JBGroup oficializa a vinda do Crunchyroll ao Brasil

Crunchyroll é um serviço de streaming de vídeo online, e uma comunidade que oferece episódios completos e filmes dos melhores animes japoneses. O conteúdo do Crunchyroll é fornecido pelos líderes de mídia asiáticos, incluindo TV TOKYO, Shueisha, Creative Fuji Corporation, Pony Canyon, Yomiuri Telecasting Corporation, Toei Animation, Gonzo, Munhwa Broadcasting of America, entre outros.

Breve, os fãs brasileiros de animes também poderão assinar o Crunchyroll, graças a uma parceria firmada com o JBGroup, grupo do qual também faz parte a Editora JBC. A Japorama, agência de comunicação pertencente ao grupo, será a responsável pela promoção do serviço no Brasil, bem como por sua localização, através da tradução do sistema e das legendas dos animes para português do Brasil. O idioma será o primeiro além do inglês a fazer parte das legendas do Crunchyroll.

Crunchyroll conta ainda com um serviço exclusivo chamado“simulcast”, onde os animes são disponibilizados para exibição – já legendados – poucas horas depois de sua exibição no Japão. O“simulcast” também estará disponível para alguns títulos legendados em português.

Nos próximos meses, a Japorama irá realizar uma série de pesquisas de mercado junto aos fãs de anime, enquanto prossegue com os preparativos para a implantação do sistema. O cronograma de lançamento, assim como os títulos, serão divulgados posteriormente.

Press Release via JBC

Apesar de não trazer muitas informações relevantes, agora é oficial. O JBGroup, grupo do qual também faz parte a Editora JBC, irá trazer para o Brasil o serviço de streaming de animes e outras produções asiáticas Crunchyroll.

Diferente do que havíamos pensado, não é diretamente a JBC a responsável, mas agência de comunicação Japorama, do mesmo grupo do qual a editora faz parte. A tradução fica por conta dessa agência que promete fazer pesquisas com fãs para poder oferecer o serviço da melhor forma possível para o público brasileiro. Isso é ótimo, lançar algo no mercado sem pesquisar é burrice, só espero que sejam pesquisas sérias e não coisas como enquetes virtuais.

Ainda não há títulos definidos, é esperar para por mais notícias.

comentei aqui o que eu acredito ser necessário para isso dar certo no Brasil, o que você espera que seja oferecido agora que é oficial?

Crunchyroll e JBC – O que é preciso para dar certo?

Na última terça-feira fomos surpreendidos por um post “investigativo” do Subete Animes indicando uma possível parceria entra a editora JBC e o site de conteúdo asiático, CrunchyRoll (CR). Se você não o conhece, o CrunchyRoll é um site de streaming (exibição online, ao estilo Youtube) voltado para o conteúdo asiático, especialmente animes. Diferente de muitos outros sites de streaming, o CR licencia oficialmente seus conteúdos, cobrando do usuário uma taxa mensal para o acesso. Hoje o site possui os direitos para exibição online de mais de 200 animes e doramas, incluindo séries como Naruto Shippuden e Bleach ou títulos recentes lançados quase que simultaneamente com o Japão, como Usagi Drop e Nichijou.

Num período onde as vendas de discos de anime vem caindo nos EUA e a presença dos fansubs é muito forte, um modelo de vendas online baseado no acesso rápido a diversos animes se mostra uma saída muito boa. O Brasil nunca conseguiu se firmar no mercado de home-video de animes por motivos diversos (escolhas de títulos erradas, falta de pesquisa de mercado, produtos sem qualidade, cultura da pirataria etc), mas, sendo a maior economia da América do Sul, não poderia nunca ser esquecido pelas empresas desse ramo.

Apesar de diversos sites do ramo – Como o JBOX – terem noticiado posteriormente, não existiu nenhuma confirmação oficial por nenhuma das partes. Na verdade o gerente de comunicação da JBC, Léo Lopes, afirmou ao Diário Otaku que “a editora JBC não tem nenhum projeto de transmissão de animês online”. Não descretido a informação do Diário, mas tenho minhas dúvidas se essa negativa do Lopes não se dá apenas por não poder confirmar nada no momento. Chega a ser estranha a afirmação do mesmo de que desconhece o sistema de transmissão.

É esperar para ver.

Mas, e se for verdade? E se o CrunchyRoll estiver mesmo chegando ao Brasil pela JBC (possivelmente ajudando na logística local e nos trabalhos de tradução)? Será que dará certo? Pessoalmente eu acredito sim que pode ser um sucesso, mas para isso os envolvidos precisam atentar para certos detalhes:

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A morte do Animax

Hi folks! Como vão? Eu estou indo… só na espera pelas férias, preciso urgentemente delas, ficar em casa sem grandes preocupações é tudo que eu preciso no momento! Mas, enquanto ela não vem, eu continuo na rotina acadêmica, acompanhando o Flamengo (que acredito que será o campeão!) e vendo um anime aqui e ali.

E como esse é motivo do Gyabbo!, vamos falar de anime. Meia hora atrás eu consegui assistir ao último episódio de Death Note pelo canal Animax. Por isso hoje eu pretendo analisar esse canal e o que vem acontecendo com ele.

