Moe deve morrer: uma mensagem esquecida dentro de Love Hina

Love Hina MoeNo começo do ano eu publiquei aqui no Gyabbo! o post “Memórias de um fã: Love Hina” onde falei um pouco do meu relacionamento com essa obra e como ela acabou sendo responsável por muitas coisas inesperadas na minha vida além de boas risadas com esse clássico do shounen harém.

Como dito lá, Love Hina foi uma das primeiras séries que eu assisti, mas nunca cheguei a completa-la. No começo do ano consegui os episódios que me faltavam para assistir e justamente no primeiro que eu ainda não havia visto, fui bastante surpreendido com uma metáfora muito instigante e inesperada sobre o moe.

Sim, o moe. Gritado pelos ventos como uma das bestas do apocalipse da indústria dos animes e mangas. Destruidor de décadas de desenvolvimento da arte sequencial e animada em terras nipônicas. A veneração por garotinhas 2D com suas fragilidades e personalidades peculiares que causam nos fãs – cada vez mais intensos – um sentimento forte de cuidado quase que paternal, mas na verdade muito vezes doentio. Esse moe.

Este episódio, exatamente o número 20, é um filler da série dirigido e escrito por Murayama Kiyoshi, que também seria responsável por outro filler da série, o episódio 11, mas pra ele voltamos daqui a pouco. Neste episódio 20, Kaolla e Sarah estão vasculhando as diversas passagens secretas que existem no terreno da pensão Hinata e acabam envolvendo Naru, Mutsumi e Keitaro nisso. Todos se perdem e ao buscar a saída Keitaro encontra um quarto onde uma velha boneca empoeirada se encontra sentada sozinha em uma cadeira.

Mas a aparente boneca na verdade é um autômato, uma boneca que consegue se movimentar e falar – apesar de só algumas poucas pessoas conseguirem ouvi-la. Seu nome? Moe.

A partir daí Keitaro começa uma verdadeira obsessão por Moe, esquecendo da necessidade de estudar para o vestibular que se aproxima e mesmo da promessa que fez em sua infância. Mesmo após conserta as pernas da boneca que estavam quebradas, continua alienado, dando atenção apenas a ela. No fim, a própria Moe mostra para Naru o seu passado, onde o bisavô de Keitaro havia prometido lhe consertar, mas que acabou esquecendo da mesma ao crescer.

A questão aqui não é de julgar, antes que os fãs de moe venham me tacar pedras, mas de constatar uma mensagem inserida dentro de um anime que por mais que seja voltado para a comédia ecchi, é baseado muito fortemente no culto ao moe, com a trama se desenvolvendo a partir do inquebrável senso de devoção de Keitaro à garotinha perfeita e idealizada a quem ele prometeu ficar junto após entrar na Universidade de Tóquio. E não é uma mensagem muito positiva, o que acaba contrastando fortemente com a obra.

Murayama Kiyoshi já havia feito algo semelhante no episódio 11 ao transformar Naru em uma Idol de uma hora para outra, a fim de demonstrar a efemeridade desse culto à corpos perfeitos e idealizados de jovens japonesas. No fim, Naru desiste dessa vida justamente pela obsessão dos “fãs”, dos compromissos profissionais massacrantes, do não tratamento humano a ela. O pretenso amor da horda de fãs não passava de algo doentio como a adoração à pureza mecânica de Moe no episódio 20.

Mesmo ao redor de duas garotas normais, apaixonadas por ele, Keitaro sucumbe ao fascínio de Moe. Da mesma forma como acaba caindo perante à imagem de Naru idol. É somente após a boneca contar sua história para Naru que a própria Moe se levanta, se aproxima de Keitaro e antes de poder fazer qualquer coisa, desfalece sem vida no chão para ser novamente trancada no quarto empoeirado.

