar, vc não vai assistir nada muitos dão seu pitacos não entendem nada

  2. Lucas Barbosa disse:

    Ainda tenho esperanças que a SHAFT nos surpreenda com alguma coisa referente a série… (mas creio que tenha sido mesmo uma falta de atenção ao projeto, já que ao mesmo tempo estava fazendo Hidamari Hoshimittsu que é uma obra muito bem feita, imagino que estivessem também em pré-produção de Arakawa).

  3. fanfinir disse:

    Apesar de toda a critica negativa a qual nao conteno, ate pq nao vejo anime para ver o estudio, dublador, produtora etc, fico s´oco ma diversão…e nesse ponto me diverti. Calro que o conteudo da historia e sem nenhuma profundidade e tão pouco vá ser destaque, mas já vi coisa pior por ai. Concordo com um cosia do comentario. A musica do Opening e muito boa kkkkkk.

  4. isaac disse:

    nao entendi bulhufas mais uma coisa eu digo o unico defeito desse maravilhoso anime e que nao sai uma segunda temporada para esclarecer os fatos com precisao mais o anime e uma obra prima com belissimos graficos e com uma belissima historia

  5. rodr disse:

    Se voce achou tão ruim só tenho uma coisa a dizer. Era só voce não ter assistindo ninguem te obrigou o anime é show se voce nao tem gosto nao publica essas merdas que ninguem gosta de ver baboseiras dos outros………………

  6. erc disse:

    eu concordo com o rodr esse anime e uma muuito bom e eu nao concordo com o cara que escreveu essa baboseira toda eu ja terminei de assistir esse anime e eu nao vi nada de ruim desde o inicio e se voçe nao gostou cara nao vem escrever essas besteiras que tu digitou o que tem aver tu nao gosta precisa tu escrever merda

  7. Bruno disse:

    O manga é excelente a questão é que 12 episodios não foram suficiente para desenvolver melhor o anime, mas quem lê o manga sabe da carga dramatica que ele passa e a adição de personagens carismaticos como o amigo androgeno do Akira o Angie, além de varias reviravoltas e traições que deixaram a trama muito decente, se tivesse uma segunda temporada mais trabalhada e desenvolvida eu tenho certeza que a série iria emplacar.

  8. m.toledo disse:

    a unica coisa que eu achei estranho é q pela historia podia ter no minimo mais episódios

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