O “de fã para fã” criou e matou a possibilidade de um mercado de animes no Brasil

Você alguma vez já se perguntou do porquê da existência dos fansubs de anime?

“Mas isso é óbvio, as séries não chegavam no ocidente, então os fãs resolveram fazer de tudo não só para ver aquilo que queriam, mas também para montar uma base maior de fãs e mostrar para as empresas que elas deveriam investir nesse mercado”.

Uma viagem no tempo e no espaço para entender o presente

Ok, essa seria a resposta padrão. Mas é sempre bom voltarmos um pouco no tempo para entendermos algumas coisas. Caso você não tenha acompanhado o #TezukaDay, é preciso dizer que os animes chegaram aos EUA por meados da década de 1960, com obras como Astro Boy e Speed Racer. No entanto, essa leva inicial foi interrompida por movimentos moralistas americanos que tinha como objetivo “melhorar” a qualidade da programação televisiva voltada ao público infantil, sendo o maior expoente deste movimento o “Action for Children Televison“. Ainda em busca de um mercado tão lucrativo quanto o americano, os distribuidores japoneses passaram a investir nas obras com teor mais adulto, o que, em um país onde os desenhos animados estavam tão marcados como produto voltado ao público infantil, resultou em retaliações que afastaram os japoneses do mercado.

Assim, o que poderia ter sido o início promissor da exportação da mídia animada japonesa para os EUA acabou não tendo grande sucesso contínuo, ficando limitado aos canais japoneses da Tv a cabo voltados para as cidades com maior concentração de populações asiáticas, sendo postergado para o final da década de 90 e início dos anos 2000.

É no vácuo deixado durante esse período e o surgimento das fitas VHS – cujo formato era compartilhado entre Japão e EUA, facilitando as coisas – que a ideia dos fansubs (“FAN SUBtitles”) começa a tomar forma nos moldes do que conhecemos, ainda que de uma maneira bem arcaica na década de 70. Como comenta Henry Jenkins no seu artigo “When piracy becomes promotion” de 2004 (e de onde eu tirei parte desse contexto histórico), ainda era um tempo onde grupos se reuniam, especialmente em universidades, para poder assistir às animações japonesas, mesmo que sem legendas. Jenkins conta de suas experiências na década de 70 quando ia a alguns desses clubes e antes da exibição do anime, alguém que entendia japonês narrava o que iria acontecer na tela para que as pessoas pudessem ter uma noção do que estava realmente acontecendo.

É somente na década de 80 e especialmente nos anos 90 que os fansubs começaram a crescer, mesmo que dentro de um processo lento e gradual. Afinal, mesmo com o avanço das fitas VHS, ainda era caro ter os equipamentos necessários para colocar as legendas na tela e as traduções eram bem grosseiras, muitas vezes erradas, mas que permitiam ao fã entender a base do que estava passando.

A ideia daquela época era simples, mas vanguardista: Primeiro, satisfazer as vontades pessoais dos fãs de ter a possibilidade de ter um contato com os animes e, segundo, criar demanda no país. A partir desse processo, muitos grupos e clubes de animes se transformaram em pequenas empresas que licenciaram títulos para trazê-los aos EUA de maneira oficial e com uma qualidade bem maior. Não só isso, a década de 90 marca a percepção por parte das companhias de que existia de fato essa demanda de mercado e que ali havia algo em que se investir. É assim que nasce o mercado norte-americano de animes e produtos relacionados, crescendo vertiginosamente até seu ápice em 2003, quando chegou a ser um mercado de 4.84 bilhões de dólares. Ainda que hoje este mercado tenha caído de valor de forma gigantesca (por diversos fatores que não cabem aqui analisar), em 2009 a JETRO – Organização do Comércio Exterior do Japão (em tradução livre) avaliou o mercado americano de animes e produtos relacionados (incluindo DVD, BD, filmes e goodies) em U$2.741 bilhões em 2009, sendo as vendas de DVD responsáveis por US$306 milhões de dólares (em comparação, no mesmo ano o lucro japonês com vendas de DVD e BD foram de U$865 milhões).

Podemos analisar essa queda de valorização por diversas matizes (crises internacionais, investimentos tardios em exibições online, pirataria etc), mas é inegável que o esforço dos fãs americanos resultou sim em um verdadeiro mercado de anime (e talvez por consequência, mas não posso afirmar com certeza) e mangas no seu país.

E o Brasil?

Apesar dos animes já fazerem parte da televisão brasileira e do cotidiano de um nicho de fãs bem antes da explosão que foi Cavaleiros do Zodíaco a partir de 1994, é com ele que começa nossa história de fansubs e distribuidores. Um dos primeiros – se não o primeiro, infelizmente não achei uma fonte confiável sobre a história dos fansubs no Brasil – grupo a traduzir, legendar e distribuir pelos correios, ainda em fitas VHS à preço de custo, “de fã para fã”, diversos animes foi o BAC – Brasil Anime Club. Fundado em 1997, tinha como mote a mesma ideia dos grupos americanos: Possibilitar que os fãs dos desenhos japoneses entrassem em contato com as obras mais recentes e diversificar as temáticas, além de criar demanda para que os animes fossem levado a sério pelas empresas brasileiras e que um mercado se formasse como acontecera nos EUA.

E de fato isso aconteceu. Posteriormente surgiram outros grupos e a popularização dos computadores pessoais e da internet possibilitou que hoje tenhamos uma gama significativa de fansubs trazendo para o país os mais diversos animes que de outra forma não poderiam ser vistos pelo público brasileiro (que não entende inglês).

Porém, ocorreu uma mudança fundamental no Brasil que nos diferencia do fenômeno nos EUA. Apesar de termos sim criado uma fanbase sólida com interesse maciço nas animações japonesas, o mercado oficial não acompanhou essa deixa e no momento certo nada foi feito.

O que eu quero levantar aqui, primeiramente, é que o Brasil teve um momento muito propício para que o mercado de animes pudesse ter deslanchado. Assim como nos EUA, o início dos anos 2000, com o crescimento fértil dos fansubs na internet à fora, o grande número de produções sendo exibidas nos mais diversos canais com alguns fenômenos de audiência como Pokemon e Dragon Ball Z, era o momento chave da profissonalização desse mercado por aqui. Seja por falta de empreendedorismo dos próprios fãs (se comparmos com os EUA), seja a falta de iniciativa das empresas ou mesmo planejamentos completamente atrapalhados (alguém lembra dos DVD de Vampire Princess Miyu lançados pelo estúdio Gabia?) ou pelas dificuldades burocráticas que são um dos maiores empecilhos para o crescimento do país e para inovações, a questão é que o próximo passo nunca foi dado.

O de “fã para fã” matou o mercado brasileiro de animes

A questão é simples, o primeiro erro cometido foi das empresas, não há como negar. O objetivo primário dos fansubs já foi conseguido há muito tempo, infelizmente sem desencadear o que se esperava. E então surge o outro problema e o porquê desse post. Ainda que o mercado não tenha respondido à demanda dos fãs (e nem penso que vai, principalmente ao ler os posts da Sandra Monte sobre a Licensing Brasil Meeting 2011 no blog Papo de Budega), os fãs não deixaram de existir, na verdade é possível (ainda que sem certezas) afirmar que a demanda apenas aumentou: muitas pessoas assistem e querem continuar assistindo animes. Desta forma, restou continuar refém dos fansubs.

Mas se o momento do início da década passada era propício para a formação de um mercado oficial de animes por aqui, hoje eu acredito que isso é praticamente impossível, justamente por culpa dos fansubs. Daquele tempo para cá ocorreu uma acentuada caracterização na forma como as pessoas querem ter e ver o seu entretenimento. A internet cada vez mais propagada pelo Brasil à fora maximizou a vontade de ter tudo, aqui e agora. Isso torna simplesmente impossível que uma empresa pense em lançar uma série em DVD por aqui, exceção feita aos clássicos que por sofrerem com o saudosismo das pessoas conseguem superar essas dificuldades (vide Cavaleiros do Zodíaco). Até que o contrato seja assinado e o todo o processo de produção dos discos seja feito, o fã não só já viu a série inteira como também a possui em seu HD/DVD/BD na melhor qualidade possível e de graça!

No entanto, se o “de fã para fã” ainda resista em alguns pequenos pontos de forma genuína e honesta, a verdade é que ele serve como desculpa aos fãs e aos “fansubs” (que de fãs não tem quase nada) para perpetuar um modelo de comportamento completamente antropofágico. Se antes o movimento “de fã para fã” tinha algo a alcançar, o “de fã para fã” atual é o maior perigo e o maior impedimento para que sequer exista um mercado brasileiro de animes.

Como eu afirmei no meu post sobre a briga do Punch x Sites de Reencodes, o “de fã para fã” não existe mais, hoje a questão não é mais popularizar os animes ou a cultura japonesa, isso já foi feito!, o que se visa hoje é o dinheiro, o que resulta não só na criação do nosso mercado de animes, mas também no próprio desenvolvimento dos fansubs em si. Afinal, depois de tantos esses anos porque os principais trackers de torrent fecharam e não conseguimos ter algo similar ao TokyoTosho por aqui? O Nahel Argama dá a dica ao comentar sobre a ideia do Punch em criar um sistema de VIP visto o caos que se instalou na internet pós-queda do Megaupload:

Mais que justo, louvável o pensamento destes verdadeiros visionários que só um país como o Brasil é capaz de produzir; lembra um pouco a audácia de Juscelino Kubitschek ao decidir levar o capital de nossa pátria para um lugar organizado como Brasília – afinal, porque copiar o que dá certo ao redor do mundo quando só aqui temos uma solução palpitante e inovadora?

E assim os consumidores de animes agradecem de joelhos aos trabalhos dos fansubs, ainda que precisem pagar por isso. Não! Isso está errado, estamos evoluíndo o que não deveria evoluir, estamos crescendo o que não deveria crescer. Tudo isso pautado naquilo que já virou crença popular: Fansubs (e os sites de reencode) são um favor ao fandom brasileiro de animes ao oferecer esses serviços, ainda que eu precise dar um pouco do meu dinheiro para tal, visto que eles fazem um trabalho “de fã para fã”.