Murayama não fez muita coisa além na indústria como podemos ver no seu perfil na Anime News Network, mas é interessante como ele conseguiu inserir dentro de um clássico e icônico anime que ajudou a pautar boa parte de um gênero que seguiria nos anos 2000 com duas mensagens que atualmente são muito debatidas entre os fãs e os pesquisadores de animes e mangas. Não acredito que seja uma coincidência quando temos dois episódios na mesma série, do mesmo diretor, com o mesmo tom.

No fim, diferente da personagem, o moe não ficou esquecido em um quarto empoeirado sem vida. É hoje um dos grandes pilares da cultura otaku que seguram os animes e mangas. Se a mensagem que Murayama queria passar é que existem coisas que devemos deixar apenas nas lembranças com o passar do tempo, parece não ter sido ouvido.

Felizmente ou infelizmente? Isso cada um decide. Muitos já tem a resposta na ponta da língua, mas a verdade é que só saberemos o resultado disso dentro de anos.

Deixe sua opinião nos comentários.

47 respostas em “Moe deve morrer: uma mensagem esquecida dentro de Love Hina

  1. Mano, interessante esse anime, pelo menos por essa mensagem. É evidente que ainda vamos ter que aturar esse moe por algum tempo, visto que estamos vivendo uma era otaku onde animes sem esse elemento quase não são vistos. Se é uma coisa boa ou ruim, não sei. De toda forma, trazer esse conceito de moe para a indústria de animes e mangás foi algo genial, embora eu não conheça os pioneiros disso. Digo que foi genial porque tenho certeza que muitas pessoa teriam supostas fantasias, “parternais” ou não, acerca dessa generalização de garotas fofinhas e frágeis. E quem não tinha passou a ver garotas, de anime (ou não), dessa forma. Contudo, sempre surgem pessoas que adotam uma ideia e a exploram fundo, fazendo dela seu ideal. E acontece que vira algo doentio, como vc falou. A moetização das coisas pode ser uma coisa boa, pq nos deixa assistir qualquer trama dramática ou adulta de um modo confortável. Porém afasta ainda mais os animes da realidade, fato que às vezes consegue ser consolidado por obras sérias. E cada vez mais os novos otakus veem aqueles animes/mangás com desenhos agressivos negativamente, preferindo esse traço genérico, simples e kawaii. Pode ser que essa fase moe que estamos passando seja apenas uma FASE mesmo; ou esse talvez seja o rumo certo para a mídia otaku.

    Enfim: Moe tem um conceito interessante. Mas tudo em excesso faz mal. Até água. Por que o moe não faria? Em vários sentidos…

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  2. A grande ameaça do moe é ele poder deixar de lado outros valores nas obras. Assim como o ecchi faz. Talvez… Talvez… Isso possa ser repercussão da má criatividade e disposição de autores e afins de criarem uma boa obra. Afinal, por si só, ecchi e moe atraem muitas pessoas. Então autores pensam: “Ah, dane-se a história, o enredo, a emoção, vamos meter uma garotinhas bonitinhas que às vezes insinuam a nudeza e já era, vai fazer um sucesso repentino e passageiro… Tá valendo…”. É, isso acontece também…

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  3. Ham… só corrigindo não é um autônomo que se diz e sim um autômato (maquinas com funcionalidade semelhante a humana). XD

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  4. Quando você disse “ia ser polêmico…….ia mesmo”. Ótimo texto, com material interessante sobre “O Moe precisar morrer”, mas em alguns casos acho fácil apontar para “determinada obra” e falar que é ruim por ter moe, o moe em si até certo ponto pode ser utilizado à favor, o problema é quando o autor tenta mascarar falta de criatividade com isso,”moe” de certa forma está em toda obra de mangá, em menor ou maior nível.

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  5. Boa teoria, e faz todo sentido hoje, mas será que moe já estava por aí e era tão forte a ponto de chamar atenção e merecer uma crítica dessas na virada do século? Quanto às idols, creio que concordo. Ainda que possa ser coincidência (no fundo o episódio 11 foi feito para vender os álbuns musicais da série), a crítica existe e era relevante. Mas quanto ao moe parece um exagero interpretar dessa forma pelo que eu conheço.

