Cello Hiki no Gauche

Cello Hiki no Gauche nos ensina a  importância do treino e da ajuda ao próximo! Confira aqui no Gyabbo!

Cello Hiki no Gauche é um filme que foi produzido pelo estúdio Ghibli e o Oh! Production em 1982, dirigido por Isao Takahata (Hotaru no Haka, O Conto da Princesa Kaguya), baseado no conto homônimo escrito pelo ilustre Kenji Miyazawa.

Trata-se da história de Goshu, um violoncelista inspirado por suas interações com animais falantes para obter conhecimentos sobre música. Ele vive em uma pequena cidade e toca violoncelo em uma orquestra local. Infelizmente, Goshu, apesar de aplicado, não é um bom músico e o maestro está perdendo a paciência com ele. No entanto, o jovem é visitado em sua casa por uma sucessão de animais com pedidos de música – um gato, um pássaro, um guaxinim e um rato – para grande irritação de Goshu, que não percebe que essas tarefas e encontros estão ensinando a ele como superar as falhas na sua forma de tocar nos últimos dias, pouco antes de um grande concerto.

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Apesar de ser uma história simples, Cello Hiki no Gauche se mostra promissor pela mensagem passada, sabendo equilibrar o cenário musical com seu verdadeiro propósito, tornando-o, assim, um belo e completo filme. O ritmo da trama é estável e previsível. Pela maneira doce e cômica como se apresenta, pelos personagens carismáticos, por exibir uma antropomorfização muito bem executada, pelas suas músicas e até mesmo por prender o espectador sem necessitar de grandes reviravoltas, vale a pena assisti-lo até o final e até ler os créditos!

É interessante também a notável evolução de Goshu durante a narrativa, principalmente a sua transição de uma pessoa impaciente para alguém mais calmo, principalmente com os animais. Não que tenha sido divertido vê-lo implicando com o gatinho no começo!

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Mas mesmo com todos esses atributos, o filme, em termos de animação, iniciou-se muito medíocre, até mesmo para um anime consideravelmente antigo. Não há muita fluidez, os personagens contracenam em dois cenários que se alternam com o passar do drama, causando uma escassez visual, pois estes ambientes não são explorados, tendo o olhar quase sempre para o mesmo canto.

O representação dos animais deixou a desejar… aqui em casa confundiram o guaxinim com um gatinho! Vê se pode?! Já a trilha sonora é um dos pontos fortes da animação. Centrado na música clássica, destaca-se pela execução muito bem feita. Diferente de muitos filmes onde a música é apenas um complemento, o drama se desenvolve a partir disso e a animação passa a se influenciar quase sempre por ela. Seu tom afeta o humor da história, mudando as cores, os fundos ou as expressões do próprio personagem.

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Eu realmente recomendo Cello Hiki no Gauche, principalmente aos entusiastas da música erudita, especificamente para os fãs de Nodame Cantabile, que assistiram ao show por causa da trilha sonora.

Uma resposta em “Cello Hiki no Gauche

  1. Pessoalmente não tive uma boa experiência ao assistir esta obra. Muito se deve à animação, que em 1982, ainda era muito rudimentar, o que não esperava para uma obra do Ghibli. O enredo, por mais que tenha sido adaptado de uma obra do famoso Miyazawa, em minha opinião foi bem mais ou menos.
    É claro que, deve-se ter em conta o fator ‘tempo’, visto que é uma obra de mais de 30 anos atrás. Mas pela música, como citado no artigo, vale a pena conferir.

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