Percebem a total inversão de valores do “de fã para fã” original para o de agora? Criamos um sistema para o fandom que pauta pensamentos que vão contrário à novas opções oficiais por simples caprichos como “não vou poder guardar meus animes no meu HD? Não quero então”. Os fansubs pós-2002 ao mesmo tempo que mantém a chama dos animes viva, queimam por completo qualquer possibilidade de virarmos um mercado de 2 bilhões de reais, algo semelhante ao mercado em crise de animes nos EUA.

SOPA, PIPA e ACTA

Durante os últimos dias muito se falou do SOPA, PIPA e agora, retornando do final do ano passado, o ACTA. Em resumo são legislações (as duas primeiras internas americanas e a terceira de acordo internacional) com o objetivo de proteger a propriedade intelectual, direitos de imagens e autorais. Me questionaram no Formspring o que eu pensava sobre isso, principalmente pela minha posição forte contra o plágio. Acabei não respondendo lá por precisar pensar melhor sobre o assunto e por ter a ideia de escrever isso aqui no blog.

Vou tentar ser objetivo na resposta mais superficial: Não sou exatamente contra a ideia de legislações que discutam as bases dos direitos autorais e suas infrações causadas por terceiros em prol de ganhos financeiros. A questão, principalmente da SOPA e PIPA, é que dar ao governo americano poderes que vão contra a liberdade de expressão, com a possibilidade óbvia de ideações morais e políticas ditando o que pode e o que não pode na internet. Além disso, ambas são legislações que, ao facilitar o processo contra alguém que poderia estar infringindo direitos autorais, mostra-se completamente autoritarista, negando a um direito primário das democracias que é o de inocência até que se prove o contrário em uma casa apropriada para tal julgamento. Por último, castra da internet infinitas possibilidades de inovações ao criminalizar ferramentas, ao invés de buscar formas melhores de combate à pirataria e de reinventar formas de negócios que tenham mais sintonia com o mundo em que vivemos onde o compartilhamento gratuito de cultura é uma das bases. Para um texto mais focado nessa questão recomendo a visão da Valéria Fernandes do Shoujo Café.

E apesar dessas legislações terem sido engavetadas após o colossoal movimento popular (ainda que mediado por grandes empresas), nem tudo são sorrisos. Após toda essa movimentação, fomos surpreendidos pela fechamento do site de compartilhamento de arquivos MegaUpload, o que mostra que não é preciso de SOPA ou PIPA para que todos os direitos básicos sejam ignorados. Além da ironia desse movimento ter acontecido às vésperas do MegaUploads lançar um serviço que mudaria drásticamente o que conhecemos como mercado fonográfico.

 Obviamente que em um país onde os fãs se alimentam de anime quase que exclusivamente por meios ilícitos (e vamos deixar claro isso e deixarmos de ser hipócritas), o fechamento do maior site desse tipo e a consequente caça às bruxas contra sites semelhantes acaba por abrir um espaço que até um mês atrás não se imaginava ser possível. A grande maioria dos sites que disponibilizavam animes no Brasil se utilizavam desses sites de compartilhamento e estão em um verdadeiro caos migratório desesperado para continuar no ar e desesperados pela fonte de renda que vem secando. Apesar de não apoiar tanto PIPA, SOPA ou ACTA, ao entender que a cultura deve sim ser compartilhada o máximo possível entre as mais diferentes pessoas quando isso não envolve e vontade de ganhos financeiros em cima do trabalho alheio (afinal, se Osamu Tezuka, Shotaro Ishinomori e Leiji Matsumoto participaram e usufruiram na década de 50 de um mercado negro de filmes americanos e europeus que rodou o Japão (NAGADO, 2011) para depois se transformarem nos gênios criadores que viriam ser e transformar o que hoje conhecemos como mangas e animes, como pensar o contrário?), e até por isso o Gyabbo! utiliza-se das Creative Commons, vejo nesse caos a possibilidade do Brasil iniciar seu mercado de animes, sendo a bola da vez a versão brasileira do Crunchyroll.

Como eu comentei em um post anterior, o serviço de streaming é o futuro, principalmente para os animes no Brasil (se eles ainda tiverem uma real chance depois de todo esse processo), mas precisa responder à demanda que terá com certos pré-requisitos. O primeiro passo após o anúncio do lançamento foi dado (ainda que de forma demorada), com uma pesquisa de público sendo abertamente realizada. Fazendo um trabalho de real qualidade, existe esperança. Mas estando nas mãos de quem está, eu fico com um pé atrás.

Concluindo, gostaria de saber a opinião de vocês sobre essa (possivelmente) polêmica opinião minha sobre os fansubs brasileiros. Acredito termos poucas esperanças para que ainda venha ser criado um mercado consistente de animes no Brasil, mas da forma mais errada a chance para que ele exista foi reaberta.

Opine!

PS: Não estou pregando a eliminação de todos os fansubs, mas o modelo que temos hoje não é sustentável se pensarmos de uma maneira mais macro como fãs de animes que querem ver o mercado oficial crescer. Fansubs tem seu papel, mesmo que tenham esquecido, e sempre vão existir.

Fontes:

http://shoujo-cafe.blogspot.com/2012/01/algumas-consideracoes-sobre-as.html
http://www.animepro.com.br/a_arquivo/a_colunas/colunas_shoujo51.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vampire_Princess_Miyu
http://www.technologyreview.com/biomedicine/13722/page2/
http://web.archive.org/web/20060823063353/http://www.omda-fansubs.com/group.php
http://www.law.ed.ac.uk/ahrc/script-ed/vol2-4/hatcher.asp#Dissection
http://www.mbbanikenkai.com/?p=2973
http://angela-e.suite101.com/the-history-of-fansubbing-part-1-a203788
http://en.wikipedia.org/wiki/Fansub
http://www.youtube.com/watch?v=IUYlqLlbix0
http://en.wikipedia.org/wiki/PROTECT_IP_Act
http://en.wikipedia.org/wiki/Stop_Online_Piracy_Act
http://en.wikipedia.org/wiki/Anti-Counterfeiting_Trade_Agreement
http://nagado.blogspot.com/2011/12/cultura-pop-japonesa-e-book-gratuito.html
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70 respostas para O “de fã para fã” criou e matou a possibilidade de um mercado de animes no Brasil

  1. Mas o pessoal ficou com algo chamado: Comodismo.

    Porque eu digo do comodismo? Simples, eles se acostumaram demais em ter algo tão rápido que quando veem algo que pode diminuir o ritmo apenas não gostam e negam.

    Imagine o fim da Punch, seria um chororo, mas porque? Pelo comodismo de quem baixava lá, ter tudo rápido acostumou as pessoas a não aceitarem nada mais lento.

    Eu acho que com a Chrunchyroll Brasileira vai se criar o mesmo modelo que existe nos EUA.

    Muitos irão pagar a Chrunchy pra ficar na dela enquanto vão lá no Legendas Horríveis ( já que nos EUA criaram o HorribleSubs, que é o “sub” que ripa os lançamentos da Crunchy para download caseiro ) e baixam o que querem. Isso pode não acontecer? Claro que também pode acontecer isso. Mas o fim dos fileshosts e a comodidade das pessoas em não querer evoluir vai fazer com que todos comecem a pagar e possivelmente baixar mesmo assim.

    Desculpe se falei merda, mas essa é a minha visão.

  2. Esqueci de citar o que não deixa de ser importante, é que junto com o Legendas Horriveis BR, também devem vir os fansubs que não fansubam, nos EUA tem aos montes.

  3. Urso Judeu disse:

    Reblogged this on BLOCO DE MOEDAS.

  4. Saudações

    Serei breve aqui, amigo Denys…

    Não consigo culpar (ou colocar a massa acima da metade da responsabilidade) os fansubs pelo fato dos animes não terem vingado no Brasil como se fazia esperar, entre o fim do último século e o início dos anos 2000 (o chamado “boom” por você no post). Não tiro aqui a gratidão que tenho pelo trabalho deles (os fansubs). Mas se faz necessário enxergar a realidade como se deve e, na maior sinceridade, boa parte das pessoas estão pensando coisas à mais do que deveriam de forma errônea.

    Quanto às leis, vejo com tristeza que as pessoas possuem uma memória muito curta (só pensam em assunto “x” quando se faz interessar). A própria ACTA existe desde outubro de 2007 (tendo causado certo alvoroço no meio de 2008, quando alguns sites pararam de disponibilizar links para downloads temporariamente) e, desde então, vários Países tem entrado em acordo com a mesma (com pouco conhecimento da mídia e da população, por sinal). A queda do MegaUpload nada tem à ver com as propostas de lei SOPA e PIPA (o site iria cair mesmo que tais leis não fossem cogitadas, dado o histórico do site nos ultimos meses), sendo este um fator no qual muitos acabam se enganando (não tem isso em seu post, jovem Denys, mas acabei achando importante aqui comentar).

    Por fim, ações como a Crunchyroll e o Netflix são, atualmente, a aposta de ouro para que todos saiam da forma ilícita de se assistir animes, doramas, filmes, seriados e tudo aquilo que tanto gostam. Só há um ponto em que discordo de você, Denys, pois penso que, independente de quem esteja à frente da vinda do Crunchyroll para o Brasil (no caso a JBGroup), se trata de uma ação que merece atenção e que, minimamente, tem de ter respaldo. É bem verdade que o atual histórico da JBC perante aos olhos de boa parte dos fãs não é exatamente dos melhores. Entretanto, vale a pena responder a pesquisa para se ter uma base de tudo e, dependendo do catálogo que vier e do nível de tradução nas legendas, poderá ser uma empreitada vitoriosa (ou não). Deixarei para ficar com o pé atrás paenas no momento das [vias de fato], se necessário for.

    Talvez o Ketsura tenha razão quanto ao comodismo, da mesma forma que pode não ter. O tempo se encarregará de responder à isto.

    Prometi ser breve, mas acabei extendedndo-me demais…

    Até mais!