    A propósito, eu já conhecia mangás e animes, mas foi com Love Hina (e Saber Marionette J) que eu me tornei otaku. Bons tempos de VHS comprados na Clássicos e Animes…

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  6. Não costumo comentar por aqui, mas é algo que eu percebi em alguns animes aqui e ali.
    Essas “mensagens” inseridas em alguns capítulos. Nem todo mundo percebe o que está sendo dito ali e assumem como um episódio normal.
    Não é.
    Bom post, eu mesmo não consegui ler Love Hina completo, mas algumas poucos capítulos me tocaram. O anime idem, não fui muito longe nele pelo excesso de ecchi.

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  7. Antes vou parabenizar pela entrada no Genkidama,Gyabbo merece. Agora ao post:

    Uma coisa que me irrita são essas pessoas que acham que o moe deve morrer. Porque? Eu explico. Não sou nenhuma fanática,mas não odeio moe,porém tem uma divisão que poucos pegam:
    Moe,ao meu ver,não é uma categoria,mas sim um público. Não se pode pegar um anime como Higurashi e colocar uma bomba de moe,pois ele foi feito para o público adulto, e o público adulto não costuma gostar de moe (brasileiros)

    Da mesma forma que você não pode colocar sangue ou drama em Lucky Star,que foi feito para um público infantil (já viu um adulto falando algo como ´´que kawaii! ?) simplesmente não combinam,simplificando:
    Moe é para crianças de 10 aos 14 anos,ou qualquer outro,contanto que seja uma pessoa com uma mentalidade infantil.
    Já os que não se encaixam no ´´kawaii e bonitinho´´ (estou sendo redundante?) normalmente não são atraídos por esse público,tais como Higurashi ou Umineko.

    Ai você diz ´´Belphegor,eu conheço um cara que curte Lucky Star e ele tem 21´´ não digo que seu é infantil,muito pelo contrário! Se seu amigo realmente não tem mentalidade de um moleque,ele provavelmente assisti Lucky Star pela comédia (nunca ri com aquilo,mas esqueçam o detalhe) e não só para ver a Konata falando ´´temotei…temotei…´´ como muito pirralho.

    ´´Mas Belphegor,e os adultos que dizem quem não gostam só da comédia são infantis?´´
    Garoto,vá ler um livro e aprender a interpretar.Nenhum homem,mulher ou velho sei lá oque realmente maduro não fica olhando para um estúpido wallpaper da Konata com boca de gato.

    Espero que consigam entender que eu quis dizer que o moe não precisa morrer,pois,como o shounen,ele é basicamente um público (mesmo que não seja taxado como tal) e você assisti os animes para aquele público porque quer. Afinal,público infantil.

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    • garota, realmente entendo sua opiniao,mas moe e um veneno para o publico masculino de qualquer idade, alguns vao ser influenciado pelo moe e ter uma “imagem, ideia” do sexo feminino que e irreal, dificultando a interaçao social, prejudicando o relacionamento entre os sexos, pois alem de “garotos/homens” esperarem garotas assim, as “garotas/mulheres” que tem o conhecimento do moe, irao se auto criticar sem motivos reais…..bom foda-se tudo^^

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    • Olha…. você não está totalmente errada. Ao menos, não teoricamente. Mas na pratica, isso é diferente.

      Por exemplo, Higurashi é uma série violenta, mas nem por isso se trata de um material adulto. Normalmente, o público consumidor dessas séries teens repleto de violência, são justamente os adolescentes.

      Já Luck Star, é um material voltado para o público adulto. O moe nasceu do shoujo, ainda em meados dos anos 80, até viver o seu boom nos anos 2000. Sim, aquele shoujo infantil, onde as meninas eram bonitinhas e fofinhas, algo bem inocente. Primeiro vieram os primeiros animes de garotas magicas fetichizados, voltado ao publico masculino, e agora temos séries como Luck Star e K-On!, bonitinho, fofinho, meigo, fetichizado (mas sem conteúdo sexual, sem perversão), voltado para homens já com a bunda toda cabeluda.

