RRR – Rock ‘n’ Roll Ricky

Nem sempre conseguímos escolher nossos próprios caminhos, mas podemos escolher as melhores maneiras de seguir pelos caminhos que a vida escolhe para nós.

O sonho de Iwamaki Rikitarou é se tornar uma grande estrela do rock como o seu ídolo Jimi Hendrix e mesmo possuindo uma banda com dois amigos, não se empenha tanto a ponto de alcançar esse sonho. Apesar de ser péssimo músico, já com 27 anos, Rikitarou segue tentando levar sua vida sem trabalhar e cheia de incertezas, sempre fazendo as escolhas erradas. Quando finalmente uma gravadora aceita produzi-los, eles impõe uma condição: gravar apenas se o Rikitarou sair da banda.

Enquanto afoga suas mágoas em um bar, o jovem músico sem sucesso arruma uma briga e sai no soco com alguns bêbados. O que ele não esperava era que Ooishi Raita, o famoso boxeador campeão mundial Big Stone Thunder, estivesse assistindo tudo enquanto comemorava sua aposentadoria dos ringues . Naquela noite eles não sabiam, mas seus destinos iriam se cruzar para dar vida ao maior boxeador da história do Japão: Rock ‘n’ Roll Ricky!

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RRR é de autoria de Watanabe Jun e foi publicado pela revista Young Magazine de janeiro de 2007 até agosto de 2009, totalizando 106 capítulos compilados em 10 volumes. A obra apresenta muito mais do que aparenta, já que o protagonista usando luvas de boxe na capa dá a entender que é uma simples história esportiva, mas não se deixe enganar. Este seinen dramático é uma verdadeira obra de arte, aliás, o autor é especialista nesse gênero e seu mangá atual, Montage, também vale muito a pena. Mas falando de RRR, o que ele tem de diferencial?

É engraçado como a vida é uma sucessão de imprevistos um após o outro e através desses imprevistos, caminhos vão sendo trilhados para nós seguirmos. RRR é uma obra bem realista que apresenta um protagonista humano, com todos os seus defeitos. Ele não é nenhum super corajoso que enfrentaria o mundo pelo seu sonho, é apenas um cara com tantas incertezas como nós temos no dia-a-dia. Às vezes dizemos que estamos seguindo nossos sonhos, mas não nos esforçamos o bastante pra isso e o protagonista espelha essa faceta dos seres humanos com a preguiça, a espera pelas coisas resolverem-se sozinhas, o medo das mudanças e de encarar as responsabilidades.

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Até me atrevo a dizer que Rock ‘n’ Roll Ricky tem mais a ver com crescimento dos personagens do que com o lado esportivo da coisa. O Rikitarou tem suas mudanças como pessoa e o boxe é apenas a ponta do iceberg. O que realmente o faz mudar e criar responsabilidades são as atitudes que ele tem que tomar pelo bem de quem ele ama. Após alguns acontecimentos marcantes, o rapaz passa a ter que cuidar de uma criança, o pequeno Aozora, e isso muda totalmente o modo de Rikitarou ver as coisas. O seu lado irresponsável sofre uma pressão para dar lugar as responsabilidades de enfrentar o boxe como um modo de dar qualidade de vida para seu sobrinho.

Seu companheiro de academia, seu mestre e todos a sua volta começam a apresentar para o nosso herói, um mundo da qual ele tinha preguiça de participar. Um novo modo de enxergar o mundo a sua volta, um mundo vivo! Aos poucos um novo Rikitarou vai nascendo, juntamente com a força que o pequeno Aozora impulsiona em sua vida.

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À princípio, o mangá de RRR tem suas limitações e a história pode parecer maçante no começo exatamente por ser encarado como um mangá esportivo, mas na verdade ele não é um mangá superficial como muitos do genêro que se baseiam apenas no apelo competitivo da coisa. Tanto que são poucas as cenas de lutas dentro do ringue, a maioria das lutas de Rikitarou são fora dele.

RRR é muito mais que isso, é uma lição de vida para muitas pessoas que deixam de lutar por preguiça ou por medo de mudar suas rotinas. Ensina como enfrentar o medo de uma realidade diferente e de arcar com responsabilidades de uma maneira divertida e emocionante.

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5 respostas em “RRR – Rock ‘n’ Roll Ricky

  1. RRR foi espetacular, eu amei esse mangá do começo ao fim, o seu suspense, drama, tensão, lições, com certeza fizeram o mangá ser mais que um mangá sobre boxe.

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  2. Dica interessante! Não gosto de boxe, maaas, também não ligava nem pra basquete nem pra vôlei e acabei amando Kuroko no Basket e Haikyuu, então, RRR vai pra minha lista, hehe.

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  3. eu gosto do mangá, mais tem muitas situaçoes forçadas que eu não vou falar porque é spoiler, mais a motivação da luta final é forçada demais, sem falar em situaçoes “por favor se comova ” que o autor cria durante a historia.

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  4. Esse mangá é muito foda, um dos poucos que conseguiu me emocionar, me fazer rir, e me deixar ansioso por algo. Pena ser pouco conhecido, espero que esse post faça mais gente conhecer esse mangá espetacular.

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