  5. oi -q disse:

    tenho que concordar com tudo falado neste post, e digo mais: eu não gosto de baixar animes pelo PC, mas é o único meio que temos de acompanhar as novidades inéditas. Eu gosto de ter o produto em mãos, mas, como isso praticamente está impossível atualmente, não tenho escolha…

  6. Muitos dos problemas em relação à consolidação de um mercado nacional de animes/mangás se dá, ao meu ver, pela falta de um esforço em divulgar esse material efetivamente. Se é possível dizer de comodismo por parte dos “consumidores”, por que não dizer o mesmo das empresas?

    Tanto a difusão via fansubs e o mercado atual de mangás/animes se restringem a uma parcela ínfima de possíveis consumidores – por mais títulos que se tragam, seja via mangá ou via anime, aqueles desconhecedores da “cultura” apenas verão o todo como mais um qualquer (assim como acontece, ao meu ver, com os comics; eu sei que estão lá, mas por desconhecer, acabo por não me interessar e, por consequência, resigno-me à ignorância dessa outra arte, deixando-a passar pelo meu filtro de interesses).

    O problema ainda reside na falta de iniciativa das empresas. Quando martirizam essa distribuição ilícita ainda me pergunto o que se pode fazer como um mero (futuro?) universitário. Acredito que esse comodismo desses otakus seja apenas um comodismo das empresas, é claro que esses animais vorazes por baixarem tudo gratuitamente também possuem sua parcela de culpa – basta ver nos “eventos especializados” quanto eles gastam em supérfluos como broches e chaveiros – porém, mesmo guardando esse dinheiro, em quais produtos oficiais se poderá gastar?

  7. Mauri Link disse:

    “reinventar formas de negócios que tenham mais sintonia com o mundo em que vivemos onde o compartilhamento gratuito de cultura é uma das bases.”

    Se eu produzir um anime e eu o compartilhar gratuitamente, ok. Qualquer coisa fora disso é crime.

  8. Mauricio disse:

    Não sou exatamente um consumidor de animes, especialmente nos últimos 10 anos, então não sei se posso me meter na discussão.
    Mas assisti muitos animes na época do BAC e do Shinseiki.
    Não acredito que o “espírito” do fansub tenha desaparecido por completo, mas vejo sim, muita gente querendo ganhar dinheiro de forma ilícita e pouco profissional, usando o fansub como desculpa.
    Mas é importante também reconhecer que as empresas legais, que deveriam estar ocupando o lugar desses “piratas”, não ajudam em nada o seu próprio negócio. Afinal, como dar sequência a uma série como Yugioh!, com seus 224 episódios, lançando DVDs com apenas 3 (três!) episódios por disco, a mais de R$ 20,00 cada. Façamos a conta: 224 / 3 ~ 75 * 20 = R$ 1.500,00!!!
    Isso parece viável?
    Para ver que um mercado acessível não é impossível, a série do Astro Boy foi lançada aqui com 10 episódios por disco a R$ 30,00 cada DVD (5 discos x 30 = R$ 150,00).
    Usando esse número de episódios pro Yugioh!, teríamos R$ 750,00, ou seja, metade do valor total, o que já fica bem mais viável.
    Não sei bem o que impede os licenciadores brasileiros de formar um mercado de animes de fato por aqui, mas parece ser um misto de falta de profissionalismo, falta de visão, muito comodismo, desconhecimento e ganância.

    • maurinho disse:

      Cara !! Concordo contigo.
      Eles colocam somente 03 episódios no disco e isso é complicado.

  9. Panino Manino disse:

    Meu caro Gyabbo, eu te admiro muito, entendi a lógica do seu texto, mas sou obrigado a discordar complemente de suas previsões.

    Há uma pequena confusão acerca de toda essa história.
    Fansubs que visam o lucro são “de fã para fã”? Eles serem ao fã, mas não são para eles. Logo não tem como o de fã para fã morrer se não é ele que está sofrendo nesses tempos.

    Todo esse desespero sobre os sites de hospedagem de arquivos só preocupa de verdade quem queria lucrar com os planos de afiliados deles. Quem quiser continuar distribuindo anime sem custo de hospedagem, ou gastando pouco irá continuar. Tenho considerado escrever um texto sobre isso, a falácia da doação. Eu não sei qual é a estrutura real de um Punch ou semelhante, qual o custo para eles “se manterem”, mas afora isso não é caro hospedar a quantidade de arquivos deles. Eles tem muitos episódios, assim como os sites de reencode tem muitos embora em melhor tamanho, só que ainda assim fica muito longe do maior fansub do brasil na soma de tempo e quantidade de material, o Anime no Sekai. Sabe qual o custo mensal para manter todo o conteúdo deles no ar (pago com doações)? Apenas 280 reais.
    Esses outros grupos que pedem mais doação que isso, e para hospedar o arquivo em serviço gratuito que remunera eles pelo movimento gerado, vendem espaço de propaganda e cacarecos não é para manter os episódios, é para manter a eles mesmos.

    Essa caça as bruxos não vai durar tanto.
    Essas leis não serão aprovadas, o que teremos é apenas uma onda de cumprimento de ações judiciais do lobby da música.
    Os únicos afetadores serão aqueles que fazem apenas por dinheiro.

    Desse modo, o “de fã para fã” continuará.
    Dou como exemplo eu mesmo, que continuo fansubando aqui e ali quando me dá vontade. De tempos em tempos aparecem mais gente que faz um pouco e some. Sendo um trabalho voluntário essa rotatividade de membros e grupos é normal.

    E não, o “de fã para fã” não matou nem vai matar o mercado nacional.
    Qualquer mangá na banca hoje, eu posso ler ele pela internet, o acesso é muito fácil. Por que as pessoas compram então? Simplesmente por que elas querem.
    Essa pirataria não afeta tanto o mercado assim, não dá tanto prejuízo. Uma pessoa que quer comprar vai comprar não importa o quanto você a soterre em com material pirateado, e a que nunca teve intenção de comprar, na pior das hipóteses não comprará mesmo, na melhor mudará de ideia e ira comprar.
    Os caros blogueiros que se orgulham de comprar e importar mangá e discos não são seres privilegiados, vocês não se tornaram esclarecidos por escreverem sobre o assunto, esse é um fenômeno normal que acontece com qualquer um. Qualquer leecher pode passar pela mesma “fase de transição” e se tornar um consumidor regular.
    Só que para isso, o mercado oficial tem que colaborar.
    O mercado de vídeo nacional é falho por natureza, simples assim.
    Temos aqui o detalhe de que a pirataria de discos sempre foi grande então culturalmente eles tem um valor menor, entretanto as pessoas só não compram o oficial por ser de baixa qualidade, ter periodicidade irregular e a relação com a empresa responsável ser ruim.
    O Crunchyroll Brasil, se funcionar como o original fará sucesso sim, não tenho dúvidas disso. Não tem porque alguém não apoiar. Sei que muitos grupos por aí vão iniciar uma campanha contra, mas não se deixem enganar, o mito de que as legendas do Crunchy são ruins são apenas isso, mitos. Na verdade elas conseguem ser mais fidedignas que as de muitos fansubs famosos e prestigiados por aí.
    Eu torço para o que Crunchy funcione bem e pegue a maioria dos animes das temporadas para acabar com o oversub. Sempre vai ter alguém que vai legendar mesmo assim pela questão dos types bonitinhos, mas é bom porque pode forçar os esforços de fansubagem a se concentrarem nos animes antigos sem legendas.

    Quanto a questão dos discos, o anime estando licenciado para transmissão aqui deve encurtar o caminho para os discos, e nisso só espero que eles não sejam tão caros ou que tenha algum plano de vantagens para os assinantes do serviço poderem comprar mais barato.

  10. Ótimo post, Denys. Embora, eu não concorde com alguns questionamentos seus.

    Primeiro que você dá a entender que os animes na atual conjectura não dão vingam no Brasil por causa dos fansubs e a pirataria, quando isso não é verdade. Não dão certo por falta de planejamento das empresas envolvidas no processo. No próprio blog da Sandra Monte mesmo, você encontra diversas críticas e cometários a respeito – ao qual concordo com quase tudo que foi dito lá. Se você quer ganhar o consumidor, não tem lógica lançar um produto de qualidade inferior. Quem vai comprar um DVD da Sailor Moon, lançado naquelas condições pela Angelot Licenciamentos (aposto que depois do primeiro volume, a empresa responsável nem dará mais as caras por aqui)? Não há lógica alguma. O mercado é frágil e as empresas ainda se portam com absurdo amadorismo.

    Sei que você não as isentou no processo, mas deixou frisado ser esse o principal fator;

    “Mas se o momento do início da década passada era propício para a formação de um mercado oficial de animes por aqui, hoje eu acredito que isso é praticamente impossível, justamente por culpa dos fansubs”

    O segundo ponto, é quanto ao “de fã para fã”. Os tempos mudaram, ninguém quer “trabalhar” de graça. Eu fiz parte de um scanlation e sei que é algo que se faz por amor, porque o reconhecimento é quase perto de zero. Você dedica horas do seu tempo pra traduzir, limpar, reconstruir, fazer diagramação e as vezes não recebe nem um muito obrigado. Os comentários são poucos e a grande maioria, só sabem cobrar. Antigamente, o de “fã para fã” certamente era muito mais prazeroso, justamente por causa das poucas opções. Acredito que nos fansubs, deva ser algo parecido. Então, não ligo quando pedem doações ou coisa do tipo, desde que eu tenha a opção de não doar diretamente e não sofra restrição por causa disso.

    Claro que não os isento completamente, porque toda essa fome por lucros desencadeou uma corrida maluca por títulos. Eles abraçam mais do que podem suportar e acabam oferecendo um trabalho porco. Há muita guerrinha de ego, muito olho grande visando somente os lucros. E isso é ruim, concordo com você. Acaba sendo uma linha tênue, pois ao mesmo tempo que não é condenável a pessoa querer lucrar com aquilo que ela dedica horas do seu tempo livre, é altamente questionável o que oferecem, visando somente os lucros.

    Espero que a minha linha de raciocínio não tenha ficado muito confusa XD

    Enfim, os tempos mudaram e o de “fã para fã”, hoje pertence somente ao mundo underground, formado por pequeninos scanlations (como mencionado no post do Didcart) ou fansubs que se dedica a animes antigos e sem grandes possibilidades de muitos views.