      O moe é um conceito, e este conceito, é o que distingue algo fofinho e ingênuo para o público infantil, de algo fofinho e ingênuo para o público adulto.

      Então, sim, Higurashi tem moe, mas se justifica pelo fato de ser um produto puramente voltado para o publico otaku, que vai desde o garoto hikikomori de 14 anos, ao adulto de 35 anos.

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    • uma coisa que eu não curto no Moe e como as moças são interpretadas,se numa hora são santinhas,frageis,imaculadas na outra hora são Devasas e agresivas,isso e meio estranho.O Traço delas não importa

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      • Olá Roberta.
        Primeiro que não,Higurashi não é voltado para adolescentes. Eles assistem? Sim,mas o anime não é feito para eles,nem para um adulto,mas sim para um homem que está nos seus 20-25.

        E Higurashi tem moe? Não,não tem. Saiba diferenciar moe de alívio cômico. Por pecar nessa parte o seu comentário já perdeu alguns pontos.

        Lucky Star não é voltado para o público adulto,mas sim para crianças e adolescentes (mas especialmente meninas). Como eu disse os adultos que assistem Lucky Star querem a comédia,não o moe. Você não se apoiou em nada sólido. Não tem nenhum pouco de vergonha de sair comentando sem ter algo como base? Sinceramente…

        E mais uma coisa: HENTAI NÃO É O ÚNICO TIPO DE ANIME PARA ADULTOS. Obrigada.

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        • Ah,desculpe. Esqueci de vocês,John e Domingos.
          Domingos:
          Esse tipo de garotas/garotos tem outro nome:yandere. São aparentemente personagens frágeis e dependentes,mas ao decorrer do enredo se mostram verdadeiros psicopatas (Mion é um deles, e o protagonista de Pandora Hearts)

          John:
          Meu caro,nenhum ser humano que tenha um grau de inteligência decente mudaria sua opinião sobre o outro sexo por causa do moe. Outro comentário quase sem nexo (o outro foi o da Roberta)

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          • e mais do que obvio que vc nao tem a menor ideia do que esta falando, “grau de inteligencia”, moe move legioes e muitos sim mudam de opiniao, o unico jeito que vc tem de demonstrar seu ponto de vista e criticando e insultando os pontos de vistas dos outros. existem muitos exemplos (na internet vc acha) de pessoas introvertitas que foram afetas por isso e que tem uma formaçao, obvio que estou usando o publico de moe japones.

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          • Beta se dobrando a força da inconscistência argumentária… Quem diria.

            De qualquer forma, você sabe que está correta. (LS pra crianças é muito absurdo! “Temotei” é a maior prova, uma referência a uma propaganda antiga, a qual as crianças não tiveram acesso… Enfim…)

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        • Lucky Star pode ser tudo menos voltado para meninas. O anime foi baseado em mangá publicado na 4-koma Nano Ace, uma antologia shonen. Voltado, portanto, para garotos adolescentes. A versão 4-koma de Haruhi Suzumiya e Nichijou também são ou foram publicados nessa antologia.

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        • Por favor, mas a generalização aqui é tremenda em. Não dá pra negar que pelo menos um pouco do que você falou até é verdade…mas daí a partir pra generalizações, como por exemplo “Moe é para crianças de 10 aos 14 anos,ou qualquer outro,contanto que seja uma pessoa com uma mentalidade infantil.”, aí começa a perder a credibilidade.

          Aliás, eu acho engraçado como você fala que a Roberta “não se apoiou” em algo sólido logo depois de fazer uma afirmação sem nenhuma base sólida.

          “Como eu disse os adultos que assistem Lucky Star querem a comédia,não o moe.”

          Qual sua base sólida pra fazer uma afirmação dessas?

