Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma de Ouro – Primeiras Impressões

Eles estão de volta! Os Cavaleiros de Ouro são os protagonistas da nova série animada da franquia Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma de Ouro (ou Saint Seiya: Soul of Gold no original). Confira nossa análise!

“Na mudez formidável da matéria, já nada te atormenta e te consome.”

Guerra Junqueiro

Bem-vindos às sexta-feiras do Gyabbo!, onde os cervejeiros são rivais!

Existem certas experiências de vida que te marcam profundamente, sobretudo na infância. O cachorro-quente daquele aniversário de nove anos era uma salsicha enrolada numa massa dura, mas se comermos um no aniversário do sobrinho vamos achar que é o máximo porque vai ativar lembranças felizes.

Cavaleiros do Zodíaco (ou Saint Seiya) funciona desta forma para toda a geração que nasceu antes de 1990: um desenho animado que tinha sangue, batalhas, armaduras bonitas, horóscopo, personagens carismáticos e mais um pouco de sangue. Foi um choque! Uma geração inteira que disputava o horário nobre da televisão de casa com os adultos (devido à sua violência, cavaleiros passava na hora da novela das sete) para acompanhar os cavaleiros sem cavalos lutando contra seus inimigos.

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A maior obra de Masami Kurumada tornou-se uma febre no Brasil de uma maneira que nenhum outro desenho animado conseguiu replicar – nem Pokémon, que foi o que chegou mais perto. As crianças daquela época cresceram e hoje se tornaram consumidoras emancipadas. Gastam metade de um salário mínimo parar terem o bonequinho do personagem do seu signo. Elas compram o manga na banca e devoram as páginas como se fosse a primeira vez. Isto tem um nome: nostalgia. E nostalgia é uma coisa que vende. Muito.

Mas… e os novos fãs? E a galerinha que nasceu depois de 1990? Será que se interessam por cavaleiros? A resposta de muitas pessoas que não têm o mesmo “sabor de infância” para com a série é simples e ríspida: Cavaleiros do Zodíaco era um anime razoável e um manga de baixa qualidade. O enredo era simplista, a arte era horrível (a do manga original).

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Mesmo assim, a série vive. Já ganhou mais mangas, mais animações e mais (muito mais!) bonequinhos desde que foi originalmente lançada. Desde a revitalização da série com a saga animada de Hades, a franquia ganhou asas e tem sido produzido material para ela de forma ininterrupta. A recente animação Ômega foi uma tentativa de trazer novos fãs para a franquia. Funcionou? De certa forma sim, mas ainda há muito potencial a ser explorado.

O novo filhote desta leva de revisitações é Soul of Gold, Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma de Ouro, cujo primeiro capítulo acabou de ser lançado via o sistema de streaming Daisuki (gratuito para todos) e pelo Crunchyroll (para membros premium). Vamos às nossas primeiras impressões:

Episódio 1: Reviva, Lenda Dourada!

Sinopse oficial: No submundo, no ápice da batalha contra Hades, os doze Cavaleiros de Ouro destroem o Muro das Lamentações, sacrificando suas vidas a fim de conquistar um grande avanço para Seiya e seus amigos! Supostamente aniquilados, eles ressurgem no novo mundo pós-Hades. Como eles puderam renascer? Por trás desse grande mistério, novos encontros e batalhas surgem diante de Aiolia – o cavaleiro de Leão. E quando seu Cosmo atinge o extremo, ocorre uma mutação na armadura dourada!

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Em primeiro lugar, vale destacar que pouco antes das 12h no horário de Brasília, o site Daisuki caiu. Parece que realmente subestimaram a quantidade de fãs brasileiros ávidos por reverem seus cavaleiros prediletos nesta nova animação. Quem tinha o serviço premium do Crunchyroll pode assistir sem sustos. Como não foi o meu caso eu tive que esperar… felizmente não muito tempo. Às 12:30, quando a transmissão não era mais ao vivo, foi possível assistir.

Logo no começo temos um pequeno resumo do que aconteceu no final da saga Hades e a suposta morte dos cavaleiros de ouro. Vemos Aiolia caindo numa montanha nevada de um reino gelado. É Asgard. Ele é preso por soldados junto com uma garota, Lyfia, que alega que o atual representante de Odin, Andreas, é um homem mal. As perguntas são muitas: por que Aiolia está vivo? Estariam os outros cavaleiros de ouro vivos também? E por que ele veio parar em Asgard?

Para variar, o enredo de qualquer obra de Saint Seiya é mais do mesmo: o mal surge, os bons têm de lutar. Batalhas homeopáticas contra os novos Guerreiros Deuses de Asgard nos aguardam, enquanto os pequenos mistérios da série serão revelados devagar. Não é exatamente um ponto negativo para quem já conhece a franquia, mas se você esperava que a nova série trouxesse alguma coisa inovadora, esqueça.

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Falando sobre a animação em si, ela é bem mediana. O traçado dos personagens é descuidado em diversos momentos, dando a impressão de que o episódio foi feito por um desenhista bom e seus estagiários. Algumas cenas de luta se salvam e dá para perceber que elas se destacam do restante da animação. Devo admitir que, depois da excelente qualidade de animação de Lost Canvas, é duro para mim ver os cavaleiros tão mal acabados.