    • Taz disse:

      Agora você está criando desculpa para justificar um ato ilegal. Fansub é “ILEGAL”, não existe “MAS”. Essa coisa de “Ah! Eles tem o direito de cobrar pelo trabalho que estão tendo”… É por isso que traficante e flanelinha não somem deste país.

      • rgfdgdf disse:

        Não só é ilegal como desonesto pois eles não repassam nenhum centavinho do que lucram a quem produziu os animes que eles distribuem.

  11. Nhom disse:

    Acredito que estamos diante de um amadurecimento do público, mas eu eixo uma pergunta: o fato de ter séries americanas para baixar acabou com os canais à cabo no Brasil? Tirou a possibilidade do Netflix? Talvez agora, com o poder de consumo dos brasileiros aumentando, seja o momento de investir em entretenimento, porque se você pensar bem boa parte da população vive com bem pouco, como queremos que DVDs de anime sejam um sucesso?

    • Denys "Fantasma" Almeida disse:

      O fato de ter séries americanas para baixar não acabou com os canais de Tv à cabo primeiro porque eles já existiam antes da expansão da internet como distruibuidora de séries, diferentes dos animes no Brasil que nunca consolidou seu mercado de animes, percebe a diferença?

      • maurinho disse:

        ´´O fato de ter séries americanas para baixar não acabou com os canais de Tv à cabo primeiro porque eles já existiam antes da expansão da internet como distruibuidora de séries, diferentes dos animes no Brasil que nunca consolidou seu mercado de animes, percebe a diferença?´´
        Meu amigo,vc matou a charada !! É isso mesmo.

        • maurinho disse:

          E mais: Tenho a impressão que os caras aqui no BRASIL acreditam que animes são somente para crianças e por isso não vale a pena investir pesado nesse mercado.

          • KiaH disse:

            Nisso se engana. Não é se um produto é produzido para crianças ou não, se ele dá dinheiro, vão acabar vindo para cá. Caso contrário, não teríamos a grande franquia que se tornou Ben 10, Hello Kitty, Pokemon e até mesmo Tom e Jerry & cia no Brasil. Nunca notou a quantidade de produtos a venda em montes deles por ai? E com 90% oficial.

  12. Jader disse:

    Não vejo problema em pedir doações. Eles estão no direito deles de pedir, e eu no meu de NÂO DOAR!!! Se um fansub vier com essa história de “ou doa, ou não baixa”, eu troco de fansub e pronto.
    Já o mercado brasileiro de animes não terá o meu comentário, uma vez que ele simplesmente NÂO EXISTE!!!

  13. Panino Manino disse:

    Digo mais, dizer que o “de fã para fã” mata o mercado é alimentar o discurso dessas empresas de apontar um vilão para a própria incompetência.

    • Denys "Fantasma" Almeida disse:

      @Panino e Roberta
      Acho que ficou faltando algo aí. No meu texto friso bem que parte da culpa pela não existência de um mercado de animes no Brasil está sim nas empresas que não souberam explorar o melhor momento que foi o início dos anos 2000. Não tiro a culpa deles. A questão é que no momento atual, hoje, após esse vácuo deixado pelas empresas, criou-se a “cultura do fansub”, onde o mote do “de fã para fã” cega as pessoas e fazem elas acreditarem que o melhor são os fansubs e não há outra opção. Esse mote mata, que criou o espaço propício para o mercado de animes e que foi disperdiçado pelas empresas, hoje (friso no “hoje”), com seus speedsubs, doações, oversubs, subs de animes licenciados no Brasil (estou para entender porque ainda legendam algo de CDZ quando se sabe que virá para o Brasil), os fansubs impedem sim que o mercado tenha sequer uma chance de tentar. É óbvio que não se retira a culpa das empresas, mas o “de fã para fã” de hoje criou um modelo de comportamento nos fãs que dificulta a possibilidade de consumir material oficial físico e por isso tenho esperanças com o Crunchyroll.

      Gyabbo!

  14. Panino Manino disse:

    Continuou discordando fortemente.
    Claro, assistir de fansub, principalmente speedsub é muito cômodo, mas por qual motivo as pessoas trocariam um serviço oficial, feito direito, na velocidade certa, por um de qualidade duvidosa e pagando por isso? Não tem motivo nenhum.
    São poucos os que podem acompanhar 20 séries por temporada assim que os episódios ficam disponíveis, a maioria escolhe alguns série para dar prioridade e as outras assiste quando der vontade.
    O Crunchyroll disponibiliza depois de pouco tempo o acesso gratuito aos episódios em qualidade razoável e ganha um pouco das propagandas através do trafego gerado, maios ou menos a mesma fonte de lucro dos fansubs. Se tem gente disposta a “doar” para os fansubs, também tem para assinar uma mensalidade barata, e por que não fazem isso? Porque o serviço não existe.

    Quando há algo oficial por aqui é extremamente esporádico, de nicho e qualidade duvidosa.
    Não houve até agora nenhum esforço sério do mercado oficial, logo, fracassou e as pessoas falam mal com razão.
    Se essa iniciativa do Chunchyroll se mostrar séria, vai dar certo, não tenho dúvida.
    Vai fazer fortuna de cara? Não vai, mas pelo menos vai se sustentar. Que os fansubs continuarão tentando tirar seus trocados disso? Sem dúvidas, mas não vai matar nenhum serviço que seja feito direito e com decência.
    Esses grupos só prosperaram porque se organizaram minimamente para dar ao otaku o que ele queria, e foram iniciativas iniciadas do zero, sem capital nenhum. Não tiro o mérito nem a razão do Tetsu do Punch que como falei merece crédito por ter conseguido fazer e se estabelecer no espaço vago deixado pelos representantes oficiais.

    Enfim, se nem com a completa ausência do mercado oficial os fansubs não conseguiram matar ele, não é agora que isso vai acontecer.

  15. Iago Moraes disse:

    Não vou escrever um texto grande apenas opinar os subs nunca foram culpados. O que acho é que animes nunca tiveram espaço por aqui primeiro por causa da forte censura quem não lembra que Slayers teve uma incrível brica para que fosse exibida por aqui na época do Band Kids, animes também nunca tiveram boa audiência por aqui pelo horário ser sempre voltado a um publico bem infantil que convenhamos prefere bem mais um perna longa do que um CDZ apenas grandes franquias tiveram sucesso como DBZ, Naruto, CDZ nem dá para dizer que Dragon Ball teve sucesso pois não teve então a culpa é dos telespectadores, da TV em si, e do pouco marketing que foi em cima deles. Enfim culpar os Fansub é a ultima coisa que eu faria em sã consciência.

    • Shini-gami disse:

      Concordo. A TV nunca mais fez um bom trabalho na hora de trazer um anime para território brasileiro, por isso os funsubs surgiram. Agora se quer atenção dos fãs, não fique culpando os funsubs e sim faça um trabalho de boa qualidade.

  16. Uma coisa é um site pedir doações para se manter, outra é cobrar uma MENSALIDADE para que tenhamos o seu serviço, vou desenvolver.

    A partir do momento em que se pede uma doação e apenas quem doar vai ter o acesso exclusivo ao suporte de qualidade, isso ao meu ver se torna mensalidade: “Se pagar tem serviço de qualidade garantido, se não pagar é isso que tem.”

    No meu caso, eu poderia pagar mas não quero, mas e o caso de quem gostaria de pagar e ajudar mas não tem condições?! É justo que essas pessoas não tenham o direito?

    “Ah, mas poxa vida, se a pessoa ta doando ela tem que ter algo em troca!” – Então meu amigo, não é doação! Doar é oferecer algo e não receber em troca, no caso quem doa já vai estar recebendo um serviço de qualidade, isso por si só já paga a doação, mas tornando limitado a quem doa apenas, isso se torna MENSALIDADE OBRIGATÓRIA para se ter um serviço de qualidade.

  17. Hidekee disse:

    Concordo totalmente com o que o Panino comentou e ralmente tirou as palavras de minha boca qdo terminei de ler o seu post (pulando claro o papo de PIPA, SOPA e ACTA, pq estou cansado de saber dessas leis). Discordo do “fã para fã” mata o mercado. Se colocarem um anime com qualidade, iremos comprar! Eu mesmo quase comprei Martian Sucessor Nadesico americano, só desisti pelo frete deles. Aqui se lançassem eu compraria! Mas a que preço tb? Vejam um preço de um anime que na Amazon americana custa 29 dólares e aqui custam o irrisórios 200 reais! E depois reclamam de falta de vontade de comprar produto original. É a mesma coisa de jogos piratas: Só baixam esses jogos pq não temos acesso aos originais a preços justos.

    O Punch não é tão mercenário qto parece tb. Eles começaram liberando animes por hosts e depois viram que poderiam manter o site e até superar as despesas apenas com os downloads pelo sistema de afiliados. O problema que agora estão mal acostumados e querem “mensalidade” para se manterem. Como Panino citou e conversei com amigos meus, ANSK mantem BOTS MELHORES do que dos americanos e com custo baixíssimo.

    Acho que o mercado existe e dá para ser explorado. Falta é vontade REAL das empresas de investirem aqui. Isso até lembra a Sony com seu eterno medinho de trazer oficialmente o Playstation no passado argumentando que tinha pirataria. Hoje a PSN brasileira está crescendo e tem tudo para ser grande, surpreendendo a Sony que subestimava o Brasil. O que acontece com os animes é algo similar. Subestimam a capacidade dos fãs de comprar e de distinguir o que é bom do que é ruim. Se colocarem para vender um DVD/BD de Fate/Stay Night da Animax, não compro nem sob tortura!

  18. @Hidekee

    Só te complementando, vale lembrar que na PSN americana e a de outros paises possuem MUITOS brasileiros cadastrados, acontece que muitos não migram para a conta brasileira porque depois de anos eles perderiam seus troféus. Mas se for pegar realmente o número de brasileiros na PSN, o número é ABSURDO e está sim entre os paises que mais geram lucro para a Sony.

