O seu preconceito é uma imensa burrice – A Homofobia entre os fãs de animes e mangas

Recentemente foi publicada no site de um jornal aqui de Manaus uma coluna com o título “Deus não uniu dois homens e nem duas mulheres”, com um claro teor preconceituoso, discrimonatório e homofóbico. Fiz questão de escrever uma resposta ao link do jornal no Facebook (não sendo o único, centenas de pessoas se manifestaram) que você pode ler aqui.

Não seria preciso repetir, mas é notório que vivemos um período onde a questão dos direitos dos homossexuais está sendo muito discutida, uma discussão que nem deveria ocorrer, visto que pauta-se meramente em argumentos religiosos dentro de um estado que deveria ser laico. Casos e mais casos surgem de preconceito, intolerância, violência homofóbica, e, infelizmente, isso não é diferente dentro do fandom de animes e mangas.

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Don’t Panic!

Oi pessoal, como estão? Estou começando a escrever esse post sem saber exatamente o seu propósito, mas o que seria da vida se não nos perdéssemos um pouco, certo?

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Last Friends – Dorama

Entender as pessoas é realmente difícil.

Ainda agora eu penso que se eu tivesse a habilidade de entender o coração das pessoas,

se eu tivesse colocado um pouco mais de vontade em fazer isso

eu imagino se aquela morte poderia ter sido evitada.

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Manifestação Pacífica de Otakus (ou quase isso)

Eu não gostaria de fazer um novo post tão cedo, já que ontem mesmo falei sobre os animes que pretendo assistir da temporada de inverno, que pra mim é o tipo de post mais importante do blog. Mas como o caso de preconceito contra cosplayers em um shopping de Manaus teve uma repercussão enorme (graças principalmente à Sandra Monte e à Petra Leão), me sinto obrigado a comentar alguns desdobramentos.

Apoiado muito pela ideia da Sandra Monte, resolvi marcar um “cosplaço” no determinado shopping, afim de mostrar que os cosplayers não aceitariam ser tratados da forma preconceituosa como foram. Fiz o post aqui, comentei nas minhas contas do Twitter (@DenysAlmeida e @Gyabbo), postei em todas as comunidades otakus da cidade convocando cosplayers, otakus e simpatizantes à participar e mostrar sua revolta.

O resultado foi esse:

Pra quem não conhece, da esquerda para direita; Rômulo (conheci na hora, é um cosplayer, mas não pôde ir com o seu), minha irmã que só foi pra fotografar a manifestação e eu, com meu cosplay de Gohan Universitário (sem o emblema da escola por que consegui preparar com barbante). Sim, três pessoas. Só.

Depois de percebermos que ninguém mais apareceria, o Rômulo foi embora e eu e minha irmã ficamos passeando pelo shopping (eu procurando um HD externo). Não tive problema algum, só alguns olhares para a minha calça laranja, nada demais. Cheguei até a pedir informações a um segurança, tranquilo.

Aproveitei para pedir informações para uma mulher na central de informação do shopping. Ela me informou que não há nenhum regulamento contra qualquer tipo de roupa no shopping. Então entrar de cosplay não é proibido. O que ela informou é que por se tratar de um grupo distinto, o shopping pode pensar que se tratava de um evento não informado à gerência, o que não seria permitido.

Aqui chegamos a parte crucial da conclusão que tirei. O erro aconteceu pelo segurança ter pedido que os cosplayers se retirassem ou mudassem de roupa, quando nada disso é necessário (de acordo com as informações do próprio shopping). Só a informação que estavam ali apenas para passear ou alimentar, não para fazer um evento à parte, tudo estaria resolvido.

Infelizmente o caso foi resultado de preconceito, muito em parte do histórico que a cidade tem de enfrentamento de emos e galerosos, e falta de preparo do segurança em abordar os cosplayers, que também são clientes.

É preciso que esse preconceito seja desconstruído, cosplayer não pode ser sinônimo de galeroso (marginal), mas pra isso precisamos de uma união da cena otaku muito maior do que a que existe hoje em dia.

Censura em cosplayers de Manaus

Eu não pretendia postar nada até o próximo domingo, até por ter gostado muito do meu post sobre o movie Summer Wars, mas um acontecimento nesse fim de semana me fez mudar de ideia. Neste sábado e domingo (12 e 13/12) aconteceu o evento Anime Jungle Party, o maior da cidade (sou de Manaus). Não fui ao evento por não ver mais graça em eventos tem um bom tempo, mas isso fica pra outra discussão.A questão é essa:

Esse rápido vídeo mostra um segurança “solicitando” a saída de um grupo de cosplayers do Shopping Manauara, possivelmente o maior da cidade e recém inaugurado. Para quem não é da cidade, infelizmente em Manaus temos o histórico de enfrentamento de emos e galerosos em alguns shoppings da cidade, o que poderia explicar em parte a atitude do segurança.

Antes de tudo, devo afirmar que não houve violência, afinal, a forma como o segurança tratou a todos foi de forma normal, como espera-se de um profissional da área (o que infelizmente é difícil de encontrar).

Sei que muitos vão dizer “Mas é ridículo ir de cosplay pro shopping”, “Eles estão errados mesmo, não sabem onde se vestir, tem que ficar só nos eventos”, mas evoco o Art. 5o II :

ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

O Art. 5o IV:

é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

E por último o Art. 5o IX:

é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.

Todos esses parágrafos retirados da constituição possibilitam a livre expressão de qualquer pessoa, da maneira que ela achar melhor, portanto que não infrinja outros pontos da lei, prejudique a outrem ou estejam em anonimato, o que em momento algum aconteceu neste caso.

Apesar de concordar que seria preferível o uso de roupas mais comuns em um lugar público como um shopping, acredito porém no que dizia Voltaire:

Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o ultimo instante seu direito de dizê-la.

E por mais idiota que possa ser ir a um shopping fantasiado, enquanto estiverem dentro da lei, que tenham o direito de se expressarem como quiserem. O que temos aqui é o simples medo do desconhecido, alimento do preconceito.

Sendo assim, a forma como os cosplayers foram tratadas infelizmente se trata de preconceito contra minorias, afinal, quem escolhe o jeito certo de se vestir, de se portar, de se viver?

Por isso que eu sou a favor de uma manifestação pacífica no mesmo shopping onde vários cosplayers irão para passear, andar, comprar, lanchar. Sem gritaria, sem algazarra, como pessoas normais como somos.

E você? O que acha? Acredita que eles deveriam mesmo saírem do shopping por causa das suas roupas diferentes ou tem o direito de ficarem e se vestirem como querem?