O primeiro inimigo não impressionou em termos de design – parece que os desenhistas resolveram investir pesado na nova concepção das armaduras douradas e deram aos guerreiros deuses armaduras mais “genéricas”. Mas tudo bem, foi só o primeiro. E ainda queremos ver como será o novo design das outras armaduras de ouro – aparentemente todas elas ganharão “asas” agora.

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Eu falei sobre o roteiro ser mais do mesmo, mas minhas expectativas (e a de muitos fãs) é que esta nova série dê um destaque maior para cavaleiros “postos de lado” na série original, como Máscara da Morte, Afrodite e Aldebaran (vamos torcer para ele não morrer depressa). Ainda não sabemos se os cavaleiros de bronze surgirão também, mas eu preferiria que não – eles já tiveram a sua dose de protagonismo.

O grande chamariz da série Saint Seiya sempre foi os cavaleiros portadores dos signos do zodíaco. Vamos torcer para que eles sejam mais bem tratados daqui para frente.

11 respostas em “Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma de Ouro – Primeiras Impressões

  1. Apenas mais do mesmo. Nem tem muito o que falar sobre Saint Seiya.. Sempre foi ruim, mas como todos nós vimos quando eramos crianças, gostamos, e muitos até hoje pensam que era bom… Viva a nostalgia!

    E viva aos bonequinhos que devem ser vendidos!

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  2. Fui cair de besteira de tentar rever e me arrependi, preferia continuar acreditando que isso era bom haha, só digo uma coisa…tem que ter paciência, eita negócio ruim e de pouca criatividade.

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  3. Só eu me diverti sem compromisso e esperava ver o protagonismo do aioria? Por falar nisso a trilha sonora, especialmente o encerramento foi muito boa. Digam o que quiserem sobre caveliros ser uma bosta, ter a pior fanbase do mundo, ser isso e aquilo. Muito disso sendo verdade para quem não gosta desse tipo de coisa, sejamos francos, a trilha sonora sempre foi um ponto forte da série. O visual foi genérico. Olha, sinceramente, foi, sim. Só que, apesar de todas as avaliações técnicas, set ratando de uma animação que sempre esteve no meio (medíocre), eu acho que pro padrão da série (como um todo) até que foi envolvente e divertido. Os lcich~es estão aí, mas vcs acham mesmo que o pessoal ia arriscar uma nova abordagem? Lost Canvas foi lindo, mas não foi sucesso nenhum. melhor voltar aos padrões antigos, óbvio. A gente tem a tendência a achar que animê é feito pra gente, quando na verdade, o público é de onde foi feito. Okay, cpitão óvio vc dirá. Eu direi: capitão óbvio, mas esperar inovação em CDZ é como esperar realismo em Jojo. Não rola. Enfim, só passando pra dar minha opinião. E acho que merece destaque a dublagem que foi muito bem feita. Sobre os cavaleiros de ouro: todo mundo esquece Saint Seya G por ser um traço Shoujo, mas eu acho uma saga ótuma com um traço ótimo. Quem gosta de inovação gostou dessas expressões açternativas: lost Canvas e CDZ G. São duas tentativas ótims, com roteiros bem apresentados (não propriamente trabalhados) e que fracassaram por sair demais da curvatura de segurança dos fãs. Quem diz que não houve tentativa de renovar a série esquece disso. Se tivessem renovado como digimon ia acontecer o que aconteceu com aquele: fãs criticando avidamente as mudanças horrorsas e como a série decaiu. Não que as mudanças tenham sido felizes. Digimon era um bom produto nas duas primeiras temporas e na terceira (com controvérsias, também). Os fã teriam o mesmo chilique. Como aceitar? Inovação na industria do entretenimento significa criar novas franquis, reformualr franquias é um caminho perigoso sempre dando em acidentes e espinhos. Doctor Who sempre foi a mesma série, FF o mesmo. E quando mudam há sempre duas tend~encias: frcasso de crítica e comercial. Saint Seya é sucesso comercial e naõ crítico. Quem quer ser sucesso de crítica quando isso não paga as cuecas e os estagiários?

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    • Quero te enganar não, mas eu tenho quase certeza (claro que na real é quase que puro achismo..) que Saint Seiya é feito pensando MUITO MAIS no cenário internacional do que no Japonês. Se você for pesquisar os dados sobre o Soul of Gold, verá que a maior parte da audiência dele foi no Brasil. Se for pegar os dados de bilheteria do filme que teve nos cinemas, verá que a renda aqui do Brasil foi maior que a do Japão.

      Então, sim, no caso de Saint Seiya, eu acho que ele é feito mais pra gente do que pro Japão, uma grande exceção.

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  4. Acho que cada pessoa tem uma opinião formada é tem direito de se expressar, porém acredito que quem não gosta não deveria perder tempo em assistir e muito menos em ler posts de outras pessoas, na minha opinião o pessoal aí deve ver e Ana Maria Braga ou algo do gênero, coisa que eu não faço, não perco meu tempo com coisas que não curto. Mas é isso aí, desde que o mundo é mundo o que mais existe e pessoas com inteligência de lesma, dando opiniões em obras, desenhos, traços e roteiros que se intitulam fracos e mal feitos, porém não tem a capacidade de criar nem um lápis novo, a imaginação das pessoas andam inférteis, pois grande maioria não pensa, só copia pois é muito mais fácil.

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  5. Pingback: Primeiras impressões da Temporada de Primavera 2015 - Índice - Portal Genkidama

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