    Outro exemplo de força de mercado é o WoW que vinha perdendo público e trouxeram de forma oficial para o Brasil.

    São mercados de segmentos diferentes, mas que mostra a credibilidade brasileira no ramo do entretenimento.

    O mercado de animes no Brasil de forma legal é visto com muito preconceito por algumas pessoas, pois imediatamente associação a “Anime na Rede Globo”, ou então ao fiasco do Animax, mas esquecem que já tivemos canais que exibiram com muita qualidade e respeito, sendo que nem é esse o caso em questão, agora seria uma distribuição pela internet.

  19. Iago Moraes disse:

    @Leandro Vidal qual foi o canal que exibiu algum anime com respeito? a que mais se aproximou em ter algum “respeito” por animes foia manchete

  20. Panino Manino disse:

    Interessante citar a nossa participação no mercado de jogos.
    Vá em qualquer fórum de video games hoje e o que você vai encontrar? Piraria em primeiro lugar, isso não pode faltar, apesar de que na maioria você pode apenas discutir, já que não tem como te proibir de fazer isso sem ser censura a liberdade de expressão, então apenas proíbem links.
    Mesmo assim, você vai notar que a área mais movimentada é a parte de venda de jogos usados.
    As pessoas realmente compram jogos, e compram muito.
    Nosso mercado está no mínimo no mesmo patamar do México que essas empresas adoram usar de exemplo – e mesmo com PS3 brasileiros continuam sendo uma praga online onipresente – só nosso mercado é extremamente descentralizado justamente pelo abandono das mesmas empresas, e para contornar isso o pessoal faz o que pode.

    Nos últimos tempos as pessoas tem comprado mais jogos por aqui ao invés de importar porque os preços e qualidade tem melhorado, e isso mostra que as pessoas querem consumir.
    É um fenômeno observado em todo lugar. Por mais que uma pessoa embarque em uma mídia através da pirataria, depois que ela se torna consumidora regular daquilo, ela quer ser um consumidor legal.
    Naruto e Bleach não vendem bastante aqui, mesmo estando disponível para baixar em poucos cliques? Os fãs de Berserk não ficam rezando e apertando F5 pelo próximo capítulo? Entretanto o mangá está ai vendendo.

    As pessoas não usam pirataria para deixar de comprar o que elas querem, elas usam a pirataria para consumir mais do que podem.

  21. @Iago Moraes

    Além da Manchete tivemos o Cartoon Network com o Toonami durante um bom tempo, por um curto periodo de tempo tivemos a Band com o Band Kids.

  22. Iago Moraes disse:

    @Leandro Vidal? Band Kids que exibiu Tenshi todo misturado com aberturas e encerramentos trocados que saia e entrava no ar a cada crise de audiência se isso é respeito acho que tenho um conceito bem diferente de respeito o CN nunca vi nenhum anime deles então não posso falar. Bom mas fico por aqui chega disso.

  23. Pss disse:

    Não tenho a mínima noção da importância do Punch, porque não costumo acompanhar animês da temporada, então tenho tempo de caçar alguma coisa que esteja dentro dos meus critérios. Não sou exigente com qualidade de vídeo (embora o seja com a qualidade do português das legendas).

    Tenho a leve impressão de que está sendo radical demais, embora entenda perfeitamente bem seu ponto de vista (embora alguns argumentos tenham ficado um pouco falhos).

    Temos uma deficiencia gigantesca nos investimentos em séries no geral (não só animês, pq o mundo não gira em torno disso, afinal), na minha opinião. Atrasos, problemas com boxes, cancelamentos, preços altíssimos. Não confio no mercado, ainda mais para o tipo de produto que consumo. Mas acredito que o lançamento de séries grandes e cheias de hype seria realmente mais fácil sem esse sufocamento que os subs causam.

    A descrença do mercado e a promessa do “de fãs para fãs” me tira as esperanças de ver uma realidade diferente da atual. Mesmo a crise dos sites de hospedagens só vai criar novas formas de burlar a lei e os direitos autorais, não ponho fé nenhuma no Crunchyroll também, como fã de animês menos populares. Para quem gosta de coisas mais “famosas” será um prato cheio, mas para quem caça coisas mais antigas, pequenas e de qualidade, a morte dos fansubs seria provavelmente o fim de tudo.

    Com tudo isso, só concluo que sou conformista. No dia que lançarem DVD’s com a temática que me interessam com episódios o suficiente e preço acessível, aí eu compro. Porque o faço com todos os outros tipos de entretenimento, porque não faria com animês?

    Como disse sabiamente Neil Gaiman, a maioria de nós não conhecemos algo comprando as cegas, e sim lendo numa biblioteca ou imprestando de um amigo. Se o produto tiver qualidade o suficiente, compraremos. Isso vale para tudo.

    • Denys "Fantasma" Almeida disse:

      Gostaria de saber em que pontos meus argumentos foram falhos, de verdade.

      Gyabbo!

      • Pss disse:

        “[…]o mercado oficial não acompanhou essa deixa e no momento certo nada foi feito.

        O que eu quero levantar aqui, primeiramente, é que o Brasil teve um momento muito propício para que o mercado de animes pudesse ter deslanchado.” – Aqui temos um primeiro momento em q se supõe qual a abordagem que você dará ao tema, ou seja, o começo de todo o problema ter sido a falta de investimento da indústria.

        Mas em um determinado momento você muda a abordagem, afirmando que “Se antes o movimento “de fã para fã” tinha algo a alcançar, o “de fã para fã” atual é o maior perigo e o maior impedimento para que sequer exista um mercado brasileiro de animes.”, ou seja, mesmo que tudo tenha sido iniciado pela falta de interesse da indústria, agora a culpa é dos “fãs”, o que dá a impressão (errada) que você acha que os investimentos atuais do mercado seja suficiente e o único problema é o imediatismo do público.

        No geral dá para entender o que você quis dizer, mas acho que a sequencia que você construiu para os argumentos poderia ter facilitado a compreensão da sua perspectiva.

        Enfim…

  24. @Iago

    Concordo contigo que Tenchi Muyo e Slayers são foram exibidos da melhor forma possivel pela Bandeirantes, sendo Slayers meu deus…

    Quando mencionei Band Kids, fiz questão de frizar “por um curto periodo de tempo” que foi justamente a epoca dos episódios inéditos de Dragonball, que foi quando o programa atingiu seu ápice.

    Quanto a Dragon Ball foi exibido de forma respeitosa, aonde se manteve as cenas sem se fazer nenhuma censura e o delay para o canal pago não era tão grande. Quando Dragon Ball Z foi parar na Globo sofreu com censura. Outro anime que não teve maiores danos na Bandeirantes foi Yuyu Hakusho.

    Saint Seiya já é era pós Band Kids e não foi exibido da melhor forma.

    Com relação ao CN não vou desenvolver muito, mas te digo que pós Manchete foi a melhor geração de animes no Brasil.

    Mas o seu ponto de vista é interessante e necessário para esses debates, então de boas, gosto de debater sobre isso e não são todos que estão dispostos.

  25. Me veio mais um tipo de argumento a mente e sintam-se livres para discordar.

    Os animes no Brasil são vistos pelos “não fãs” como coisa para criança. Tivemos a febre dos desenhos animados na Decada de 80 e 90, e foi algo que realmente marcou, vejo que depois disso, todos os tipos de animação são vistos como “coisa pra criança” aqui no Brasil.

    Podem ver que sempre temos os animes exibidos em programas infantis hoje em dia, ficam geralmente entre Ben 10 e Bob Esponja hehe… é algo que está estigmatizado e sinceramente acho que vai ser dificil de mudar.

    Posso citar uma coisa que achei curiosa na pesquisa feita pela Japorama primeiramente pergunta a sua Idade no item 4, até ai nada demais, mas logo depois no item 6 pergunta se você recebe mesada dos seus pais. Ao meu ver essa pergunta entrega um pouco do mercado que pensam em atingir, pois não precisava ser feita se já se sabe a idade do entrevistado, essa pergunta já remete a uma “uase certeza” da parte deles de que muitos recebem mesada e possuem uma faixa etária muito jovem.

  26. Valdeir disse:

    otimo post
    concordo com varios pontos do que foram ditos e realmente exitem muitas pessoas que foram atingidas por essas leis antipirataria, porém eu nao acho que o “de fã para fã” ou qualquer outra forma ilicita de exibiçao e venda na internet tenha destruido a chance do Brasil começar um mercado de animes, na verdade eu acho até que os fansubs e os pioneiros que trouxeram os animes para o Brasil contribuiram muito com o crescimento cultural e artistico.

    o brasil tem poucos estudios de animaçao com estrutura pra criar animaçoes em serie, esses poucos estudios nao tem interesse em entrar nessa area por que sabem que serao comparados com animaçoes japonesas. apesar disso, o mais importante é que ninguem se mecheu ainda pra fazer algo simplesmente pelo motivo de inspirar as proximas geraçoes, o Brasil carece de pessoas que queiram realmente fazer um trabalho visionario, nós temos a maior concentraçao de pessoas criativas, somos bem vistos no mercado exterior por sermos uma mao de obra proativa e diversificada, mas nao deixamos de lado a porra do futebol, o carnaval e o BBB.

    nós brasileiros ficamos buscando desculpas do “porque Brasil nao tem…” nao tem pq ninguem quer fazer, simples assim. nao tem pq ninguem quer encabeçar um projeto incerto e sem certeza de retorno financeiro simplesmente pelo valor intelectual. as pessoas acham que as coisas brotam da terra ou se materializam do nada, todas as coisas tem um inicio simples, alguem tem que começar a fazer e dar os primeiros passos, só depois que esses primeiros passos forem dados é que as empresas/estudios vao começar a voltar os olhos pra produçao nacional.

    • Denys "Fantasma" Almeida disse:

      Novamente: O que eu afirmei é que SIM, os fansubs tiveram uma grande importância e conseguiram criar demanda para que existisse um mercado de animes por aqui, mas diferente dos EUA, as empresas brasileiras não souberam aproveitar esse momento pra criar o mercado.

