Shonen Sunday: Safra 2012

Conheça os mangas que entraram e saíram da SHONEN SUNDAY no ano de 2012!

Bem-vindos às sextas-feira do Gyabbo!, onde os antigos são morais!

Depois de falarmos sobre as safras dos últimos três anos da Shonen Jump e da Shonen Magazine, é hora de conhecermos um pouco mais sobre as séries da terceira revista semanal mais vendida do Japão, a tradicionalíssima Shonen Sunday!

A revista, publicada pela editora Shogakukan, é mais antiga que a própria Jump, tendo sido lançada no domingo de cinco de abril de 1951. Hoje a revista sai às quartas e por isso o termo dominical adotou outro significado: tem a ver com o fato da revista ser para um publico mais… familiar! Leitor da Shonen Sunday é tradicionalista! Gosta dos clássicos e apóia veteranos de longa data. Sobre a sua história: era surgiu quase ao mesmo tempo que a Shonen Magazine, mas sempre foi a “segunda colocada” na preferência dos jovens leitores – embora seu público aumentasse cada ano. Em 1968 surgiu a Shonen Jump, o que fez a revista ser empurrada para o terceiro lugar.

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A revista teve em suas páginas, durante boa parte de suas carreiras, o mestre jedi-sensei Osamu Tezuka e o todo-poderoso-grão-vizir Shotaro Ishinomori! Respectivamente o Deus e o Rei dos mangas! Atualmente a revista é a casa de dois grandes nomes dos quadrinhos japoneses; Rumiko Takahashi e Mitsuro Adachi, a “Janete Claire” do Japão – novamente mostrando sua característica de ser tradicionalista.

Ela também é a menos “carrasca” com seus autores, sempre dá uma folguinha para seus artistas, de modo que em todas as edições temos um rodízio. Sem falar que ela dificilmente cancela um manga sem que ele tenha conseguido completar pelo menos uns seis volumes.

Shonensunday

Na década de 80 ela começou a ter uma grande sobrevida. Um dos seus títulos mais icônicos desta época foi Touch, de Adachi, em 1981. O sucesso deste manga de beisebol foi tão grande que seus personagens até entraram no imaginário popular japonês – tipo uma Odete Roitman ou uma Carminha das novelas.

Outros grandes sucessos foram Cyborg 009, de Shotaro Ishinomori. Urusei Yatsura, Ranma 1/2 e Inu Yasha, todas de Rumiko Takahashi. Patlabor, de Masami Yuuki. Kyô Kara Ore Wa!!, de Hiroyuki Nishimori. Ushio to Tora, de Kazuhiro Fujita. Zatch Bell!!, de Makoto Raiku. Kekkaishi, de Yellow Tanabe. E muitas outras obras do Adachi, como H2, Katsu! e Cross Game.

Atualmente o carro chefe da revista é Silver Spoon, de Hiromu Arakawa (a já conhecida autora de Full Metal Alchemist), que vende mais de um milhão de exemplares. Outro é Detetive Conan, de Gosho Aoyama, que já totaliza mais de 80 volumes! Magi, de Shinobu Outaka, vem em segundo lugar como grande expoente. Rin-ne, de Rumiko, tenta engrenar, mas apesar de todo este tempo não consegue nem chegar aos pés do sucesso que suas obras passadas fizeram. Já Joujuu Senjin!! Mushibugyo, de Hiroshi Fukuda , é uma série com um dos traços (e cores) mais chamativas da revista.

Uma curiosidade: volta e meia a Shonen Magazine e a Shonen Sunday unem força para combater o “mal comum”: a Jump! Edições comemorativas com os personagens de ambas as revistas fazendo pose são de lei todos os anos.

