Inari, Konkon, Koi Iroha

Inari, Konkon, Koi Iroha: uma trama sobre amizade, fantasia e a valorização de si mesmo.

Inarifinal3Inari visitava o templo da deusa Uka desde pequena sem saber que a divindade habitava aquele lugar e em troca das visitas, olhava por ela. Um dia, após pagar mico e “descobrir” que o garoto por quem é apaixonada iria se declarar para outra, a bela Sumizome, ela salva um espírito de raposa e ganha o direito a um desejo: sem pensar, pede para se tornar a Sumizome. Uka concede ao pedido de Inari, que, arrependida, acaba por retirar ao desejo: mas já era tarde demais e a única forma de reverter é Inari adquirir parte dos poderes da deusa e a habilidade de se transformar em outras pessoas.

Um enredo simples e até mesmo desinteressante de começo, com um episódio inicial que peca no ritmo da cena final, Inari Konkon Koi Iroha revela-se posteriormente muito mais uma história de amizade entre as personagens femininas – Uka e Inari principalmente, mas também Inari e as colegas, e Sumizome – do que um romance em que a garota precisa mudar quem é para conquistar o mocinho.

Inarifinal4Inari aprende essa lição aos poucos: ao perceber que não quer ser outra pessoa (e muito menos que esse seria o caminho para o coração do amado) e através da realização que Sumizome é uma pessoa com os próprios problemas, as próprias inseguranças. Por mais que Inari seja uma garota gentil e tímida, ela está longe de ser uma protagonista passiva. Ela governa a trama, agindo quando é necessário, acertando e errando. É refrescante essa abordagem para uma protagonista com essas características.

O elenco de apoio não deixa a desejar: Uka é viciada em jogos de namoro, tem problemas com a família de divindades, e é por ser tão solitária que se apegou tanto a Inari pelas visitas ao templo. Com ela vem a parte mitológica e fantasiosa da história: O anime usa a mitologia japonesa como pano de fundo, em uma abordagem divertida que lembra mais ao jogo Okami do que a outros animes com Natsume Yuujinchou ou Noragami.

Inarifinal5A comparação com Okami se estende aos belos cenários e a animação competente. A trilha sonora cumpre bem sua função. O anime tem dez episódios e um OVA e é uma produção da FUNimation Entertaimment. Ele é baseado no manga seinen de Moroe Yoshida com oito volumes e ainda em andamento na revista Young Ace.

Apesar de ser um seinen, Inari lembra bastante aos animes shoujo. A trama usa bastante dos clichês da demografia, do romance colegial e do gênero mahou shoujo, subvertendo constantemente as expectativas graças a isso. É um exemplo excelente de que o problema não é o clichê em si, mas a forma como ele é abordado. Recomendado para os fãs de fantasia slice of life.

Um adendo final: a representação de personagens diversos é importante, e Inari, Konkon, Koi Iroha tem uma cena belíssima em que uma personagem conta para as amigas que está apaixonada por alguém do mesmo sexo e as outras reagem de uma forma bem legal. Então, fica essa recomendação adicional pelo fator representativo LGBT+ também.

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