      O que estou colocando é que hoje, 2012, o que antes tinha o objetivo de criar uma demanda hoje faz o que? A demanda já existe! Porque será que o box de FMA não vendeu? Porque Paprika não está na estante de todo mundo? As empresas tem MUITA culpa nessa história, mas me impressiona como as pessoas se negam a colocar os fansubs nessa conta.

      Gyabbo!

  27. Fernando disse:

    DVD não tem chance contra DOWNLOAD, por isso os fansubs têm vantagem, mas o Crunchyroll pode mudar isso, e fazer o mercado oficial de animes crescer no Brasil.

  28. Sandra Monte disse:

    Você acha que sou texto é controverso, Denys?
    É que você não leu os meus então.. hahahaha

    Hoje, o que mais “mata” não são necessariamente os fansubbers. Mas, a total FALTA de apoio ao trabalho original…

    Fanusbbers e scans: um mal necessário? 07/02/2011
    http://www.papodebudega.com/2011/02/fansubbers-e-scans-um-mal-necessario.html

    O streaming e a mudança de comportamento do otaku brasileiro… 01/09/2011
    http://www.papodebudega.com/2011/09/o-streaming-e-mudanca-de-comportamento.html

    Sandra Monte

  29. Kalyu disse:

    Opa opa, segura as pontas aí. Eu li direito!? Desejam que o mercado de animes cresça no Brasil?! É brincadeira isso, né?! Se o brasil importar animes para cá, vai ser a maior merda, veremos animes dublados(mal dublados), animes censurados(já censuraram a palavra “trevas” no Yu-Gi-Oh!. mutilaram Samurai X na globo, chegaram a diminuir pela metade episódios de Naruto, sacanearam com a dublagem de One Piece e o diabo a 4) e não teremos legendas informativas, de cunho cultural, explicando tal expressão ou palavra, de seu significado ou do porquê de estar sendo utilizada em determinada frase, sem mencionar que as dubladoras brasileiras se baseiam nas dublagens americanas(que são porquissimas), que além de inverterem timbres das vozes(nem a idade dos personagens respeitam nos EUA), não respeitando nem a obra original, como ela foi dublada no idioma nativo, ainda adulteram palavras e expressões para se adaptarem ao seu idioma, tirando todo o seu brilho.

    Aí alguns vão me dizer que “Isso é necessário”. Não, nunca é, pois quando você respeita a cultura alheia e anseia por aprendizado, ou mesmo que não anseie, e aprende, acaba se sentindo satisfeito com isto e é um ponto positivo para a população global como um todo e eu pessoalmente, acho a mística de vivermos num mundo onde várias pessoas de países diferentes, embora da mesma raça, falam idiomas completamente diferentes, tem costumes completamente diferentes e buscam entenderem uns aos outros, para estreitar as relações com o fim de nos aproximar, mesmo que pareçamos “A Família Addams” uns para os outros.

    Sobre o Brasil ter a possibilidade do mercado de animes ter sido prejudicado pelos fansubs, mesmo sendo um pouco(apenas um pouco) verdade, isso se deve mais a incompetência dos brasileiros(que gostam de fazer parecer que entendem das coisas), mas que no final, mesmo no nicho empresarial, acabam copiando o jeito(porco) de operar alheio, ao invés de tentar sempre inovar, aprimorar e entregar um produto da mais alta qualidade, com um nível de diversificação que possa agradar aos mais variados gostos(não digo “agradar todos” pois isso nem Jesus conseguiu, pregando amor e paz).

    Sobre a briga de Punch(fansub lixo e mercenário) x Sites de reencode, a única coisa que ficou clara pra mim, é que o “jeitinho brasileiro” de se dar bem, tentou ser utilizado, novamente(talvez) e dessa vez, acabou sendo descoberto e deu no que deu, uma guerra infantil, na qual os sites de reencode foram vitimas, mas que retaliaram de forma infantil também e que todos foram hipócritas, pois tudo que fizeram, não tem base legal para sequer reclamarem oficialmente, junto as autoridades, devido a chamar atenção a pirataria com a qual colaboram.

    Por fim, gostaria de deixar claro, que eu seria a favor de se defender os direitos autorais, se por acaso vivêssemos num mundo justo, onde os políticos são exigidos ao máximo sempre, em prol da população e onde não há corrupção e se distribua melhor as riquezas, dando condições dignas a todos, caso contrário, eu sou a favor de todos que escutam musica online ou baixam episódios para ver, porque ser hipócrita é uma coisa, ser justo é outra porque sou consciente que o mundo todo dá mal exemplo, em coisas muito maiores/prioritárias que deveriam ser reparadas e os governos e empresas simplesmente ignoram isso, então não podem reclamar de que sejam prejudicados pela grande massa, pela grande maioria, que acaba por retribuir a eles, de certa forma, as gentilezas que nos transmitem ou a nossos irmãos humanos que são abandonados a própria sorte(ou falta dela).

    Se querem abrir novos e prósperos horizontes, não somente numa área, mais em todas, que se trabalhe para trazer melhorias, que se mostre isso o tempo todo, eu cansei de ver noticia ruim na televisão, já faz bem tempo, e que quem tenha dinheiro(celebridades e empresas), parem de enganar o mundo com suas míseras esmolas que não resolvem nada, que os eleitores parem de vender seus votos, que a educação seja a nossa maior meta, para termos qualidade no futuro, que os politicos sejam forçados a tornas nossas leis mais justas e sem “brechas”, e depois que tomarem todas as providências certas e o mundo seja de fato, um lugar digno para todos, que se estenda a ética que se usou para corrigir as desigualdades para melhorar qualidade dos serviços e para se fazer realmente, como deveria ser, CUMPRIR A LEI

    Obs: por isso que evito comentar em Blogs/Sites, acabo que evoluo o assunto, e acabo saindo do objetivo do tópico, mas me orgulho disso.

    Abraços a todos e obrigado pela paciência!.

  30. gustavo n mendes disse:

    Eu acho que o “de fãs para fãs” não prejudica TANTO o mercado assim, a empresa brasileira que ferrou com 90% das chances dos animes darem certo aqui: censuras desnecessárias (até o desenho do cartoon network apenas um show foi censurado por conter um beijo de língua de personagens em 16 pixels sendo que a animação é original da cartoon network, a CN latina que fez a censura http://www.anmtv.xpg.com.br/apenas-um-show-cartoon-network-censura-desenho/ e o pior é que a classificação indicativa é maiores de 12 anos), dublagens pobres (antigamente as dublagens eram ótimas, mas agora veja Bleach dublado é muito ruim), horários ruins (atualmente o canal Sony Spin passa, se não me engano, por volta das 2:30 da manha ate as 7:00, mas antes era todo dia eu chegar da escola e passava vários animes). Estou torcendo pro Crunchyroll dar certo tanto quanto torci para One piece ser republicado aqui, ainda mais que vão ser episódios com uma legenda de qualidade superior (espero já que é uma empresa especializada).

    Igual oque o Panino Manino falou sobre os scans, vários mangas tem scans disponíveis na internet de graça e nem por isso o mercado de mangas é prejudicado, já que eles são lançados com uma boa qualidade (não ótima) apesar de custar R$10,90. Claro que tem aqueles que falam: “esta disponível online e de graça, pra que vou querer gastar dinheiro em algo que posso ver a qualquer hora e sem custos?” eu evito ler os scans, prefiro muito mais ter o manga em mãos, pra mim perde um pouco a graça ler um livro ou manga online. Mas é claro que eu leio alguns mangas pelos scans como gintama e sket dance ja que é meio improvável que lancem aqui, mas se lançassem eu compraria do mesmo jeito.

    • Denys "Fantasma" Almeida disse:

      Exato, mas o mercado de mangas e de animes tem uma diferença primordial que eu apontei: No mercado de mangas souberam aproveitar o momento e criar esse mercado por aqui, o de animes não. Então se as pessoas continuam baixando e lendo scans, com o mercado de mangas consolidado (ainda que tenha MUITO a evoluir) as pessoas ainda compram, tudo segue em harmonia. Mas o mercado de animes não existe, não chegou a existir, dessa forma os fansubs hoje, 2012, sim, se tornam parte do problema.

      Gyabbo!

  31. gustavo n mendes disse:

    Esqueci de comentar também que minha irmã compra DVDs de filmes e séries mesmo tendo baixado e assistido no computador, só que por um preço justo e com um DVD de qualidade por exemplo o box de Matrix completo por R$30,00 ou filmes da Disney por no máximo R$20,00 (pagar R$40,00 em um DVD de edição normal é um roubo)

  32. Amu-Chan disse:

    Simplesmente o que mata o mercado brasileiro em relação aos animes, é que foi vendido como entretenimento para publico infantil, que todo o material lançado na tv tinha uma péssima dublagem (Vai me dizer que ninguém desligo a tv quando via seu personagem favorito falando de forma extremamente infantill e forçada?), censura descarada, pouca qualidade, falta de continuidade ( Vi dvds de animes que gosto, mas do que me adianta se não tem uma opção de audio japones e legendas , e do que adianta se não tem a promessa de que a série vai ser lançada na integra ? ) , lançamento de titulos muito antigos, reprise descarada e exagerada do mesmo anime sem trazer novidades, inclusive programas sensacionalista que diziam que anime era coisa do diabo (?) , alguém se lembra das discussões banais que YGO e Pokemon gerou, falaram que era incentivo a violencia… Material original com qualidade é dificil , afinal com o a idéia de que anime é desenho e desenho é coisa de criança , eles não levam a sério esse mercado…

    Pq os fansubs se manteem até hoje e tem preferencia ? Audio original, algums possuem uma boa qualidade de legenda, explicações sobre determinados termos japoneses e fatos históricos, abertura e encerramento legendados, vários tipos de qualidade disponiveis, Tem um detalhe que ninguém fala , nem todos os titulos são lançados rapidademente , eu já estou esperando dois meses para a legenda de um OVA sair.