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Neste post eu irei comentar sobre as séries que foram lançadas e canceladas no ano de 2012. Se eu esquecer de mencionar alguma série, por favor me corrijam. Vamos lá:

Estreias: Area D – Tadashii Kodomo no Tsukurikata! – Koakuma Maouden: Senkore! – AKB48, Satsujin Jiken – Hime Hajike – Kawasumi Nahomi Monogatari – Inubu! Bokura no Shippo Senki – Duel, Masters Revolution – Ane Log – Sasami-san@Ganbaranai – Fantasista Stella

Cancelados: Tadashii Kodomo no Tsukurikata! – GanKon – Hime Hajike – Saijou no Meii

Encerrados: Koakuma Maouden: Senkore! – AKB48, Satsujin Jiken – Koutetsu no Hanappashira – Pokemon ReBurst – Hajimete no Aku – Kawasumi Nahomi Monogatari – Sasamisan@Ganbaranai

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Area D, escrito por Kyoichi Nanatsuki e desenhado por Kyung-Il Yang. Um dos títulos mais “sombrios” da nossa ensolarada Shonen Sunday. O enredo conta a história de um cataclisma que acometeu o planeta. Um dia, uma luz estranha explode no céu e algumas pessoas começam a ganhar poderes sobrenaturais – o que causa um tremendo caos por toda a parte. Para conter estas pessoas com poderes, foram criadas prisões especiais. Doze anos se passaram e a mais famosa delas é a Ilha D (ou Área D).

Obviamente o local é uma terra de ninguém, onde gangues internas oferecem tormentos aos prisioneiros e aos guardas. Satoru, um garoto inocente e medroso que tem o poder de desmontar objetos só de tocá-los recebe a ajuda de Jin, um outro sobrehumano – considerado um dos mais poderosos.

A série tem uma arte linda, saída das mãos do sul coreano Kyung-Il. Como já foi dito, embora seja um título com uma violência atípica na Sunday, a série tem se dado muito bem na revista.

Tadashii Kodomo no Tsukurikata!, de Mario Morita e Takayoshi Kuroda. Em um futuro onde uma pandemia anula a maior parte da humanidade, um rapaz chamado Raito é encarregado de viajar de volta para o passado para evitar que tudo isto aconteça, atacando o cerne do problema. Mas o que iria desencadear toda esta hecatombe? Simples: o fato de uma garota, chamada Yuu Tanaka, não ter tido filhos com seu amigo de infância, Kyouko Takane.

Com este enredo bizonho (e um nome longo e ridículo, cuja tradução seria algo como “A maneira correta de fazer filhos perfeitos”), Tsukurikata! é um exemplo de fracasso na Sunday. Ainda arrastou-se por sete longos volumes antes de ser limado da revista.

Koakuma Maouden: Senkore!, de Noriyuki Konish. Um jogo da produtora Konami transformado numa mini-série em dois volumes e publicado na revista como um gigantesco anúncio semanal de 20 páginas.

Não sei muito bem o enredo porque pouco se falou sobre este mangá e menos ainda do jogo – que foi um exclusivo pro mercado japonês. Vamos para o próximo.

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AKB48, Satsujin Jiken ou Akihabara 48, um manga em poucos capítulos cuja função era promover o grupo de idols de mesmo nome. Por Aoyama Gosho e Gotou Masaki, mostrava as meninas bonitinhas em uma aventura de ação e mistério, envolvendo assassinatos de outras idols e coisas do tipo. Nhé… durou uns nove capítulos, totalizando apenas um volume. Para o próximo!

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Gan-Kon, manga de Kenji Sugawara. Conta a historia de Tagamori Shinta, um garoto que adora cantar suas colegas de classe, mas é sempre colocado para escanteio. Um dia, ele se vê caminhando a esmo e encontra um estranho altar, onde decide fazer um pedido. E adivinha só… agora ele tem muié!

Outra série de comédia romântica a lá Oh My Godness, segurou as pontas o quanto pode e depois foi transferido para a revista virtual Club Sunday (uma maneira gentil de dizer que foi cancelado).

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Hime Hajike, obra de Crystal na Yousuke. Um daqueles gags mangas bobos, sobre uma princesinha vivendo altas aventuras. A série foi um fracasso tão grande que foi cancelado com apenas três volumes… Para isto acontecer com uma série na Sunday, que costuma dar chances longas para suas séries, é porque a obra devia estar bem mal mesmo!

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Koutetsu no Hanappashira, obra de Hiroyuki Nishimori. Conta a história do sortudo Omaezaki Sanemichi, que nasceu em uma família rica e poderosa. O garoto também parece perfeito: é bem-humorado, inteligente, atlético e bonito. Mas um dia a empresa da família de Sanemichi entra em colapso e seu pai foge. Sanemichi e seus ex-funcionários, os irmãos adolescentes Natsuno e Asasuzu e o avô Furukawa, são deixados sem um centavo. Agora Sanemichi terá de manter o seu comportamento cavalheiresco, apesar da humilhação e muitas dificuldades que ele enfrenta.

