Eizouken ni wa Te wo Dasu na! – Primeiras Impressões

“Foi apenas eu ou fomos a um lugar incrível?”

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Já há um bom tempo parei de assistir aos chamados animes da temporada. Aquelas obras que acabaram de estrear, seja no verão ou no inverno japonês. Quem acompanhava o blog nesses últimos 11 anos deve lembrar de como acompanhar as novas levas de produções era um dos pontos principais do site – desde os guias das temporadas até aos posts de primeiras impressões e conclusões.

O principal problema é que manter esse ritmo demanda recursos: energia, disposição e, principalmente, tempo. Todos os trimestres uma enxurrada de novos animes chegam, mesmo que você não tenha terminado os anteriores. Quanto mais a vida vai acontecendo, outras áreas pedem por esses mesmos recursos e escolhas precisam ser feitas. No meu caso, tive que deixar esse tipo de consumo de lado – assim como o próprio blog ficou como vocês devem ter percebido.

Nesses momentos, é preciso de algo mais para me chamar a atenção e fazer eu buscar um anime que esteja ainda sendo transmitido no Japão. Eizouken ni wa Te wo Dasu na! foi um caso desses. Num primeiro momento, passando tempo no Twitter, vi posts empolgados falando sobre a obra, com trechos da abertura. Colorida, animada, fora do convencional, até certo ponto “estranha”. Interessante. Um frescor para ser mais direto. O traço mais simples me remeteu rapidamente para obras que adoro como Tsuritama ou Medabots, onde essa aparente simplicidade abre espaço para uma maior liberdade criativa.

Assim, fui ao primeiro episódio sem saber muito o que esperar. Não li sinopses, não procurei seu gênero, apenas me abri para a experiência – e que experiência foi esse primeiro episódio!

Eizouken centra-se na relação entre três personagens: a pequena Midori Asakusa, viciada em aventuras e com o sonho de se tornar animadora para produzir seus próprios mundos; a alta e gananciosa Sayaka Kanamori, sempre em busca do melhor negócio; e Tsubame Mizusaki, uma garota rica pressionada pelos pais cujo sonho também é entrar para indústria de animação, além de poder viver uma vida normal de adolescente.

Nesse primeiro episódio não ficou muito claro se o anime pretende ser uma comédia, um slice of life ou uma obra de aventura. O diretor Masaaki Yuasa junta tudo isso de maneira tão orgânico que pouco importa essas definições. Mais do que gêneros e fórmulas, o anime cativa pela química entre as três protagonistas, cada uma somando ao desenrolar do episódio de um jeito bem particular, marcando bem a personalidade de cada uma. Em um mundo onde cada vez mais animes buscam reproduzir clichês oriundos de outros animes, Eizouken abre espaço para algo mais humano, mais sincero, mais próximo. É difícil que um fã de animes não se identifique com a empolgação das personagens, sonhando acordadas com as possibilidades que as artes permitem. Quem na adolescência nunca sonhou em virar autor de mangas e criar suas próprias obras empolgado com o que via e lia vindo do Japão?

Apostando nessa vivência da adolescência como potencial infinito, Yuasa nos entrega um episódio dinâmico, criativo e muito gostoso, fazendo seus 24 minutos parecerem 12 de tão envolvidos que ficamos. Das personagens carismáticas, o desenrolar frenético dos acontecimentos à construção de cenários tão curiosos e peculiares, Eizouken ni wa Te wo Dasu na! nos prende em uma nostalgia do que não vivemos, mas poderíamos ter vivido – talvez uma das sensações mais perigosamente gostosas possíveis.


Você encontra Eizouken ni wa Te wo Dasu na! para assistir no Crunchyroll legendado em português.

2 respostas em “Eizouken ni wa Te wo Dasu na! – Primeiras Impressões

  1. Têm muito potencial ali fiquei fascinado pelo design confuso da cidade em que elas vivem me deu a sensação de cenário de vídeo game é totalmente fora da realidade tipo colocar o ar-condicionado na porta rs.
    Ao mesmo tempo que funciona como comédia me lembrou um pouco a relação das personagens em Nichijou mas sei lá talvez eu esteja muito emocionado para um primeiro episódio.

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    • Não tinha passado pela minha cabeça, mas a relação das personagens realmente lembra da de Nichijou. Ao mesmo tempo cotidiana e peculiar!

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