Anime Jungle Party Natal – Primeiro Dia

Olá pessoal, tudo bem? Eu estou bem animado com a proximidade das minhas férias, faltam basicamente quatro dias! Infelizmente nesse meio tempo ainda tenho pelo menos três trabalhos para entregar, mas enfim, estamos perto do fim!

Hoje vou comentar sobre uma das edições do maior evento de entretenimento pop japonês que há aqui em Manaus, o Anime Jungle Party, em sua versão Natal, primeiro dia.

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Anime Jungle Party 2010 – Segundo dia

Olá! Como prometido estou aqui de volta para comentar o segundo dia do evento Anime Jungle Party que aconteceu em Manaus/AM nos dias 13 e 14 de março. Esse segundo post será consideravelmente mais curto que o outro (ou pelo menos assim espero), já que não vou precisar ficar apresentando o evento como um todo, já que a única coisa que não teve no segundo dia foi o dublador Marcelo Campos. Então, se você não foi ao evento ou ainda não leu meu post sobre o primeiro dia sugiro que o faça para que possa entender melhor o que vou escrever.

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Anime Jungle Party 2010 – Primeiro dia

Olá a todos! Esse fim de semana será um pouco especial. Esse sábado (ok que o sábado já está acabando, mas pra mim só conta quando vou dormir) e esse domingo serão especiais para a cobertura do maior evento do Norte do país, que teve seu primeiro dia hoje (13/03) em Manaus; o Anime Jungle Party.

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Manifestação Pacífica de Otakus (ou quase isso)

Eu não gostaria de fazer um novo post tão cedo, já que ontem mesmo falei sobre os animes que pretendo assistir da temporada de inverno, que pra mim é o tipo de post mais importante do blog. Mas como o caso de preconceito contra cosplayers em um shopping de Manaus teve uma repercussão enorme (graças principalmente à Sandra Monte e à Petra Leão), me sinto obrigado a comentar alguns desdobramentos.

Apoiado muito pela ideia da Sandra Monte, resolvi marcar um “cosplaço” no determinado shopping, afim de mostrar que os cosplayers não aceitariam ser tratados da forma preconceituosa como foram. Fiz o post aqui, comentei nas minhas contas do Twitter (@DenysAlmeida e @Gyabbo), postei em todas as comunidades otakus da cidade convocando cosplayers, otakus e simpatizantes à participar e mostrar sua revolta.

O resultado foi esse:

Pra quem não conhece, da esquerda para direita; Rômulo (conheci na hora, é um cosplayer, mas não pôde ir com o seu), minha irmã que só foi pra fotografar a manifestação e eu, com meu cosplay de Gohan Universitário (sem o emblema da escola por que consegui preparar com barbante). Sim, três pessoas. Só.

Depois de percebermos que ninguém mais apareceria, o Rômulo foi embora e eu e minha irmã ficamos passeando pelo shopping (eu procurando um HD externo). Não tive problema algum, só alguns olhares para a minha calça laranja, nada demais. Cheguei até a pedir informações a um segurança, tranquilo.

Aproveitei para pedir informações para uma mulher na central de informação do shopping. Ela me informou que não há nenhum regulamento contra qualquer tipo de roupa no shopping. Então entrar de cosplay não é proibido. O que ela informou é que por se tratar de um grupo distinto, o shopping pode pensar que se tratava de um evento não informado à gerência, o que não seria permitido.

Aqui chegamos a parte crucial da conclusão que tirei. O erro aconteceu pelo segurança ter pedido que os cosplayers se retirassem ou mudassem de roupa, quando nada disso é necessário (de acordo com as informações do próprio shopping). Só a informação que estavam ali apenas para passear ou alimentar, não para fazer um evento à parte, tudo estaria resolvido.

Infelizmente o caso foi resultado de preconceito, muito em parte do histórico que a cidade tem de enfrentamento de emos e galerosos, e falta de preparo do segurança em abordar os cosplayers, que também são clientes.

É preciso que esse preconceito seja desconstruído, cosplayer não pode ser sinônimo de galeroso (marginal), mas pra isso precisamos de uma união da cena otaku muito maior do que a que existe hoje em dia.

Censura em cosplayers de Manaus

Eu não pretendia postar nada até o próximo domingo, até por ter gostado muito do meu post sobre o movie Summer Wars, mas um acontecimento nesse fim de semana me fez mudar de ideia. Neste sábado e domingo (12 e 13/12) aconteceu o evento Anime Jungle Party, o maior da cidade (sou de Manaus). Não fui ao evento por não ver mais graça em eventos tem um bom tempo, mas isso fica pra outra discussão.A questão é essa:

Esse rápido vídeo mostra um segurança “solicitando” a saída de um grupo de cosplayers do Shopping Manauara, possivelmente o maior da cidade e recém inaugurado. Para quem não é da cidade, infelizmente em Manaus temos o histórico de enfrentamento de emos e galerosos em alguns shoppings da cidade, o que poderia explicar em parte a atitude do segurança.

Antes de tudo, devo afirmar que não houve violência, afinal, a forma como o segurança tratou a todos foi de forma normal, como espera-se de um profissional da área (o que infelizmente é difícil de encontrar).

Sei que muitos vão dizer “Mas é ridículo ir de cosplay pro shopping”, “Eles estão errados mesmo, não sabem onde se vestir, tem que ficar só nos eventos”, mas evoco o Art. 5o II :

ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

O Art. 5o IV:

é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

E por último o Art. 5o IX:

é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.

Todos esses parágrafos retirados da constituição possibilitam a livre expressão de qualquer pessoa, da maneira que ela achar melhor, portanto que não infrinja outros pontos da lei, prejudique a outrem ou estejam em anonimato, o que em momento algum aconteceu neste caso.

Apesar de concordar que seria preferível o uso de roupas mais comuns em um lugar público como um shopping, acredito porém no que dizia Voltaire:

Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o ultimo instante seu direito de dizê-la.

E por mais idiota que possa ser ir a um shopping fantasiado, enquanto estiverem dentro da lei, que tenham o direito de se expressarem como quiserem. O que temos aqui é o simples medo do desconhecido, alimento do preconceito.

Sendo assim, a forma como os cosplayers foram tratadas infelizmente se trata de preconceito contra minorias, afinal, quem escolhe o jeito certo de se vestir, de se portar, de se viver?

Por isso que eu sou a favor de uma manifestação pacífica no mesmo shopping onde vários cosplayers irão para passear, andar, comprar, lanchar. Sem gritaria, sem algazarra, como pessoas normais como somos.

E você? O que acha? Acredita que eles deveriam mesmo saírem do shopping por causa das suas roupas diferentes ou tem o direito de ficarem e se vestirem como querem?