    Material brasileiro original nunca rendeu porque? Nunca foi levado a sério! O material brasileiro sempre foi ruim , e por isso que os subs estão ai . Você prefere comprar um dvd de 20 reais com 3 episódios , sem opção de audio original e legendas em portugues, ou prefere pagar de 5 – 20 reais pela mensalidade de um fansub , onde durante o mês você possa baixar tudo sem limites e em boa qualidade?
    Eu nunca vi um Otaku falando que prefere material dublado, alias acho que a maioria odeia, então pq insistem nesse erro… e material original é criado visando LUCRO e o que não gera lucro não tem vez! ( Não se esqueçam =D)

    Voces falam muito mal de fansubs , mas lembrem que um fansub presta serviço a nós otakus, existe esforço, existe custo, existe tempo dedicado, acho justo sim algum querer mensalidade ou doação desde que não seja um valor abusivo, pq material original brasileiro nunca vai ter essa qualidade , para os brasileiros anime é coisa de criança!! Por isso que não deu certo venda de dvds pois foi elaborado como material infantil, produto original de anime no Brasil sofre preconceito pelo péssimo serviço mostrado inclusive por culpa da tv brasileira.

    E quem fala aqui é uma pessoa que compra mangá (Leio raramente scans de títulos que nunca vão vir ao Brasil), alguém que compra figuras originais, que compra mangas em japones e inglês, que manda importar artbooks , que quer ter tudo oque pode de material original e oficial, não sou alguem do tipo ” Pq pagar se tem de graça”.

  33. Hagi disse:

    Eu pensava da mesma maneira antigamente e defendia a extinção dos fansubbers mesmo usufruindo do serviço das mesmas (sim, muito hipócrita da minha parte….). Sei que dá um trabalhão legendar e editar os animes, e valorizo e considero muito o trabalho das pessoas que fazem isso de graça ou não, mas me sinto culpado por assistir um anime muito bom e saber que o autor não está ganhando nada por isso!!
    Sei que muitos vão querer me matar por causa disso, mas agora acho que os verdadeiros culpados por não termos um mercado forte de animes somos nós. Não digo isso por que tem muito maluco aí usando chapéu de bichos de pelúcia ou agindo de modo extremamente bizarro, mas sim das exigências que cobramos e dos costumes que adotamos quando assistimos à um anime. Por exemplo: a maioria dos fãs não gostavam da forma como eram adaptados os mangás da Conrad, onde eles tiravam os sufixos de tratamento -chan, -san, -kun, e colocavam -inha, Sr., etc. Estaria mentindo se eu falasse que não afetava o “teor” da obra, mas o entendimento e o entretenimento continuava o mesmo.
    Assim, o público ficou extremamente restrito, de um lado os que já estão familiarizados com a cultura e o modo de falar nipônico e de outro lado aqueles que não leem mangá ou anime. Antigamente, se vc comprasse um Fushigi Yuugi da Conrad ou um Video Girl Ai da JBC, você via claramente que eles eram direcionado para o público em geral, e tudo era adaptado da forma mais interessante para os brasileiros. Agora os mangás da Panini e o dá JBC de hoje não, são para os Otakus mesmo. As explicações dos costumes japoneses ficam na parte final do mangá, quando tem explicação. =\
    É lógico que várias outras coisas intensificam essa situação, como o preconceito, a qualidade, o preço absurdo e “incompetência” dos empreendedores brasileiros, mas o pessoal já falou muito disso aqui. Mas o que acho que impede um mercado de animes é realmente os fãs, que não se acostumariam com as modificações e adaptações de suas séries favoritas, e os fansubbers existem para isso: para entregar os animes DE FÃS PARA FÃS.

  34. fausto disse:

    “O “de fã para fã” criou e matou a possibilidade de um mercado de animes no Brasil.”

    Pensando asssim, não haveria mercado de mangas no Brasil …

    • Denys "Fantasma" Almeida disse:

      Errado porque ali no início da última década as empresas investiram no mercado de mangas com produtos que – se hoje não vejo vemos como bons – alcançavam o que os leitores queriam, principalmente em questão de preço. Como eu disse, o “de fã para fã” inicial criou o mercado, criou a demanda, mas ao contrário do mercado de mangas, as empresas no mercado de animes não souberam aproveitar e perderem esse espaço que se abriu.

      Gyabbo!

      • Panino Manino disse:

        Então quem matou o mercado foi o próprio mercado, não o de “fã para fã”. Estes não fizeram nada demais, foi o mercado que deixou de fazer.

        • Denys "Fantasma" Almeida disse:

          Sim, Panino, mas estou seguindo uma lógica cronológica:

          Passado: Fansubs e fãs criaram a demanda + empresas não souberam aproveitar. Esse foi um momento.

          Presente: Fansubs reinam e as pessoas acreditam neles como “de fã para fã” esperando que um dia o mercado de animes vá florescer, mesmo que sem pensar em apoiar o oficial. Esse pensamento (que é o que estou falando do “o “de fã para fã” matou a POSSIBILiDADE de um mercado de animes”) hoje atrapalha. Acredito que o Crunchyroll fará certo sucesso, sem o caos nos sites de download, não teria tanta certeza.

          É preciso acompanhar o pensamento cronológico.

          Gyabbo!

          • Panino Manino disse:

            Não matou nada, essa de “de fã para fã” deixar essa mentalidade de que é de graça é uma grande ilusão, a começar pelo leecher de hoje que nem dá para chamar de leite com pera ou ovomaltino, eles não pegaram essa época ainda.
            Maioria nem conhecia esse lema.

            Uma coisa é certa, o otaku antigo tem uma mentalidade já madura. Não tem como ele ser conta ao não apoiar o mercado oficial, ele só quer que o produto com uma qualidade aceitável como qualquer outro consumidor.

            Os fansubs não estão matando e não vão matar o comercio, porque para isso ele precisaria existir.
            É muito fácil falar que não dá para entrar no mercado com os fansubs aí. Então vão fazer o quê? Esperar os fansubs acabarem para entrar no mercado? Eles existem justamente pelo espaço vago deixado pelo mercado em primeiro lugar.

            O Crunchy vai dar certo por aqui por mais que alguns torçam que não.

            Quanto ao mercado de discos, series que todos já assistiram, com uma qualidade duvidosa.
            Quem não lembra dos DVDs de Fullmetal com os episódios censurados?
            Assim é claro que muita gente não vai comprar.
            Cacarecos de anime o pessoal até poderia comprar, se oferecessem o que eles querem, souvenirs e vestuário, mas não, só vemos bayblades por aí.

            Essas essas teorias são um estudo de mercado meio inútil, igual conversa de autoridade, fica um colocando a culpa no outro e ninguém faz nada.

            • Denys "Fantasma" Almeida disse:

              Tenho que discordar, pode não ser conhecida a frase emblemática que vinha nos próprios animes, mas a ideia de algo feito por fãs e para fãs é largamente difundida até hoje, principalmente para atrair afeição dos clientes para um fansubber faturar por ser “salvação”.

              “Os fansubs não estão matando e não vão matar o comercio, porque para isso ele precisaria existir.
              É muito fácil falar que não dá para entrar no mercado com os fansubs aí. Então vão fazer o quê? Esperar os fansubs acabarem para entrar no mercado? Eles existem justamente pelo espaço vago deixado pelo mercado em primeiro lugar.”

              Eu afirmei que ele matou a “possibilidade”, o mercado nunca chegou a existir de fato como aconteceu com os de mangas. Os fansubs criaram a demanda pra essa mercado existir e hoje impedem (mas não é só isso que emperra o surgimento desse mercado) que ele surja. Acho que deixei bem claro no post e nos comentários que eu concordo que os fansubers existem justamente pelo espaço deixado pela falta de empreendimento das empresas.

              Gyabbo!

            • KiaH disse:

              Como todos (ou quase todos, sei lá, não li tudo) citaram aqui que a empresa de animes não existe no Brasil, eu faço essa pergunta: Como CRIAR o comercio de Animes no Brasil, (lotado de fansubs e reencoders) sendo que o produto em que você vai vender, alguns conseguem gratuitamente? Como começar um comercio, que de primeira vista só vemos prejuízos? Está claro que os fansubs abriram horizontes no início, e que as empresas mal tentaram explorar essa aba, no momento correto, mas temos de ser justos e dizer que a rápida popularização dos fansubs fecharam os mesmos horizontes que abriram, tornando (na minha opnião) impossível a criação de um mercado de animes sem grandes perdas no início (e até quem sabe perdas em sua total existência, devido a pirataria). Eu acho que para a possível criação de um mercado de animes seria com o Crunchyroll, e TAMBÉM uma folga das fansubs brasileiras.

      • XP disse:

        Eu discordo com o texto escrito em quase tudo.
        Eles não irão investir em um mercado deste no brasil assim, com ou sem fansubs, o mercado brasileiro é um caos com impostos absurdos, algo que as próprias empresas dizem.
        E sobre o mercado de mangas, a única que vejo fazendo um bom trabalho é a Panini em relação a isso, e mesmo assim os preços são um pouco salgados, além de não termos as páginas coloridas originais e, como não moro em uma capital, tenho que comprar pela internet, algo que faz o preço subir bastante com o frete de entrega.
        Tem que se levar em consideração que vivemos em um pais onde tudo é caro, comparar o mercado brasileiro com o de um pais desenvolvido como os Estado Unidos é complicado.

        • KiaH disse:

          Se quiser ir de acordo com a lei, só isso que podemos fazer. Concordo plenamente que os impostos de importação no Brasil são absurdos, mas como o assunto principal é a criação de um mercado de animes no Brasil, acho que isso não deve ser levado em conta, por que tudo que terão de pagar (se for criado) são os direitos autorais para poderem legendar/dublar os animes.
          Agora quanto aos mangás, não sei por que falam tão mal da JBC, em todos os poucos mangás que eu tenho dela, a qualidade se iguala a muitos da Panini. Existem páginas coloridas de mangás no Brasil? Sério isso para mim era uma lenda urbana e–e”.

