Ichiban Brasil 3 – Resultados e considerações dos animes e mangas

Depois de duas semanas de votação chega finalmente o grande dia de sabermos o resultado do Ichiban Brasil 3, a maior (e única) premiação brasileira dos melhores do ano do entretenimento pop japonês – Anime, Manga, Dorama/Live-action, Música. Depois de uma segunda edição que superou todas as nossas expectativas com 11.000 votos, este ano conseguimos crescer mais ainda e chegar aos mais de 35.000 votos, algo espetacular e que mostra que estamos indo pelo caminho certo. Com algumas aparas para acertar, mas no caminho certo.

Claro que isso eu e o Leo Kusanagi não conseguiríamos sozinhos, precisamos agradecer, primeiramente a todos que já fizeram parte do Ichiban Brasil, como a Camila “Tsuki”, que sem a ajuda dela ainda em 2009 não teríamos nada disso. Agradecer ao designer Julian Fisch pelo design do site desde ano passado e agora agradecer demais ao Leonardo DNA que de maneira ninja deu uma melhorada considerável na parte de trás do prêmio, conseguindo com que tenhamos algo bem mais forte estruturalmente.

Claro, também precisamos agradecer a todos os blogs/sites que aceitaram ser parte do júri e mesmo aqueles que foram convidados, mas que um motivo ou outro, não puderam/quiseram participar. E por último, mas mais importante, agradecer aos fãs de cada fandom que mais uma vez votaram – em peso! – em seus favoritos, ajudando a espalhar o Ichiban Brasil por aí. Obrigado a todos.

Mas agora vamos analisar os vencedores que é isso que todos estavam esperando! Irei comentar apenas as categorias de animes e os mangas do mercado brasileiro, onde posso falar com mais propriedade.

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Editora NewPop 2012 – Quatro títulos da CLAMP e autores nacionais

Depois dos anúncios da segunda, terça e quarta, chega a hora de mais novidades pela Editora NewPOP dessa quinta e sexta-feira.

Sem mais delongas, se você esperava que a editora viesse fechar a semana nesta sexta apenas com o anúncio do já certo Gate 7 (que não foi confirmado por algum motivo em entrevista do Junior Fonseca ao JBox), sinto dizer que você errou. A verdade é que a NewPOP adquiriu o direito de quatro trabalhos da editora, quebrando de vez com o monopólio da JBC sobre os títulos do famoso grupo de mangakas. Continuar lendo

Editora Panini anuncia One Piece, Dragon Ball, Monster e muito mais

Acaba de ser anunciado no pelo JBox e pelo Panini Fã que a editora Panini virá para o ano de 2012 com TUDO. Sério, ela chega dando um GOMU GOMU PUNCH na concorrência (leia-se editora JBC), continua com um FINAL FLASH e termina cruelmente aniquilando qualquer concorrência leal.

Sim, porque se vocês não entenderam as referências a editora acaba de anunciar a volta de One Piece (que foi parar nos TTbr do Twitter, junto com o nome da editora), Dragon Ball e Monster. Além disso (Como se fosse pouco), também foi anunciado o mais do que esperado Black Butler, a incrível obre Urasawa, 20th Century Boys (AÍ SIM) e o inesperado (pelo menos por mim) Mad love Chase.

One Piece chega logo em Janeiro (menos de um mês, galere!!!) em formato tankohon, por R$10.90. Ao mesmo tempo serão lançadas as edições bimestralmente do mesmo número de onde a Conrad parou, #36. Segue a ficha técnica de ambos:

FICHA TÉCNICA: One Piece 36 (inédita)
Formato: 13x20cm Páginas: 216
Periodicidade: bimestral
Valor: R$ 10,90
Distribuição: setorizada
Lançamento: janeiro/2011

One Piece 1
Formato: 13x20cm Páginas: 208
Periodicidade: mensal
Valor: R$ 10,90
Distribuição: setorizada
Lançamento: janeiro/2011

Via Papo de Budega

Por último, mas também muito importante, a editora anunciou que em 2012 retoma os títulos Gantz, Ouran e Brave 10, o que é uma ótima notícia, principalmente porque falta apenas um volume para terminar Ouran.

