Yajirobee – Porque família não é apenas sangue

Yajirobee, uma pequena e sutil prova de que família é um laço construído não só por sangue.

Yajirobee é um mangá escrito e ilustrado por Yamakawa Aiji que foi serializado na revista shoujo Bessatsu Margaret entre novembro de 2009 e dezembro de 2010, sendo finalizado no seu segundo volume. Focando na convivência entre uma filha e seu padrasto, a obra oferece aos leitores uma visão mais ampla da vida, sempre mudando de acordo com as circunstâncias. Nos ensina por meio deste que a vida segue em frente apesar das coisas ruins que nos possam acontecer.

O manga conta a história de Haru e de seus dias a partir do momento que teve que morar com seu padrasto, Seiji, após perder sua mãe muito cedo. Na esteira do funeral do avô de Seiji e com a notícia de que seu apartamento está prestes a ser demolido, Haru começa a ter um novo olhar para tudo o que está ao seu redor. Ela nos oferece observações perspicazes, pedaços de sua visão de mundo: no momento de um encontro com um amigo de infância; fazendo novas amizades; relatando eventos que num primeiro momento podem parecer banais, mas que nos revela, cada, um pouco mais sobre os personagens maravilhosos na história; e isso nos faz sentir incrivelmente naturais e imersos no processo.

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Num todo, a obra é bem estruturada, principalmente quanto a narrativa que exprime bem o ponto de vista das personagens principais, tornando a história mais dinâmica, pois, se de um lado nos deparamos como foi para uma criança perder sua mãe tão cedo e passar a viver sem uma figura materna, também vemos o lado de um rapaz que perdeu sua esposa de forma abrupta e tem de educar uma criança. Ambos caminham juntos e na mesma direção, ainda que busquem caminhos diferentes, manifestando diferentes formas de vazio que essa perda proporcionou.

São como órgãos homólogos, que possuem a mesma origem, mas que no decorrer da evolução tiveram funções diferentes. Enquanto Seiji se apegou à melancolia, quase à depressão, típicos sentimentos de alguém que perdeu algo muito especial, Haru sentiu a dúvida e o vazio inexplicável de alguém que perdeu algo que sequer havia experimentado.

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Quanto à arte, defino como delicadamente simples e singular, o traço é continuo como se aquela paisagem de fundo tivesse sido feita em uma única linha junto à composição dos quadros e das personagens. O character design chama atenção por estar fora dos padrões de sua demografia, principalmente os olhos. Se estamos acostumados aos olhos grandes e vibrantes, nos deparamos com rostos mais bruto, porém bem expressivo.

Infelizmente, no meio de várias epifanias dos monólogos de Haru, o mangá acabou terminando cedo demais, deixando várias lacunas e um final em aberto, mas tocante. É uma leitura reconfortante para quando você quer para se acalmar e deixar o tempo passar.

3 respostas em “Yajirobee – Porque família não é apenas sangue

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