  35. Kyobotte disse:

    O mercado transmite o que quer, quando quer. Não vivemos numa democracia aberta. Quem tem poder manda, quem não tem, aguenta calado ou se manda para um lugar mais atraente, quando pode.
    Se quisessem mesmo transmitir animês, onde quer que seja, estariam fazendo isso. “Fansubbers sem limites” existem em diversos países que continuam com parte de sua programação vinda do Japão.
    O Brasil (não o país, mas os “poderosíssimos”) não quer seu povo acordado. Animês não são desenhozinhos, eles fazem pensar e refletir, enxerga isso quem pode. Temos a maior comunidade nipônica, mas eles não tem tanto espaço assim, parece até a Era Vargas.
    A economia está perfeita, só isso também. País estranho.

  36. Hotaru Tomoe disse:

    Não concordo com a opinião do texto sobre o por que do mercado de animes não ter vingado no Brasil. Os Fansubs são nada mais e nada menos do que o único acesso aos animes no Brasil de forma rápida. Temos sim aqui um público interessado em animes, vide o sucesso dos mangás por aqui.
    Dvds de animes não bombam aqui por que a)Os Dvds são caros b) A qualidade deles não compensa o preço c)Quase não tem extras d)Só Deus sabe quando vão lançar e se vão lançar continuações dos Dvd, que incentivo alguém tem para comprar uma série que não se sabe quando vão lançar a continuação? e) Falta de divulgação (Só fiquei sabendo a pouco tempo que tinham lançado o segundo Dvd de Rebuild of Evangelion).
    Enquanto lançarem porcarias caras como o Dvd de Sailor Moon S, fico e aceito até financiar meus Fansubs.
    Pra não dizerem que eu sou do mal, tenho um Dvd oficial do Shaman King, e continuação nunca foi lançada e ficou por isso mesmo.

  37. Panino Manino disse:

    @Gyabbo
    “Eu afirmei que ele matou a “possibilidade”, o mercado nunca chegou a existir de fato como aconteceu com os de mangas. Os fansubs criaram a demanda pra essa mercado existir e hoje impedem (mas não é só isso que emperra o surgimento desse mercado) que ele surja. Acho que deixei bem claro no post e nos comentários que eu concordo que os fansubers existem justamente pelo espaço deixado pela falta de empreendimento das empresas.”

    Eu eu afirmei no início da discussão que discordo fortemente disso.
    E entramos em loop.

  38. johnr disse:

    Um exemplo claro de porque o mercado não avança:
    http://www.submarino.com.br/produto/6/1959419/dvd+hunter+x+hunter+-+edicao+especial+-+vol.+3-+triplo
    Veja, 99,00 por 3 DVDs com 12 episódios???? a série tem mais de 70 episódios, quanto não irá custar???
    E, não esquecendo que esse anime já é meio velhinho, porque está sendo refeito no Japão nova versão em HD.
    Considerando que maior parte dos fãs são efetivamente de classe b (minoria), c (em sua maioria) e d, o que pensar disso? Tem é de reclamar com o governo, diminuir impostos, a ganância da produtora e aí a conversa muda de tom.
    Como nesses DVDs do HunterxHunter,ao fim de 3 anos de baixa vendagem (2015), aí resolvem abaixar os preços…mas aí já mudamos de foco, o anime sonhado é outro….vai ser o Hunter x Hunter versão 2011 em BD, que deve ser vendido nas alturas também……
    1 DVD pirata aí vendido nas ruas deve estar o que uns R$5,00 com 12 episódios, não tem box, dublagem, mas é muuuito mais barato. O preço baixo compensa a falta de qualidade….
    E, não acho legal o que o Punch faz, mas baixo alguma coisa com eles que os outros fansubs, não tem.

    Agora, o principal: com ou sem fansubs, os únicos que perdem são os fãs. Sem os fansubs não teriam essa diversidade de animes e se dependesse da boa vontade de produtoras trazerem animes….piada, nenhum anime seria vendido aqui já que é muito caro.

  39. Ótimo artigo!

    Gostaria de comentar, também, que ainda existem fansites com o mesmo espírito “de fã para fã” dos fansubs antigos, como o Shaman King BR, que realmente não é fansub, mas traz todas as informações sobre a história, um trabalho feito com cuidado e dedicação, inclusive nas pesquisas.

  40. Hagi disse:

    Eu concordo com o autor na parte que os fansubbers “mataram” a possibilidade de um mercado de animes aqui… Na verdade estava até florescendo um mercado bom, grande parte do pessoal que nasceu no meio dos anos 80 e no começo dos anos 90 assistiram Cavaleiros do Zodíaco, por exemplo. Foda que do nada os animes sumiram da tv, quando o Toonami parou de passar as animações japonesas, a Fox Kids se tornou o Jetix e acho q na tv aberta tava só passando Slayers com uma dublagem horrível. Os fansubbers pegaram essa brecha que a tv deixou.

    Muito foi dito aqui sobre o preço dos DVDs e a qualidade dos animes que passavam aqui, cheio de cortes e censura, mas na verdade isso pouco importa. Um bom exemplo disso são os Tokusatsu, que muitas falas eles não traduziam, tinham cortes, dublagem e edições horríveis e mesmo assim todo garoto e adolescente que assistiu aquilo achou o máximo.

    Já, se olharmos as séries de TV, agora tem muitos sites que legendam com qualidade na internet. O mercado morreu? Não, porque ele já existia e estava consolidado. Os Box hoje estão até baratos, mas até alguns anos atrás um DVD de série era muito caro tbm (tá certo que tinha uma temporada de série, contra 3/4 episódios de anime).

  41. ThiagoNS disse:

    Não sei se isso acontece com vocês mas sempre que vejo posts que são assuntos polêmicos tudo o que me vem a mente é “Isso vai mais fundo do que parece!”, sim pois embora os temas abordados no post pareçam ser profundos, na verdade é só a superfície do verdadeiro problema, que é o Brasil e por que não falar também do mundo, ou de toda a população mundial? Sim colegas esse tema é bem mais profundo do que parece, mas ai vem alguém e fala “Cara ‘tamo’ falando de anime não de politica e sociologia, se quer falar de politica vá pra outro lugar.”, talvez achando que realmente uma coisa não tem a ver com a outra ou achando que politica e afins são puro lixo e perda de tempo, e o que eu quero agora é apenas me distrair vendo um anime, que esta sendo prejudicado por LEIS que ferem meu direito constitucional que eu nem ao menos conheço, faço questão de conhecer ou mudar para algo melhor e cujos direitos só fiquei conhecendo pois li em um blog que o blogueiro leu em um outro blog que muito provavelmente foi escrito por alguém que quer mudar tais leis ou pelo menos melhora-las. Me desculpe se isso NÃO pareceu irônico, pois essa era minha intenção.

    O resumo disso tudo é, enquanto as pessoas fizerem pouco de politica e não lutar por melhorias, ou lutar pelo Brasil para que este cresça e acabe com a miséria (que vendo mais friamente o caso trara mais poder de consumo as pessoas sendo possíveis clientes de animes o que geraria lucro para as empresas, e esta investiria mais neste nicho) achando que isso de nada adianta ou isso não afeta seus hobbies ou seu cotidiano, nada ira realmente mudar e esse sera só mais um comentário que em suma queria acordar os fás para o verdadeiro problema para muitas questões sendo elas pertinentes aos assuntos de mangas, animes, games e etc… mas que na realidade foi só ridicularizado.

    Att ThiagoNS.

  42. Shini-gami disse:

    Sendo mais objetivo agora. Do que adiantou comentar sobre assunto? As empresas estão mostrando interesse em investir nos animes aqui no brasil? Porque vai ser realmente dificil derrubar os fansubs que oferecem os animes em dia com boa qualidade (genericamente falando). Isso surgiu da necessidade dos fãs, que começaram com animes de antigamente que viam na TV, e sentiram falta quando esses animes começaram a sair de seu alcance, sem novidades. A partir do momento que o fansub foi criado, vimos como as empresas não estavam invetido o que poderiam para fazer um bom anime aqui no Brasil.

  43. superd7br disse:

    Há bons e maus fansubs: tenho um dvd do filme yamato be forever que tinha legendas horrorosas de um tal Alucard, parecia que foram traduzidas do inglês ao pé da letra!
    Eu apoio toda e qualquer iniciativa oficial, inclusive o streaming da JBC.

  44. Bruno disse:

    O “de fã para fã” criou e matou a possibilidade de um mercado de animes no Brasil
    Devem ter matado mesmo pois a qualidade dos animes vendidos oficialmente aqui são pessimas uma pouca vergonha! Qualidade inferior à americana.

    Eu adoraria poder comprar dvds originais com a mesma qualidade que os japoneses tem, mas isso nunca vai acontecer. Tenho apenas 2 escolhas ou baixo da internet(com legendas em inglês ou importo os animes direto do japão(vale lembrar que os dvds japoneses são muitoo caros)

    Um box do dr. slump(22dvds) por exemplo custa entorno de 2,5 mil reais + taxas.

  45. Bruno disse:

    Mercado Brasileiro até hoje acha que anime é coisa de criança por isso nunca vai dar certo.

    Podem ver nem mangas vendem direito por aqui…

  46. Angelo Morais disse:

    Colando aqui o que falei no orkut, concordando com uma pessoa que disse que mesmo com licenciamentos oficiais o brasileiro não vai parar de querer baixar de graça:

    Com certeza, não vai mesmo. O foda é que, EM PARTE por conta disso, são feitos poucos investimentos para trazer animes para cá. O mundo gira em torno de retorno financeiro.
    Mas a verdadeira culpa é 100% das próprias licenciadoras que querem grande retorno com pouco investimento, como foi o caso da Animax.
    Se as empresas não gostam de pirataria e downloads de graça, elas que se mexam, e que façam isso amigavelmente. Não existe cultura que não se mude. Já diziam os Titãs: “Não importa contradição, o que importa é televisão, dizem que não há nada que você não se acostume”.
    Bastará um marketing envolvente, daqueles que conquistam o carisma do público, e se criará um mercado fiel para produtos orientais no Brasil. O foda (de novo) é que ninguém quer assumir a conta da publicidade necessária para isso.
    Mas estou otimista a respeito do que está acontecendo ultimamente. Os esforços isolados estão sendo suficientes para incitar que nosso país será um mercado próspero. A brasileira Zap Games licenciou e traduziu o último jogo de Saint Seiya para PS3. É um título clichê mas pode ser um bom começo.

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