Berserk – Editora Panini – Vol.4

Hoje teremos um review do volume #4 de Berserk, onde, se um líder foi desmistificado, outro surge.

Aviso, este post contém spoilers do volume 4 de Berserk.

O volume começa mostrando o que o abuso sobre o protagonista foi consumado depois de ter sido vendido por aquela noite por seu “padrasto”, ainda que não acredito nisso por muito tempo. Em uma noite de bebedeira seu padrasto briga com ele, mas Guts acaba matando-o, tendo que fugir do grupo onde vivia, o que resulta em seu encontro com Griffith que o recruta para seu bando.

Para começar, tenho que falar uma coisa: Berserk é horrível, ou melhor, Kentaro Miura é horrível. Nos volumes anteriores o autor já tinha feito questão de demonstrar o quão horrível foi a vida do protagonista através de toda a pressão psicológica que Guts sofria por viver no meio de mercenários. Porém agora o autor levou isso para outro nível; se antigamente tudo que o personagem sofria tinha a ver com burburinhos que ele escutava de um ou de outro, agora toda a hostilidade vem do seu padrasto e líder, o único em que ele confiava, fator determinante para a aversão que o protagonista tem a relacionamentos, algo que fica evidente no seu encontro com Griffith.

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Logo que Griffith aparece, fica claro que ele tem diversas qualidades que o tornam perfeito para a liderança de um grupo de mercenários. Ele é mais forte que todos, mais inteligente, consegue exercer medo, respeito e uma tremenda admiração sobre as pessoas. Quando Guts se encontra com ele, tudo que sente é aversão, acreditando que não pode perder para ele, que não irá entrar para o seu bando e principalmente que não gosta do seu jeito. O principal ponto agora será como os outros integrantes do grupo reagirão a entrada desse novo integrante. Em especial por dois motivos: sua força e a admiração que o líder mostra pelo novato.

Berserk mostra-se nesse quarto volume novamente como um bom manga. Além de apresentar boas cenas de ação, ele também consegue lidar com temas mais profundos, como traumas psicológicos, a honra e amor próprio. O autor consegue escrever essa história de uma forma que ela não fique corrida, mas também não fique monótona, só nos restando agora esperar o próximo volume.

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