Se essa não é a melhor notícia da década eu não sei qual seria. A única ressalva é pedir que tragam com a qualidade gráfica que a Panini já tinha (se possível, melhor, principalmente no caso de Dragon Ball), mas que andou derrapando com Sora no Otoshimono e suas páginas transparentes.

Para isso não acontecer, não fique calado, elogie os lançamentos, mas fale que quer qualidade nos produtos que compra. Aqui os caminhos oficiais da editora para exigir qualidade:

http://www.paninicomics.com.br/web/guest/contacts

Também, quando forem comentar sobre isso no Twitter, não esqueçam de mencionar o @PaniniMangas e o @Planet_Manga.

Fontes extra-oficiais ainda indicam que a editora lançaram também Sailor Moon e Beelzebub nesse próximo ano.

Não sei porque, mas agora acredito mais ainda no fim do mundo em 2012!

O surto é livre nos comentários!!!

JBC lança Cavaleiros do Zodíaco versão Tankohon em Janeiro

Com uma capa que consegue rivalizar em feiura e mal gosto com a de Evangelion #1 da própria JBC, Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya) chega às bancas a partir de janeiro, em 28 volumes de periodicidade mensal, no formato tankobon, pelo preço de R$10,90 cada.

O ano de 2012 começa com a volta do primeiro manga a chegar na vinda moderna dos mangas ao Brasil. Sucesso absoluto na televisão na época da extinta Manchete e grande sucesso ao ser publicado pela Conrad, Cavaleiros do Zodíaco é um daqueles materiais que chega e vende. Prova disso são as diversas séries que vieram da franquia para cá, como Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seiya: The Lost Canvas – A Saga de Hades (de Shiori Teshirogi) e a continuação direta da trama original, Os Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seiya: Next Dimension – A Saga de Hades, todos da própria JBC.

Essa certeza de boas vendas e a situação atual da qualidade gráfica dos mangas, principalmente da JBC, me deixam muito temeroso quanto ao que iremos encontrar nas bancas em Janeiro. O desleixo com a capa (veja da original aqui no Chuva de Nanquim) já é uma amostra do que possivelmente veremos. Já comentei aqui sobre o provável futuro do mercado de mangas com um pensamento e ações como essa da JBC. Mesmo a entrada da L&PM Editores não parece balançar as certezas de Marcelo Del Greco quanto o que deve ser feito.

Eu sempre quis ler o manga de Cavaleiros por inteiro por não ter tido a oportunidade de comprar a versão da Conrad, mas posso dizer com segurança: Se a qualidade interna for a mesma da capa, não comprarei e não indico.

ATUALIZAÇÃO: De acordo com informações do site CavZodíaco, “A editora explicou que este corte [na capa] foi necessário já que a editora japonesa Shueisha não possui mais as imagens das capas originais, portanto foi necessário scanear a capa dos mangás japoneses e fazer os cortes necessários (segundo a editora, não é permitido fazer qualquer alteração na imagem da capa, portanto apenas retoques de cor são permitidos, o que a obrigou a fazer o corte na imagem).”

De acordo com essa afirmação nós temos uma editora japonesa que não possui a imagem original do primeiro volume de manga de imenso sucesso no mundo, o que eu pessoalmente acho improvável, mas não irei questionar essa explicação oficial. Isso significa que possivelmente as capas dos outros volumes também venham “diferentes” das originais. Ainda de acordo com o meu entendimento das afirmações acima, não seria possível pegar a imagem scaneada da capa original e reconstruir o logo, como mesmo um amador consegue fazer conforme linkado no Chuva de Nanquim. Não estou aqui para questionar essas explicações oficiais, apesar de achar uma imensa burrice por parte da Shueisha, algo até difícil de imaginar. O que eu fico pensando é que, se nem a imagem original dessa versão a editora possui, será que não seria melhor, pensando na qualidade do produto a ser lançado, licenciar seu Aizouban ou BunkoBan ou a primeira, segunda ou terceira edição Remix ou, e essa teria sido a melhor escolha, a versão KanzenBan? Cavaleiros do Zodíaco teve ao todo SETE tipo de edições lançadas e eles conseguem escolher aquela que nem a imagem da capa original existe/está nas mãos da editora detentora dos direitos?! Se isso não for desleixo, eu desaprendi o significado da palavra.

