Concrete Revolutio: Choujin Gensou – Primeiras Impressões

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Hanamaru Youchien – Primeiras impressões

Depois de uma pequena polêmica, nada melhor para melhorar o humor do que um post com as minhas primeiras impressões de um bom anime da temporada de inverno 2009/10, vamos falar de Hanamaru Youchien.

Quando fui ver que animes iria assistir dessa temporada, Hanamaru Youchien certamente não era uma das escolhas. Claro, o estúdio era a Gainax, um nome onde é sempre bom estar atento, mesmo em um anime sobre o jardim de infância. Depois da decepção com Dance in the Vampire Bund, do ainda morno Sora no Woto e do esperado ansiosamente Katanagatari, eu queria algo para assistir além de Durarara!! e Nodame Cantabile – Finale. Li algumas coisas boas sobre Hanamaru Youchien e resolvi dar uma chance.

A expectativa era algo diferente. Em primeiro lugar vinha a pergunta do por que um estúdio do tamanho e nome da Gainax resolveu animar algo sobre crianças com fraldas. Em segundo vinha o gigantesco medo de cairmos para o fanservice, o que seria uma das coisas mais nojentas possíveis que poderiam acontecer.

Mas se tem algo que alguém que assiste animes precisa entender é a nunca duvidar do que a Gainax pode fazer. Afinal, são eles os criadores de Evangelion, do maluco FLCL e de um grande sucesso recente, Tengen Toppa Gurren Lagann. Mas não, nos dois primeiros episódios não vimos uma única cena de fanservice. O que poderia recair em algo semelhante a Kodomo no Jikan não passa do limite de cenas engraçadas e ingênuas de uma criança, e é assim que personagens e produtores entendem. Ainda bem.

E é justamente aí que eu digo que você nunca pode duvidar do que a Gainax pode fazer. Em uma trilha de animes moes e/ou com fanservices cada vez mais explícitos (Seikon no Quasar, estou falando de você), a Gainax, um dos maiores nomes da indústria, que já fez coisas desse tipo (He is my Master por exemplo), chega e diz “Vamos falar sobre crianças, para crianças, mas de um jeito que todos se divirtam. Não precisamos de fanservices lolis para fazer sucesso”. Essa foi a resposta que encontrei para a pergunta que todos se fizeram quando o estúdio anunciou Hanamaru Youchien.

A animação é bem tradicional, mas sem erros; limpa, fluida e bonita, nada menos do que deveríamos esperar. Apesar do que poderia se esperar, o diretor Seiji Mizushima (que já trabalhou em animes como Evangelion, Fullmetal Alchemist e Gundam) conseguiu levar de forma muito boa nesses dois primeiros episódios que vi um slice of life simpático, com um pouco de comédia simples, ótimo para relaxar a mente.

A história é sobre Tsuchida “Tsuchi”, recém formado, viciado em video-games e que resolveu ser professor do jardim de infância. No seu primeiro dia conhece sua turma e entre seus alunos, a protagonista Anzu, filha de uma senpai sua da época do colegial. Além disso temos outros inúmeros personagens, entre alunos e professores, todos simpáticos. Mas dou ênfase na Hiiragi, uma garota muito inteligente e que se comporta quase como um adulto em miniatura, até agora a melhor personagem do anime.

Aqui eu tenho que elogiar novamente a habilidade do estúdio. Rapidamente assuntos como a reverência ao cargo de professor no Japão, sexismo e mesmo gravidez na adolescência são apresentados de forma simples, sem estardalhaço, mas mostrando que o anime tem um conteúdo que vai além. Nada Evangelion-like, não me entendam mal, só é um diferencial, permitindo que o anime seja vista por toda família e que todas se divirtam.

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