Animax2

O Animax é um canal fundado em 1998 no Japão, para transmitir animes e outros programas relacionados. Além da Sony, outros participantes dessa fundação incluíram a Sunrise, a Toei Animation, a TMS Entertainment e a NAS, empresas tradicionais nesse mercado. No dia 31 de Julho de 2005, o Animax chegou na América Latina, logo, no Brasil.

Com séries de sucesso como Fullmetal Alchemist, Wolf’s Rain, Hellsing, o canal iniciou aquilo que poderia ser um sonho para todos os fãs de animação japonesa. Infelizmente o começo foi meio atrapalhado, poucas pessoas tinham acesso ao canal, principalmente por ele não fazer parte da Net. Ainda lembro bem do dia em que o canal foi liberado aqui em casa, a simples ideia de um canal com 24 horas de animes era algo fantástico, me fazendo assistir até Hungry Heart (ainda bem que depois da empolgação inicial eu parei de ver isso). Além dos animes ainda era possível ver clips de JMusic entre um programa e outro, o que mais poderíamos pedir?

Infelizmente aquilo que era um sonho acabou por virar um pesadelo. Se lembro bem (muito desse post está sendo feito de cabeça, me corrijam se eu estiver errado), o início do fim começou com a entrada do bloco Reciclo e dos informerciais. O primeiro, um bloco exclusivo para filmes mais velhos… Como alguém da Sony pensou que isso poderia dar certo, eu realmente não sei. Enquanto o público pedia por movies de animes, por uma grade mais diversificada, com shoujos, joseis e seinens, eles deram Godzilla. Não que eu fosse contra a exibição de produções ocidentais, nunca fui tão purista, me divertia bastante com o peculiar “Distraction”, mas a imagem que ficou é que nenhuma desses estreias foi realmente estudada. O público fiel ao canal não queria filmes ocidentais, aqueles que não viam o canal dificilmente começariam a ver por causa de filmes velhos.

Além disso, tivemos a famigerada faixa do informerciais, mais especificamente, o Medalhão Persa. Aqui a coisa vai além do canal, visto que essa faixa existe em outros canais. Ao pagar por uma tv por assinatura, estamos financiando também todos os canais. Em troca do dinheiro que o cliente pega, quem presta o serviço deveria prezar por dar entretenimento aos assinantes. Lucrar utilizando não somente comerciais, mas faixas inteiras da programação é algo que o PROCON deveria estar em cima, vai totalmente contra o consumidor. Infelizmente uma movimentação dessa é muito difícil de acontecer, especialmente no meio de animes e mangas, visto que os “canais de mídia” desse meio procuram muitas vezes se atacarem do que se unir.

Se isso tudo era péssimo, as estréias dos peso-pesados Bleach, Evangelion e posteriormente de Death Note deram uma sobrevida ao canal e manteve a esperança de muitos, incluindo a minha. E na verdade as coisas pareciam tranquilas, apesar da estréia de Lost, o canal mantinha seu propósito e trouxe animes como Bokurano e Fate/Stay Night e apesar dos problemas da adaptação desse último, ainda era um bom sinal.

O grande problema foi a chegada de novembro. Sem que nenhum anime no estreasse, nada menos que nove programas ocidentais foram marcados para tomar a maioria dos horários. Sem respeito algum com seus clientes, animes que ainda estavam sendo exibidos pela primeira vez tiveram seus horários alterados, o que, sinceramente, causou a minha revolta pela primeira vez contra o canal.

Faltando apenas dois episódios para terminar Death Note, mudaram seu horário das terças para as sextas. Sem contar com Fate/Stay Night que foi parar nas manhãs de sábado. A verdade é que o Animax deixou de ser um canal voltado para animação japonesa a muito tempo, mas a punhalada veio mesmo esse mês.

A pergunta que fica é “o que faltou para que o Animax tivesse sucesso?”. A verdade é que faltou inteligência. Será mesmo que um mercado que não consegue se consolidar em lançamentos de dvd’s está preparado para receber um canal desse tipo? Prefiro acreditar que a Sony fez suas pesquisas antes de iniciar seu canal por aqui, logo, percebeu que valia a pena.

Mas então o que deu errado? Muito difícil dizer, mas na minha opinião o primeiro problema foi ter iniciado suas operações sem estar dentro da Net, principal tv por assinatura do país. Junto a isso, diversas escolhas duvidosas como Humanoid Monster Bem, dificultaram até mesmo que os fãs de anime realmente se empolgassem com o canal. Quando animes que realmente chamavam atenção começaram a estrear no canal, já era tarde, os executivos do grupo Sony já haviam perdido a paciência e se desesperaram atrás de ibope.

Mas o que será do canal? Muito provavelmente a tendência é que cada mais teremos menos espaço para os animes. Se o canal terá sucesso nesse novo formato, difícil dizer, mas o Boomerang está aí para mostrar que talvez esse seja o caminho certo.

E você? O que acha que vai acontecer com o Animax?

Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/Animax#Latin_America

http://pt.wikipedia.org/wiki/Animax_Brasil

Animax Esculhamba de Vez em Novembro

http://www.anmtv.com.br/search/label/Animax