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            • Então sua fonte de pesquisa tá completamente errada hein? Porque Moe é voltado a homens sim. Homens com obcessão por garotas/mulheres de comportamento adorável e inocente, o que faz com que esses homens não aceitem bem as mulheres da vida real e acabam se prendendo ao mundo de fantasia (O moe).
              K-on! é Seinen sim, e você não pode mudar o fato de que ele foi publicado em uma revista seinen. Mas entenda, existem “Seinen” e “Seinen”. Tem aquele Seinen sério, para Universitários/Executivos/Empresários onde mangás moe normalmente não se encaixariam, e tem Seinens que são simplesmente para adultos Fetichistas, como no caso de K-on, Luky Star, etc. E eu não estou falando do moe que foi incialmente destinado a menininhas e posteriormente fez sucesso com os marmanjos fetichistas, como Sailor Moon, Pretty Cure e cia. Estou falando no moe que foi intencionalmente destinado a adultos fetichistas, e que chegam a usar a escrita japonesa que a grande maioria dos mangás adultos costumam usar, que é complexa para adolescentes.

              E a Roberta está certa. Inclusive vi em sites japoneses falando que os mangás de Higurashi foram incluidos na lista de “Livros nocivos para a juventude” depois que aquela famosa lei “anti otaku” entrou em vigor. Isso pelo fato de que a grande maioria dos mangás da franquia Higurashi foram publicados na Shounen Ace, ou seja, uma antologia voltada ao público masculino adolescente. Somente um, entre os vários mangás dessa franquia foi publicado em revista Seinen(para homens adultos).

              Você está certa quando disse: “Hentai não é o único tipo de anime para adultos”, com certeza não é, tem o Seinen, e o Josei que inclusive, costumam ultilizar Kanjins sem o auxilio do furigana, muito comum em mangás juvenis, e isso dificulta a leitura para os adolescentes restringindo mais para aqueles que sairam do ensino médio. Mas você deve entender que nem todo mangá/anime sanguinolento é para adultos. Gantz e Battle Royale são para adultos, pois foram publicados em revistas Seinen. Mas Claymore, Deadman Wonderland, Higurashi são exemplos de mangás violentos para adolescentes. Isso é acontece devido ao fato de que algumas revistas shounens aceitam um conteúdo muito próximo do Seinen, mas nem por isso o foco delas deixa de ser Adolescentes.

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            • Só corrigindo uma informação errada minha: eu falei que a maioria dos mangás de Higurashi sairam na Shounen Ace, mas na verdade eles sairam em revistas Shounens da Square Enix (confirmei agora), o que saiu em revista Seinen que foi pela Comp Ace, acho que por isso eu me atrapalhei. Desculpem o engano. rsrs

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            • Só corrigindo: a maioria dos mangás de Higurashi sairam em revistas Shounen da Square Enix, e não na Shounen Ace. Desculpem o engano. rsrs

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    • Não, moe não é para o público infantil. A maioria absoluta das séries moe (animes, mangás e light novels) que tem o moe como categoria de gênero e não apenas como estética é dirigida ao público masculino adulto. Não o adulto pai de família, mas o jovem adulto. K-ON (mangá seinen, depois adaptado para anime) é a maior prova disso. São meninas fofinhas (“moe”) que estão ali apenas para serem fofinhas fazendo fofuras. E esse padrão se repete na maioria dos animes que chamamos de moe. A maioria dos mangás moe é publicada em antologias seinen. Animes moe originais são transmitidos de madrugada. E por aí vai.

      Já moe como estética está em quase todos os gêneros e públicos-alvo, naturalmente. Creio que quem queira o “fim” do moe esteja falando apenas do moe como gênero, não da estética moe. Eu discordo deles, mas enfim, concordando ou discordando é importante que todos saibam do que estão falando.

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      • Olá mexicano21.
        Olha só que caso interessante…eu recomendo um pouco de pratica para interpretação. K-On!!,Haruhi, Lucky Star etc. foram feitos com o público infantil/adolescente (entendeu?) como mira principal,só que alcançou uma mínima parte dos outros públicos,nada demais. E não,meninas são REALMENTE o tipo que mais gosta do moe e kawaii. Você leu o comentário todo?