Fim da atualização. Agradeço ao leitor @Rafa_9000 por ter me indicado a informação.

ATUALIZAÇÃO 2 (19/12/11): Sabe, eu tento ser bom moço. Se o editor da JBC vem a público falar que a Shueisha diz que “não é permitido fazer qualquer alteração na imagem da capa, portanto apenas retoques de cor são permitidos”, eu fico calado e finjo acreditar. Nunca foi do meu feitio aqui no Gyabbo! ragear. Mas lá estava eu lendo um fórum de Cavaleiros que linkou este mesmo post e percebi algo vendo lá que é tão óbvio que sinto até vergonha de vir aqui mostrar, mas vamos lá (ficou feio, mas dá pra entender):

Na esquerda temos o canto superior direito da capa original. Na direita temos o canto superior direito do que sobrou da capa original na versão da JBC. Agora me expliquem onde diabos foi parar a barra logo acima da crina, de onde surgiu a continuação daquele cabelo e mais alguns centímetros quadrados de fundo. EU DIGO DE ONDE, DA PORCARIA DO PHOTOSHOP. DA RECONSTRUÇÃO QUE ELES FIZERAM. E não foi um “retoque de cor” apenas. Se vocês podem reconstruir em uma parte, façam seu trabalho direito e reconstruam o resto ao invés de colocar essa borda ridícula, cortando tudo que não tiveram vontade de trabalhar. Isso se chama desleixo, preguiça, desrespeito com o consumidor.

Mas principalmente, isso se chama mentir na cara do leitor.

Ah! E só pra terminar, olha que beleza, eu até fiquei pensando enquanto escrevia a primeira atualização se eles não teriam pega essa versão por ser a única disponível (sim, eu tento ser o mais gente boa possível), mas vejam que notícia linda é a de que na espanha a editora Glénat irá lançar a versão Kanzenban. E a gente com essa porcaria de terceiro relançamento de um mesmo manga sem que haja qualidade pra justificar isso. Parabéns JBC, parabéns por enganar na cara dura os seus consumidores.

Mas não fique calado, se você não gostar da versão que encontrar nas bancas, envie seu repúdio para o contato direto da editora (mas seja educado, por favor):

http://www.editorajbc.com.br/contato/contato.php

PS: Pelo menos não tivemos um “Edição especial” na capa, devem ter percebido o quão ridículo isso era e como era uma propaganda enganosa ao leitor.

Karin – Editora Panini – Vol. 1

(Análise feita apenas com o primeiro volume cedido pela própria editora)

No final de Novembro chegou às bancas da Fase 1 do país o mais novo lançamento da editora Panini (sem contar com Blood Lad que deve chegar nas bancas agora em Dezembro); Karin. Escrito e desenhado por Yuna Kagesaki, a obra foi publicada originalmente na revista mensal Dragon Age, a mesma de outros títulos lançados pela editora italiana como Highschool of the Dead e Chrono Crusade. Entre 2003 e 2008 chegou a oito volumes, recebendo também uma versão animada em 2005 pelo famoso estúdio J.C. Staff.

Neste manga temos a protagonista Karin Maaka, filha de uma família de vampiros, mas que possui características bem diferentes. Ao contrário de seus pais e irmãos, ela pode sair de dia e na verdade odeia a escuridão. Porém, sua maior diferença está na sua relação com o sangue. Ao invés de sugar, em determinado período do mês ou quando está perto de um tipo de pessoa (descobrimos depois que cada vampiro se sente atraido por um tipo de sangue, Karin “gosta” do sangue de pesssoas infelizes) seu corpo começa a produzir sangue em abundância e a garota precisa coloca-lo pra fora, seja através de explosões nasais que remetem ao clichê dos mangas da excitação masculina ou seja mordendo tal pessoal e “doando” seu sangue.

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