Embora seus rankings fossem bons e a série estivesse começando a fazer sucesso, ela teve um encarramento apressado. Provavelmente envolvendo problemas pessoais do autor.

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Pokemon ReBurst, da já conhecida franquia Pokémon!, desenhado por Mitsuhisa Tamura e escrito porJin Kusude. Pokémon ReBurst conta a história de Ryoga, um garoto destemido que parte em uma jornada para se tornar forte e encontrar seu pai desaparecido e o misterioso guerreiro Alcatess (Arukatesu).

Neste enredo, a grande novidade para a franquia são as jóias “Burst” que funde-se ao corpo de seu portador, fazendo com que ele fique com a aparência e habilidades do Pokémon armazenado nela! A série escorou-se nos fãs de Pokemon e terminou tranquila.

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Saijou no Meii, obra de Takashi Hashiguchi. Saijou Mikoto nasceu com um grave problema de coração, mas graças às incríveis habilidades do cardiologista Shindou Mamoru, ele sobreviveu e decide mostrar ao médico sua gratidão se tornando também um cirurgião pediatra.

A série médica começou promissora, mas aos poucos começou a perder forças. Terminou sendo cancelada com 11 volumes, o que não é um grande feito na Sunday, mas também não passou tão despercebida assim.

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Minha nossa, quantos cancelamentos e encerramentos! Hajimete no Aku, obra de Shun Fujiki, era uma série escolar, misto de romance e comédia com uma pitada de sci-fi. Meio doida, meio irrelevante, terminou com 15 volumes. Mais uma vez, não grande coisa em se tratando da Sunday.

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Nadeshiko no Kiseki – Kawasumi Nahomi Monogatari, obra de nominho comprido por Naohiko Ueno e Eko Yamatoya. Esta mini-série foi para homenagear as mulheres do time de futebol feminino do Japão que ganharam a copa feminina em cima da fuça das americanas. Durou pouquinho, era só comemorativo.

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Duel, Masters Revolution, história de Kanzaki Shido e desenhos de Takahashi Shinsuke. Kouya Mirai joga um jogo de cartas conhecido como Duel Masters desde pequeno. Agora, com quinze anos, ele nem queria mais saber do jogo, mas seu amigo Shiratori Manami o leva para trabalhar numa loja de card games. Lembrando dos bons tempos, ele decide voltar a jogar… mas com uma diferença: agora ele pode fazer as entidades das cartas tornarem-se realidade!

Acabou sendo cancelada rapidamente, com cinco volumes.

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Ane Log, série de Kenji Tagushi. Enredo básico calçado em ecchi e incesto: quando Konoe Moyako e seu irmão mais novo, Akira, eram jovens, ele disse que queria se casar com ela. Quando crianças isto até que era bonitinho, mas agora os dois são adolescentes! Moyako está convencida de que vai ter que fazer o irmão parar de ficar obcecado por ela… mas as coisas que ela faz não ajudam!

A série segue firme e forte com um dos mais manjados enredos do gênero para fappeiros. Ganhou até anime e vai indo razoavelmente bem na revista.

Sasami-san@Ganbaranai, de Akira e Hidari. É uma série de light novels que foi transformada em uma mini-série em manga. Conta a história de Sasami Tsukuyomi, uma garota introvertida apaixonada pelo seu irmão (de novo?!) e que parece possuir poderes estranhos que precisam ser despertados.

A série encerrou-se naturalmente em 2013.

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Fantasista Stella, obra de Michiteru Kusaba. Trata-se de uma saga futebolística que acompanha a carreira de Teppei Sakamoto, um rapaz que, para variar, deseja ser o maior jogador de futebol do mundo!

Esta série já teve uma outra saga que durou 25 volumes e agora esta fase “Stella” é a nova que está em andamento na Sunday. Seus rankings são sempre medianos, mas a série sobrevive.

Bem, este foi o agitado ano de 2012 da revista! Tivemos onze estréias, embora algumas fossem mini-séries que terminaram no mesmo ano. Vejamos, num próximo post, como foi o ano seguinte da mitológica Sunday!

2 respostas em “Shonen Sunday: Safra 2012

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