        E errou de novo,querem que moe acabe como estética. Perdeu vários pontos por isso:moe não é considerado um gênero,mesmo que possa ser interpretado como tal,é como uma categoria.

        Agora vou tentar explicar (pode ter gente que não entenda,por um motivo ou outro) mas da mesma maneira que não tem moe em Monster,ele é lido e assistido,mas tem moe em Lucky Star. Como eu já disse e você de maneira incrível não pegou,o público adulto,muito pouco,se interessa na comédia,não na droga da Konata.

        E bem,se você não usar exemplos (mas exclua os da Roberta) eu não vou saber exatamente que tipo de animes você fala,já que tem muita gente que confunde alívio cômico com moe.

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        • “. K-On!!,Haruhi, Lucky Star etc. foram feitos com o público infantil/adolescente ”

          Você sabia que K-ON (que é basicamente uma das “obras máximas” moe) foi serializado numa revista seinen voltada pra o público adulto, né?

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        • Belphegor, por favor, K-ON é publicado na Manga Time Kirara Carat, um antologia seinen (seinen!).

          E quando eu diferencio entre estética e gênero, estou obviamente resguardando o shoujo (em particular, o mahou shoujo), embora não seja exclusividade em obras desse público-alvo. Você consegue imaginar Sakura Card Captor, Shugo Chara Kamichama Karin sem garotas fofinhas (moe)? E moe como gênero engloba justamente obras como K-ON, que não serve para mais nada além de exibir suas fofinhas protagonistas fofurando por toda parte. E o público-alvo desse gênero é normalmente o jovem adulto, homem.

          E boa parte desse público-alvo está sim interessado é na “porcaria” das personagens, e não nas histórias, comédia, etc. Por isso as histórias são terrivelmente rasas e mesmo assim vendem milhões em figures e outros, preste atenção, brinquedos de adultos! Acredite em mim quando digo que não é para criança que eles fazem almofadas para abraçar com essas personagens lindinhas.

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  8. Sobre o post, excelente observação, Denys. Mas isso é algo original, do anime, ou é ideia do Ken Akamatsu, já constado no mangá? Isso é bem a cara do Akamatsu, que mesmo fazendo parte do sistema, sempre o criticou.

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    • Na primeira vez que eu vi eu pensei justamente isso, Beta, que seria uma ironia do próprio Akamatsu que gosta de “roer por dentro”. Mas depois de pesquisar vi que esse episódio é filler, a personagem foi criada para o anime e depois teve uma pequena participação no manga. Mas vai saber, sendo filler, quem sabe não entraram em contato com o Akamatsu pra alguma sugestão? Difícil dizer.

      Gyabbo!

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  9. O Moe não deve morrer, assim como o Hentai não deve acabar, e o Gore não de parar.

    Isso tá pra mais uma daquelas discussões em que pessoas atacam o que a outra gosta só porque não é o estilo dela, então também não deve ser o de outro.

    A pessoa que gosta do moe está no mundo dela, curtindo os personagens 2d dele, não tá enchendo o saco de ninguém. Mas, como isso foge do “normal” que as pessoas idolatram, aí vem a enxurrada de pessoas dizer que precisa de ajuda, que deve largar isso e procurar outro tipo de conteúdo, e começa esses discussões que nada mais são que “O fato desse material existir me ofende”.

    Eu também acho o moe algo que irrita e pode até manchar uma obra que tem pretensão de ser séria, tipo, lolis com voz fina, não tem como engolir. Porém, caso saia uma série que seja moe num todo, objetivo é mostrar o moe, simplesmente vou dropar, e quem quiser assistir, fique a vontade.

    Vão dizer que a proporção é diferente, só que não é.
    A partir do momento que você exige a extinção de algo, porque não lhe faz bem nem que exista pra quem quer que seja, você automaticamente pode entender como são os racistas, os xenofóbicos, os homofóbicos e qualquer outra coisa do gênero, pois pra ele é na mesma toada, se acabar, é o ideal.

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    • Deixar claro que eu não disse que não se pode, por exemplo dizer “Moe é uma bosta, e tralálá”, discutir o tema ok, a diferença é querer que algo que não gosta, deixe de existir para todos.

      Exemplo, eu não gosto de filme açougueiro, jogos mortais da vida é um exemplo, acho desnecessário, ficar vendo morte gratuitamente, alimentando om instinto que o ser humano tem de ver desgraça. Só que chamar o cara de maluco, e falar “para de ver essa merda, isso tem que parar de ser produzido” pra mim já é babaquice.

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  10. Sempre acompanho o blog, mas não deixo comentários.

    Esse tema em si me inspirou a deixar um para elogiar seu ótimo texto e expor meus pontos de vista.

    Faço parte do time que “curte” o “moe”, mas concordo em genero, numero e grau que tudo em excesso e prejudicial. Desde que, a pessoa não saiba administrar seu pisicológico.

    Acompanho quase todas as séries das temporadas e nem por isso influi no meu dia a dia, até tenho um blog exclusivamente sobre torneios do tema em questão. Mas fugir da realidade em ficar vidrado em uma personagem nunca passou pela minha cabeça, como dificilmente passa pela cabeça de muitos. Só acho que são histórias leves(diferentemente dos ecchis(muitos não são, sei disso) e alguns contém um certo humor(fraco por sinal).

    Não acho que o moe em si seja o mal, mas sim a cabeça de alguns(como o do próprio personagem de Love Hina e mais um exemplo o de Working!) que existem e alimentam as vendas de gashapons e afins.

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    • Ah,já estava na hora de rebater algo assim. Eu concordo que o moe pode esmagar um anime,o psicológico pouco importa.Ou você quer saber daquela pessoa alienada ou do seu anime?

      Eu simplifico:moe,no começo,era só uma ferramenta para atrair público em alguns animes. Depois do enorme sucesso com a experiência suicida decidiram criar animes centrados principalmente no moe,deu certo.

      As vezes moe é usado para pegar público,essa é a única coisa ruim que o moe tem na maioria dos animes não centrados nele,mas que podem ter um público infantil.

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    • otimo comentario, sim, dificilmente passa pela cabeça de muitos e que bom que vc nao e assim,(dono do bog que fala de moe^^) mas isso fica na cabeça de muitos, influenciando pessoas introvertidas, provavelmente existem pessoas assim no teu blog, talvez essas pessoas nem comentem, mas elas estao lao no blog. em outra resposta eu falei que “moe e um veneno para os homens” e eu acho isso sim, acho que quem leu interpreteou errado, pois, venenos sao remedios em doses corretas e vice versa. o moe tem sim um valor cultural na minha opiniao quando se trata de anime, mas e preciso saber utilizar para nao estragar as obras.

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      • Mas é realmente o ponto que quis destacar, o problema não está no moe em si. Mas em algumas pessoas desequilibradas que acompanham. Como também existe nos fãs das outras vertentes dos animes.

        Tudo bem em erguer-se bandeira pelo que se gosta desde que isso não afete seu senso de julgamento. O filme de K-On foi recorde de publico no Japão em sua estréia não só entre os fissurados. Concordo que animes de outros estilos tem histórias mais elaboradas, mas a intenção a maior parte dos animes moe contam relações cotidianas. A subversão fica a cargo das mentes e do entendimento de quem assiste.

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  11. Moe são os novos energéticos (Chaves): TODO MUNDO acusa de ser O MAL SUPREMO…

    Mas não é. Porém, como é o que mais tem evidência, é o mais fácil de tijolar. Fazer o quê, oras…

    Pensando bem, nunca dei foda alguma pro anime de Love Hina. Bem, sendo do Xebec sem ser um de SF/Mecha deles, é natural que eu tenha ignorado ele mesmo.

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  12. Isso me surpreendeu. Eu com toda a minha idolatria ao Kumeta, achando Love Hina e Negima a pior coisa da face da terra, cheia de preconceito, e quem diria?

    Tapa na cara da minha consciência unilateral, estreita e intermitente XD

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